Fim do 13° salário é apenas boato

Qua, 16 Nov 2011

De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), a notícia sobre a aprovação do fim do 13° salário pela Câmara dos Deputados, veiculada em mensagens eletrônicas na internet, não é verdadeira.
O DIAP afirma que o único Projeto de Lei que poderia reduzir ou eliminar os direitos dos trabalhadores - o PL 5.483/01 – teve a tramitação suspensa pelo ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, em 2003.

PSF na área rural do Gama pode fechar

Sex, 11 Nov 2011

Segundo denúncia feita ao SindSaúde, a gerência de saúde da regional do Gama ameaça fechar o Posto de Saúde da Família (PSF) de Ponte Alta de Cima, área rural do Gama. O motivo do fechamento seria devido ao PSF, que é próximo à divisa do DF com Goiás, atrair também a população do entorno.
De acordo com o denunciante, que prefere não se identificar, o PSF está funcionando somente uma vez por semana e isso já tem atrapalhado o atendimento à comunidade local. “Já aconteceu de um paciente sofrer com pressão alta porque o posto estava fechado e ele não conseguiu remédio”, conta.
Remanejamento
Os servidores da unidade de saúde sofrem ainda com o remanejamento para o PSF de Engenho das Lajes, também na área rural do Gama. O objetivo da mudança é ocupar as vagas deixadas pelos trabalhadores da fundação Zerbini, que foram exonerados.

Governo federal lança programas para a saúde

Qua, 09 Nov 2011

O governo federal lançou na terça-feira, 8/11, os programas para a saúde S.O.S. Emergência e Melhor em Casa. Por meio dos programas, o governo pretende implementar melhorias nas emergências de 11 hospitais brasileiros e também no atendimento domiciliar do Sistema Único de Saúde (SUS). No DF, o Hospital de Base (HBDF) receberá 3,6 milhões de incentivo anual.

O S.O.S. Emergência visa adotar medidas para classificar os pacientes que dão entrada nas emergências, e assim, encaminhá-los para os setores específicos. O HBDF será o único hospital do DF a receber o programa.

De acordo com o governo federal, que espera investir R$ 1 milhão no Melhor em Casa, já foram cadastradas 110 equipes no programa e a expectativa é de que, até 2014, mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio estejam atuando em todo o país. As equipes são integradas por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas que atenderão, em média, 60 pacientes por dia.

Secretário de Saúde fala sobre mudança de gerência da UPA de Samambaia

Ter, 08 Nov 2011

Durante reunião do Conselho de Saúde do DF, realizada na manhã de terça-feira, 22/11, o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, falou sobre o impasse na mudança de gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia. Ele se responsabilizou pela iniciativa e garantiu que nenhum servidor será remanejado da unidade, a menos que prefira ser removido.

Segundo o diretor do SindSaúde, da regional de Samambaia, Eurico Jorge, durante a reunião, o secretário de Saúde comprometeu-se a reerguer o atendimento da UPA, por meio do aumento do número de médicos na unidade. “Ele garantiu que não haverá remanejamento de servidores à revelia e que os trabalhadores que não estiverem satisfeitos podem pedir transferência para outra unidade dentro da regional”, contou. O secretário afirmou ainda acreditar que a UPA se beneficiará com a nova gerência. “O secretário disse que como os médicos que trabalham no SAMU recebem a GAMU (Gratificação de Atendimento Móvel de Urgência), isso deve servir como atrativo para esses profissionais da saúde” , relatou Eurico.

Enfrentamento ao crack é caso de saúde pública

Ter, 08 Nov 2011

O governador do DF Agnelo Queiroz declarou, em entrevista radiofônica, que o combate ao crack é uma questão que envolve saúde pública e área social. Ele ressaltou a participação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no plano de combate as drogas do Comitê de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. A entrevista foi ao ar na terça-feira, 08/11, durante o programa Conversa com o Governador, da Rádio Cultura FM.

"Temos que tratar os dependentes da droga (crack) através de assistência psicológica, ajuda médica e tratamento de saúde. Na outra ponta temos que investir em prevenção e repressão", analisou o governador.

Os CAPS são coordenados pela Secretaria de Saúde (SES/DF) e prestam atendimento na área de saúde mental de pacientes com transtornos e também dependentes de drogas. O DF conta com Centros de Atenção Psicossocial em Ceilândia, Guará, Sobradinho, Santa Maria, Itapoã e na Rodoviária do Plano Piloto.

Projeto do Regime Jurídico Único é encaminhado à CLDF

Seg, 07 Nov 2011

A minuta do projeto Lei Complementar do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos (RJSP/DF) foi enviado à Câmara Legislativa (CLDF) na quinta-feira, 3/11. A expectativa do governo é de que o projeto seja votado ainda este ano e entre em vigor a partir de 2012.
O projeto foi elaborado por representantes do Tribunal de Contas do Distrito Federal, da Câmara Legislativa, da Procuradoria Geral do DF e de diversas secretarias, e em outubro passou por avaliação do Fórum do Serviço Público – composto por entidades sindicais que representam os servidores do governo – antes de ser encaminhado à CLDF.

Grupo de trabalho do ACS e AVAS discute abono salarial e regime estatutário

Seg, 31 Out 2011

Representantes da Secretaria de Administração Pública (SEAP/DF) e da Secretaria de Saúde (SES/DF) reuniram-se com os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Vigilância Ambiental (AVAS). Durante a reunião, foram discutidas as questões do abono salarial dos agentes e a viabilidade de inclusão das categorias no regime estatutário. É a segunda reunião do GT, que costuma se reunir às quartas-feiras.
A SEAP/DF informou aos agentes que devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as secretarias de Estado Planejamento e Orçamento (SEPLAG/DF) de Estado de Fazenda não deram resposta sobre prazos e valores referentes ao abono salarial.

Profissionais afastados realizam manifestação em frente à SES/DF

Dom, 30 Out 2011

Os funcionários da atenção primária e de assistência prisional – ligados no passado à Fundação Zerbini – realizaram manifestação em frente à sede da Secretaria de Saúde (SES/DF), na manhã desta terça-feira, 25/10. Eles estão afastados do trabalho desde quarta-feira, 19/10, e reivindicam o retorno às funções. A mobilização teve o apoio do SindSaúde.
Os manifestantes fizeram panelaço e protestaram contra o afastamento dos 300 trabalhadores. “Durante todos esses anos nós fomos capacitados para melhorar a saúde do DF. Nós trabalhamos por mérito nosso, passamos por processo seletivo rigoroso. Nossos empregos não nos foram dados de graça”, falou durante discurso a técnica em enfermagem Clênia Amara Branquinho Santos. “Não tem ninguém trabalhando nos CAPS, o atendimento prisional está parado! Não estamos só preocupados com os nossos empregos, mas também com os pacientes. Cadê a responsabilidade do governo com a saúde pública?”, indagou Virgínia Cruz, psicóloga e membro da comissão dos representantes dos funcionários.

Cerca de 300 profissionais da atenção primária são afastados pelo governo

Qua, 19 Out 2011

Trabalhadores da atenção primária e de assistência prisional foram afastados pela Secretaria de Saúde (SES/DF) nesta quarta-feira, 19/10. A decisão foi tomada sem qualquer aviso prévio e pegou de surpresa cerca de 300 funcionários. Há três anos os profissionais aguardavam uma resolução do governo quanto ao regime em que deveriam atuar na SES/DF.

No Diário Oficial do DF de terça-feira, 18/10, a Secretária de Saúde (SES/DF) convocou os trabalhadores – psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, cirurgiões dentistas, técnicos de higiene dental e auxiliares de consultório dentário - a comparecerem à suas Diretorias Regionais no dia seguinte, alegando apenas que estavam sendo solicitados para tratar de assuntos de interesse deles. O motivo da convocação era para que os profissionais assinassem um documento no qual pedem demissão. “Fomos induzidos a nos desligarmos”, conta a enfermeira do Centro de Saúde N°2 de Itapoã Maria de Fátima, 59 anos.

Categoria aceita proposta do governo e greve da saúde acaba após 15 dias

Qua, 27 Jul 2011

Os servidores da saúde aceitaram a proposta do governo e decidiram acabar com a greve, por maioria absoluta, durante assembleia geral da categoria, realizada na manhã de terça-feira, 12/7, na LBV – Legião da Boa Vontade. A paralisação dos trabalhadores teve início na segunda-feira, 27 de junho.

A proposta aceita é a seguinte:

Reajuste do tíquete alimentação para R$ 304,00 a partir de julho de 2011;
Incorporação total da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (GATA) de modo escalonado: 40% em setembro de 2011, 50% emsetembro de 2012 e 30% em julho de 2013;
Plano de saúde a ser implementado em janeiro de 2012;
Conclusão do Projeto de Lei que dispõe sobre a reestruturação da carreira de Assistência Pública à Saúde - ( que inclui 104 categorias) - no mês de setembro de 2011;
Continuidade do diálogo na Mesa de Negociação

GDF deixou de receber R$ 245 mil por mamografias realizadas

Dom, 29 Nov -0001

Secretaria de Saúde só incluiu no sistema 3 mil exames, mesmo tendo realizado 10, 3 mil

O Governo do Distrito Federal reclama de falta de recursos, mas deixou de receber do Ministério da Saúde, entre julho de 2017 e abril de 2018, R$ 245 mil por realização de mamografias. A falha foi identificada pela Gerência de Processamento de Informações Ambulatoriais e Hospitalares, em documento com data de 14 de junho ao qual o SindSaúde-DF teve acesso.

“Realizamos uma análise em relação ao faturamento e os estabelecimentos deixaram de apresentar 7.273 procedimentos regulados, realizados e confirmados. (…) Estima-se uma perda de faturamento de R$ 245.463.75 em relação aos procedimentos regulados, realizados e confirmados”, diz o documento.

No período apontado no relatório, 10.315 mamografias foram realizadas, mas só 3.042 foram inseridas no Sistema de Informação do Câncer (Siscan), que é do Ministério da Saúde.

O

2019: Ano de muitas lutas, estratégia e conquistas

Dom, 29 Nov -0001

Durante todo o ano, o SindSaúde dialogou para que os direitos dos servidores da Saúde fossem assegurados

O ano de 2019 foi de muito trabalho para o SindSaúde-DF. Momento de estabelecer pontes e construir diálogos que ficaram suspensos ao longo dos quatro anos anteriores. Portas que se reabriram para o debate e a possibilidade de resgatar todos os direitos que foram negados para os servidores da Saúde. Pensar de forma estratégica foi o foco do sindicato. Muitas batalhas foram vencidas e o caminho, ainda longo, foi preparado para novas conquistas.

Em janeiro, logo no início do mandato do novo governador, Ibaneis Rocha, o sindicato se reuniu com o chefe do executivo e entregou um documento com todas as reivindicações da categoria, entre elas estavam as pecúnias, GATA, 40 horas, reajuste dos especialistas, convocações e outras demandas.

Ainda no primeiro mês do ano, o GDF garantiu a liberação de carga horária de 40 horas para pelo menos 600 servidores da Saúde.

Outra exigência do SindSaúde foi a construção de um hospital destinado aos servidores públicos do DF. Para tratar deste tema, a presidente do sindicato, Marli Rodrigues, se reuniu em fevereiro com o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e com o deputado distrital Rodrigo Delmasso.

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40 ANOS: Nunca foi fácil. Não será!

Dom, 29 Nov -0001

A história do SindSaúde é marcada pelas constantes vitórias e luta incansável pelos servidores da Saúde

28 de dezembro de 1979. Esse é o mês que marca o início do maior sindicato que representa os trabalhadores da Saúde do Distrito Federal. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF), nasceu após a Associação dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde de Brasília decidir se tornar um sindicato. A história do SindSaúde se destaca pelo número de trabalhadores associados e pelas lutas históricas.

Não foram apenas os anos da ditadura militar que marcaram o começo da entidade. A severa crise econômica também coincidiu com a sua criação. Para se ter ideia, entre 1980 e 1989, a inflação média no Brasil chegou a 233,5% ao ano, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

SEQUELAS: Mais de 10% dos leitos de UTI estão bloqueados

Dom, 29 Nov -0001

Nos últimos anos mais de 1,2 mil pessoas morreram aguardando uma vaga

Selo sequelasA conta que o governo Rollemberg deixou para a saúde pública ainda assusta e preocupa os moradores do Distrito Federal. Dos 392 leitos de UTI disponíveis na rede, 10,9% seguem bloqueados* e sem acesso para a população. O motivo para 43 leitos estarem bloqueados é o mesmo: insuficiência de recursos humanos para dar suporte e garantir a abertura do leito.

Os números são da Secretaria de Saúde do DF e preocupam quem precisa de um leito de UTI. Das 4.368 pessoas que entraram na Justiça entre 2015 e julho de 2017 para garantir acesso a UTI, um direito que já deveria ser fornecido pelo governo, 1.261 pacientes morreram à espera de um leito.

Os óbitos por falta de leitos de UTI foram recorrentes ao longo da gestão de Rollemberg. Em 2015, 29,1% (495) dos pacientes que buscaram a Justiça morreram antes de conseguir lugar na terapia intensiva. No ano seguinte, manteve-se percentual similar 28,2% (470 pacientes).

Rede

Em alguns locais da rede pública do DF, o número de leitos bloqueados passa de um terço do total, como é o caso do Hospital Universitário de Brasilia (HUB).