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terça-feira, 2 março, 2021

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Saiba detalhes sobre o Plano de Vacinação contra a Covid-19

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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

Depois de muitos setores da sociedade pressionarem, o governo federal apresentou um Plano de Vacinação contra a Covid-19, nesta quarta-feira (16), após quase 10 meses de pandemia no Brasil e em meio a uma corrida mundial por doses da vacina.

O documento apresenta as ações da campanha nacional, a compra de doses da vacina, as faixas etárias prioritárias e as regras de logística para distribuição de insumos aos estados e municípios.

O portal de notícias Metrópoles preparou um guia com as principais informações sobre o plano.

Veja as principais medidas previstas no Plano de Imunização:

Número de pessoas: A imunização será feita em quatro grupos prioritários, que somam 50 milhões de pessoas.

Quantidade de doses: Serão necessárias 108,3 milhões de doses de vacina, já inclusos 5% de perdas.

Grupos prioritários: Trabalhadores da saúde, idosos (primeiro aqueles acima de 75 anos de idade e, depois, acima dos 60 anos), pessoas com doenças crônicas (hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, entre outras), professores, forças de segurança e salvamento, e funcionários do sistema prisional.

Compra de doses: Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19, por meio de acordos.

Negociações em curso: De acordo com o documento, o governo negocia a compra de vacinas com seis laboratórios: Pfizer/BioNTech, Janssen, Instituto Butantan, Bharat Biotech, Moderna e Gamaleya.

Registro de vacinas: Até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada.

Termo de consentimento: As vacinas aprovadas para uso emergencial serão aplicadas somente mediante a assinatura deste documento. Com isso, quem receber a aplicação do imunizante terá de assumir o conhecimento dos estudos e possíveis efeitos colaterais do insumo. Isso mudará quando as vacinas obtiverem o registro permanente.

Coronavac: Produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, este imunobiológico foi alvo de desentendimentos entre o governo federal e o de São Paulo. Agora, o Ministério da Saúde a incluiu no Plano Nacional de Vacinação.

Distribuição de doses: As vacinas produzidas no Brasil serão destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde fará a distribuição das doses aos estados e municípios.

Divisão: De acordo com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, as doses serão distribuídas aos entes da federação de forma “igualitária e proporcional”.

Armazenamento: Segundo o governo, estão aptas a estocar a vacina uma central nacional, 27 centrais estaduais, 273 centrais regionais e aproximadamente 3.342 centrais municipais.

Salas de vacinação: Serão aproximadamente 38 mil salas de imunização – em períodos de campanha, o número pode aumentar para 50 mil.

Prazo: O governo ainda não marcou uma data para o início da vacinação. Até o momento, estima-se que os grupos de maior risco para agravamento e de maior exposição ao vírus estariam imunizados ainda no primeiro semestre de 2021.

Vale destacar a inclusão de comunidades tradicionais ribeirinhas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores do transporte coletivo; e a população privada de liberdade como novos grupos prioritários. Eles não estavam no documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de semana.

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