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quinta-feira, 20 junho, 2024

Trabalhadores da saúde sem motivos para comemorar no 1º de maio: Dieese confirma perda salarial

No Dia do Trabalho, os servidores da saúde não têm motivos para celebrar, pois enfrentam uma série de desafios que incluem a desvalorização salarial, o desgaste emocional e a redução do poder de compra

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Hoje, 1º de maio, celebramos o Dia do Trabalho, uma data marcada em mais de 80 países como um tributo àqueles que dedicam sua força de trabalho para impulsionar o crescimento e o desenvolvimento da nação. No entanto, para os servidores da saúde do GDF (Governo do Distrito Federal), o cenário é sombrio. Um estudo realizado pelo DIEESE, a pedido do SindSaúde, revelou uma perda salarial alarmante ao longo dos últimos oito anos. Essa situação é bem crítica, pois a perda de poder de compra afeta diretamente sua qualidade de vida, tornando até mesmo a manutenção de uma alimentação adequada um desafio. Com milhares de servidores endividados e com salários comprometidos, é urgente a necessidade de uma política de reparação dessa perda.

O Dia do Trabalhador não é motivo de celebração para os servidores da saúde, que testemunham suas carreiras e competências sendo negligenciadas e desvalorizadas por um modelo de gestão apoiado por aqueles que deveriam ser os principais defensores de um serviço público de qualidade: os governantes. Segundo Marli Rodrigues, presidente do Sindsaúde, o governo demonstra claro interesse em transformar a saúde em um mero negócio, resultando em consequências adversas para toda a sociedade.

“O governo desencoraja o desenvolvimento da área da saúde devido ao foco na rede privada, onde os salários são baixos e o reconhecimento é escasso. Isso leva à falta de interesse de novos profissionais e à desmotivação dos já estabelecidos. A terceirização dos serviços, promovida pelo governo, desvaloriza e humilha os profissionais da saúde e quem sofre é a sociedade como um todo”, afirma.

Para Luzinete Monteiro, servidora da secretaria de saúde há mais de quarenta anos, as lutas e injustiças marcaram sua trajetória profissional. Mesmo após décadas de dedicação ao GDF, o sentimento de desvalorização persiste.

“Como servidora do GDF, sempre tive que lutar muito pelos meus direitos, o que gera um certo desânimo. Nunca reivindicamos nada além do que é nosso por direito. Mesmo após tantos anos, ainda temos que lutar pelo básico. O sentimento de injustiça permanece o mesmo. Com a nossa remuneração defasada, temos cada vez mais dificuldades para atender nossas despesas básicas “, desabafa.

 A realidade enfrentada pelos servidores inclui dívidas acumuladas, desvalorização da mão de obra, doenças psicossomáticas e redução do poder de compra, enquanto lutam para oferecer um serviço de qualidade aos contribuintes. É essencial reforçar o valor desses profissionais como integrantes fundamentais da sociedade, responsáveis por sustentar o pilar da saúde pública.

O 1º de maio deve ser marcado por um chamado de reconhecimento aos direitos dos trabalhadores da saúde. Esta causa não diz respeito apenas aos profissionais, mas à sociedade como um todo, que depende de servidores valorizados, respeitados e reconhecidos adequadamente. “Convocamos o governo à sua responsabilidade: é crucial que os salários dos trabalhadores da saúde sejam recompostos. Esses profissionais necessitam de estabilidade mental para garantir um atendimento eficaz a todos os pacientes que dependem dos serviços das redes públicas”, concluiu Marli Esteja conosco nessa luta pela valorização dos trabalhadores da saúde e por um sistema de saúde público digno e eficiente

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