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quarta-feira, 24 abril, 2024

Reajuste do plano de saúde deverá causar danos à saúde do servidor do GDF

O reajuste médio será de 20% conforme já anunciado

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O Governo do Distrito Federal anunciou, na terça-feira (15), um reajuste médio no plano de saúde dos servidores, o GDF Saúde, em torno de 20%.

Segundo o GDF, com base na inflação dos últimos três anos, e para manter o equilíbrio financeiro do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas), é necessário o reajuste.

Ressaltando que as contribuições que atualmente estão entre R$ 400 e R$ 1.000 por participante, passarão para R$ 490 (valor mínimo) e R$ 1.190 (valor máximo), respectivamente.

Ainda como mais uma argumentação sobre o reajuste, a diretoria do Inas acrescentou que “para manter o plano ativo, além da participação dos beneficiários, o GDF arca com quase a metade de toda a despesa”, e que o Plano GDF Saúde conta com uma projeção de déficits financeiros crescentes para o triênio 2023, 2024 3 2025, caso não haja alteração em seu custeio.

O discurso e justificativa apresentados pelo Inas, e pelo próprio GDF estão fora da realidade e do contexto real de reajuste dos servidores.

É uma conta que não fecha se levarmos em consideração o reajuste salarial do servidor, frente ao reajuste do Plano GDF Saúde.

O servidor público, assim como as demais categorias que compõem a força de trabalho no Brasil, ainda estamos nos reerguendo de uma crise financeira sem precedentes, decorrente da pandemia.

Um reajuste de 20% no Plano GDF Saúde, sem uma perspectiva de reajuste salarial compatível, não seria saudável para o orçamento do servidor público.

“Para o servidor público do DF como um todo, o plano de saúde dele e de seus familiares é fundamental. Ocorre que para manter o plano de saúde, ele precisa ter uma reestruturação de carreira. E consequentemente, de salário, já que sua realidade salarial atual, não é suficiente para cumprir com os custos do plano, ainda mais, com esse aumento anunciado. Sem esquecer que o servidor tem outras inúmeras despesas que compromete significativamente sua renda mensal”. Afirma Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde

O SindSaúde, no papel que lhe cabe na defesa do servidor da Saúde, cobrará do governo, e dos órgãos envolvidos nesta questão, uma solução coerente para este impasse.

Contem sempre com o SindSaúde!

Por Ascom/SindSaúde

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