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sexta-feira, 30 outubro, 2020

Outubro Rosa, mês de prevenção ao Câncer de Mama

Conheça a história de Giselle Castro, jovem de 33 anos que tratou um câncer de mama em 2020, em meio à pandemia

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SindSaúde DF
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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

É comum, no mês de outubro, a sociedade colocar em pauta o câncer de mama, tipo da doença que mais mata mulheres em todo Brasil. O Outubro Rosa pretende chamar a atenção para a necessidade das mulheres irem ao médico e fazer a mamografia. A campanha também estimula o autoexame das mamas e o autocuidado. 

O nome “Outubro Rosa” remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, o enfrentamento ao câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades a criarem ações práticas e simbólicas, que levem a sociedade a refletir sobre o tema.

Mas, você sabe como começou essa campanha? Falaremos também sobre quais são as formas de tratamento, onde buscar atendimento específico no Distrito Federal e uma entrevista especial com Giselle Castro, estudante de arquitetura de 33 anos que tratou um câncer de mama em 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus. 

O que é o Outubro Rosa?

Outubro Rosa é um movimento internacional que acontece durante todo o mês de outubro para prevenção e conscientização da importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. 

A campanha começou na década de 90, nos Estados Unidos, com apenas alguns Estados americanos fazendo ações isoladas sobre o tema. Tempo depois, o Congresso Americano reconheceu o mês de outubro como o mês da prevenção ao câncer de mama. Foi depois disso, inclusive, que os laços cor de rosa, símbolo do Outubro Rosa, começaram a aparecer.

O símbolo foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, na cidade de Nova York. Na época, os corredores receberam o laço rosa para usarem durante a corrida e, depois disso, ele passou a ser distribuído em locais públicos, desfiles de moda e outros eventos.

Outubro Rosa no Brasil

O primeiro sinal do envolvimento do Brasil com a campanha aconteceu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa.

Depois disso, algumas cidades brasileiras foram aderindo à campanha, mas, somente em 2008, a movimentação ganhou força e diversos Estados abraçaram o Outubro Rosa, promovendo ações, corridas, oferecendo palestras e, assim como no resto do mundo, iluminando os principais monumentos com a cor rosa durante a noite.

Câncer de mama em homens

Pouco se fala, mas homens também podem ter câncer de mama, apesar de ser raro acontecer. Os homens têm glândulas mamárias e hormônios femininos, ainda que em quantidade pequena. 

Dos casos de câncer de mama, 1% é masculino. Para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, há 1 homem com o mesmo diagnóstico.

Ações Outubro Rosa no Distrito Federal

Tratar o câncer em meio à pandemia

A estudante de arquitetura, Gisele Castro, de 33 anos, moradora do Cruzeiro, foi diagnosticada com câncer de mama no fim de 2019 e, ao longo deste ano, precisou passar pelo tratamento. Segundo Giselle, ela já havia sentido alguns nódulos na mama direita, mas por ainda ser jovem, não imaginava que poderia ser algo sério.

“Em outubro de 2019 apareceu um nódulo na minha axila, nesse momento me dei conta de que havia algo errado e fui ao médico. Foram solicitados vários exames e, cada vez mais, os exames davam indícios de que seria um câncer de mama”, lembra Giselle.  Após uma biópsia, o resultado saiu com o diagnóstico de um carcinoma ductal infiltrante, grau III, com metástase axilar, um câncer de mama em estágio avançado. 

Após o início do tratamento oncológico, o mundo todo foi abalado com o surgimento da pandemia do novo coronavírus.

“Foi um grande desafio pois, além de ver meu corpo debilitado por conta do tratamento, ainda existia uma nova ameaça de um vírus totalmente desconhecido e fatal para pessoas com comorbidades”, destacou. Mesmo com medo, ela sabia que o tratamento não podia parar e enfrentou os desafios. 

Tudo isso vai passar

Para as mulheres que acabaram de receber o diagnóstico de câncer de mama e vão iniciar o tratamento, Giselle diz para terem confiança e esperança, pois, segundo ela, o psicológico faz toda diferença neste  enfrentamento.

“Mas também é preciso respeitar seu corpo e suas emoções, entender que está tudo bem ter dias tristes. Seguir fielmente as orientações dos médicos e lembrar sempre de que tudo isso vai passar”, pondera. Para Giselle, as mulheres são muito mais fortes do que imaginam e, após o tratamento, a vida ganha um novo sentido. 

Câncer de mama em jovens

As mulheres jovens também precisam ficar atentas aos seus corpos. A incidência do câncer de mama tem aumentado em todo o mundo. Para entrevistada, é preciso falar cada vez mais sobre o tema para que as mulheres se conscientizem de que a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores saídas.

“Não apenas falar sobre o Outubro Rosa, mas agir de forma efetiva. Precisamos conhecer o nosso corpo, fazer o autoexame, ir frequentemente ao ginecologista e ao mastologista, e realizar exames de rotina”, destaca Giselle. 

Todas devem tomar os mesmos cuidados, de acordo com Giselle. Ela mantinha uma vida saudável, sem casos de câncer de mama na família, não fazia uso de qualquer hormônio, é jovem e não tinha nenhuma pré-disposição. Ainda assim, recebeu o diagnóstico. 

“Isso significa que precisamos mesmo nos cuidar, estar atentas. O câncer de mama, quando descoberto no início, tem alta chance de cura”, lembra. 

Após a cura

Em setembro de 2020, os exames comprovaram que Giselle está livre do câncer de mama e um novo cenário se abriu. Entre os focos de agora, reservando seus objetivos pessoais, está o de alertar outras mulheres para que se cuidem e se observem.

“Hoje, sou uma mulher muito mais grata pela a vida e observadora da grandiosidade que existe nas pequenas coisas. Tenho a sensação de ter começado a viver de verdade”, destaca Giselle. 

Para ela, agora surge a missão de ajudar outras pessoas a passarem pelo processo do câncer. A vida continua ainda mais bela e cheia de significados.  “Voltei, efetivamente, a realizar alguns sonhos que estavam parados, como terminar o curso que amo, planejar viagens que sonho em fazer e ser mais presente na vida das pessoas ao meu redor”, finaliza.

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