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sexta-feira, 3 dezembro, 2021

92,2% dos óbitos de Covid-19 no DF foram de pessoas não imunizadas

Números mostram que vacinação está contendo a pandemia

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SindSaúde DF
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

Dos 10,9 mil óbitos de Covid-19 registrados no Distrito Federal desde o início da pandemia, 92,2% dos casos envolveram pessoas que não haviam completado o esquema vacinal contra a doença. É o que mostra um levantamento da Secretaria de Saúde.

A vacinação tem contido a pandemia e é essencial para vencermos o coronavírus, mas, ainda assim, mais de 200 mil pessoas na capital federal ainda não se vacinaram contra a Covid-19.

No último sábado (20), durante o Dia D da Vacinação no DF, 11.881 doses contra a Covid-19 foram aplicadas em feiras e locais com grande circulação de pessoas. A ação de busca ativa deve continuar para aumentar a imunização entre os moradores do DF. 

“Mais uma vez, é um chamado, é uma prova material da importância de se vacinarem, de terem o esquema completo de vacinação”, afirmou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno, ao apresentar os dados. 

Óbitos no DF

O levantamento aponta os óbitos até 16 de novembro. Ao todo, 10.969 pessoas morreram no DF em decorrência da pandemia. Desses, 858 envolveram pessoas com 14 dias ou mais de intervalo entre a segunda dose (ou dose única) e a data do óbito. 

“A vacinação mostrou-se eficiente para os casos graves em todos os sentidos, seja qual for o laboratório fabricante da vacina. E é imprescindível que a população venha se vacinar. É imprescindível a atualização dos cartões de vacina e o acompanhamento das datas para a proteção da sociedade”, disse o gestor, que é médico de família e de comunidade.

Número de casos 

A Secretaria de Saúde também elaborou um gráfico que mostra a queda do número de casos (linha azul), de internações em leitos de UTI (linha roxa) e de óbitos (linha vermelha) em paralelo com o avanço da vacinação em primeira dose (linha verde) e segunda dose ou dose única (linha preta). 

Os dados mostram, por exemplo, a elevada subida do índice de vacinação entre os meses de julho e setembro e a redução da ocupação dos leitos de UTI e de óbitos a partir de outubro.

Em 6 de abril, por exemplo, a média diária de óbitos chegou a 89 e havia 400 leitos de UTI ocupados, enquanto 10,41% da população havia recebido a primeira dose e 2,96%, a segunda ou a dose de reforço. 

Em 10 de novembro, a média de óbitos ficou em 5, enquanto 35 leitos de UTI estavam ocupados. Nesta data, o DF chegou a 74,17% da população com a primeira dose e 58,69% com a imunização completa, além de já ter sido iniciada a aplicação da dose adicional nos imunossuprimidos e da dose de reforço nos idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde.

“É lógico que temos variáveis que também precisam ser consideradas, como a sazonalidade e as variantes, mas, sem sombra de dúvidas, nós temos a imunização da população como principal fator. É mais uma prova, e agora uma prova gráfica, para mostrar com números, com dados, com informações de qualidade, o quanto é importante a gente se vacinar e quanto está sendo um ato de contenção da pandemia no Brasil e, aqui em destaque, no Distrito Federal”, finalizou Damasceno.

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