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quinta-feira, 9 julho, 2020

E se fosse a sua mãe, governador?

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SindSaúde DF
SindSaúde DF
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

Acompanho com angústia o lamento de tantas famílias que precisam da saúde pública do DF. Não sei se por esquecimento ou por falta de empatia mesmo, o atual governo tenta minimizar a dor dos usuários das unidades de saúde. E se fossem parentes dele? Se fosse a mãe dele na fila de espera por horas? Se fosse o filho sem UTI nos hospitais?

Quanto vale uma vida, senhor governador? Se não souber responder, pergunte ao seu secretário de Saúde, Humberto Fonseca. Dona Marcia Aparecida, de 74 anos, não está mais aqui para pedir um atendimento digno, mas a voz dessa mulher, abandonada pela gestão da Saúde do DF, continuará viva com o relato de seus filhos e na boca de todos que lutam por um sistema de saúde público de qualidade.

O “seu” Instituto Hospital de Base é uma maravilha na propaganda eleitoral. E, como num milagre, sanou as carências da unidade em oito meses de existência. No entanto, não foi o atendimento que a Marcia Aparecida teve em seus últimos momentos de vida.

Engraçado como tudo foi retratado de maneira abafada por parte da imprensa. O que aconteceu com a Marcia ficou em segundo plano. Quase ninguém falou dessa senhora, mas o SindSaúde vai se lembrar. Vai fazer questão de relatar que, por muito descaso, ela não está aqui hoje. O que faltou foi o básico, o mínimo, o que faltou foi a decência de um governo.

Esse foi só um caso, mas quantas Marcias perderam suas vidas no “seu” Instituto, por falta de medicamentos, equipamentos e atendimento qualificado? Aliás, falando em mão de obra, como justificar os diversos trabalhadores altamente qualificados que foram removidos quando se criou este “seu” Instituto?

Não tinha prancha rígida, não tinha cabo para o desfibrilador, não tinha gel para as pás, nem carro de aspiração funcionando. Só teve sofrimento, frustação da equipe, desespero da família e arrogância da direção, que se autodeclara “dona” do Base. A senhora vice-diretora, em reportagem da Rede Record, se referiu ao hospital do povo como “meu instituto”. Só esqueceu-se de onde vem o dinheiro que paga o salário dela e tudo que é feito na unidade que eles estão maquiando para a propaganda da reeleição. São R$ 600 milhões por ano.

Quando a dor do outro não te atinge mais, é sinal de que a soberba já penetrou o coração e nada mais é capaz de limpar os rastros de sangue das mãos que se dizem limpas. E se fosse a sua mãe, governador? A vida da Marcia é menos importante do que suas mentiras eleitorais?

Chega deste Instituto que disseminou a discórdia e a desconfiança em meio aos servidores da Saúde. Todo nosso respeito aos familiares da senhora Marcia Aparecida Silva. Tenham a certeza de que os servidores da Saúde estão juntos na busca por um serviço público melhor e na certeza que esses anos de abandono estão acabando.

#ForaRollemberg

Entenda o caso que terminou com a morte da paciente de 74 anos, Maria Aparecida.

Por: Marli Rodrigues

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