Mais um dia de caos. Onde estava o secretário de Saúde?

Mais um dia de caos. Onde estava o secretário de Saúde?

20/08/2018 - 18:19 // Por Marli Rodrigues // Imagens: Peter Neylon // Notícias

Por Marli Rodrigues

O domingo (19/8) foi de muito sol em Brasília e os brasilienses aproveitaram para ficar com suas famílias, amigos e para descansar. Certamente deve ser o que também fez o secretário de Saúde, senhor Humberto Fonseca. Ou talvez ele tenha até estado ao lado de algum amigo fazendo campanha eleitoral. São algumas possibilidades. Mas temos uma certeza: ele esteve bem longe do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

O Pronto-Socorro do HRT reviveu neste domingo (19) uma cena, que infelizmente tem sido comum, do abandono da Saúde Pública. Um paciente morreu às 16h e a unidade não tinha profissionais suficientes para a remoção para a câmara mortuária. Outros inúmeros pacientes aguardavam atendimento amontoados nos corredores.

Enquanto servidores se esforçavam para tentar atender a todos, onde o senhor esteve, secretário? É triste ver que os servidores lutam, todos os dias, em uma situação caótica nas unidades de saúde. Esse cenário não é apenas no HRT. Hoje, todas as unidades do DF estão sem insumos, sem estrutura e sem pessoal suficiente para a demanda do Distrito Federal.

Não adianta ter vontade se não há condições de trabalho. Estamos em situação de caos e os gestores ignoram isso. A desculpa de sempre foi aquela de que não há recursos. Mas as mentiras desta gestão também têm pernas curtas.
Um relatório do Ministério Público do Distrito Federal analisou como está a execução do orçamento previsto para o Distrito Federal. Segundo matéria publicada no Portal Metrópoles, o documento mostra que, mesmo com recursos liberados, o GDF deixou de comprar medicamentos e equipamentos, além de não implementar melhorias no sistema público de saúde. “Até março de 2018, havia autorização para gastar R$ 680 milhões referentes a recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, R$ 361 milhões (53%) não se reverteram em benefícios à população e ficaram represados nos cofres oficiais”, diz a publicação.

Como explicar isso, senhores gestores? Impossível né.

Enquanto isso, o governo se preocupa em atacar os sindicatos e a parcela da imprensa que busca informar a população em relação ao caos que está instalado. Se estivesse trabalhando, talvez o Governo do Distrito Federal teria conseguido gerir de forma eficiente o recurso disponível para a Saúde Pública.

Fica nosso questionamento para o secretário de Saúde: Por que deixaram a Saúde Pública chegar a esse ponto?

Será que conseguem nos explicar?

O que a população e os servidores esperam é que a situação não piore ainda mais nos quatro meses que restam desse desgoverno.

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