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sábado, 4 maio, 2024

SES não paga dívida milionária e Instituto de Cardiologia suspende serviços ambulatoriais

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SindSaúde DF
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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

Próximo passo do Instituto é interromper todo atendimento de cirurgias e consultas

Com dívida milionária do contrato assinado junto ao Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), a Secretaria de Saúde do DF, que se nega a responder demandas da Imprensa do SindSaúde, confirmou ao Portal Metrópoles que parte dos serviços ambulatoriais prestados por convênio no ICDF foi suspensa nesta segunda-feira (30). Esta era a data limite do Instituto, que atende 95% dos pacientes da Cardiologia da rede pública, para que, caso o pagamento não fosse feito, os serviços seriam suspensos.

Após várias notificações de cobrança ao Secretário de Saúde, Humberto Fonseca, a unidade, referência em cirurgias de coração e transplante de órgãos, pode interromper a qualquer momento os procedimentos eletivos dos Programas de Cirurgia Cardíaca Pediátrica, Cirurgia Cardíaca em Adulto, Cardiologia Intervencionista (cateterismo cardíaco e angioplastia coronária), Neurologia Intervencionista e Cirurgia Vascular Intervencionista.

Segundo ofício enviado pelo ICDF, e divulgado aqui no Portal SindSaúde, a falta de pagamento da SES tornou a situação insustentável. O Instituto não deixa claro o valor do débito e a quantidade de meses que a SES deixou de pagar, mas reforça que a situação segue “há vários meses”. Segundo fontes do SindSaúde, a SES deve, somente dos meses de abril e maio, quase R$ 15 milhões ao Instituto.

Clique aqui e acesse Ofício da Superintendência do Instituto de Cardiologia

O contrato da SES com o Instituto, que agora já está sendo mantido com Termos Aditivos, tem valor de R$ 146 milhões de reais , para dois anos de atendimento, nos serviços de saúde ambulatoriais e emergenciais, de média e alta complexidade nas especialidades de Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Vascular, Cardiologia, Radiologia, Terapia Intensiva, além dos serviços intervencionistas endovasculares em radiologia, neuroradiologia, cardiovascular e de transplantes, captação e doação de órgãos e tecidos, visando atender as necessidades complementares de assistência da Secretaria de Saúde.

Para a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, a situação pode se agravar muito mais: “O governador Rollemberg e o secretário Humberto Fonseca não estão preocupados com a Saúde ou qualquer outro serviço básico para a população. Imagino que teremos um segundo semestre ainda pior que esses últimos três anos. É triste, mas o povo vai continuar morrendo à espera de atendimento enquanto esses que se dizem gestores fazem campanha política. A preocupação deles agora é produzir vídeos e mais vídeos com mentiras e promessas falsas. Ainda bem que o Distrito Federal sabe muito bem tudo que tem passado nesses últimos anos. Chega desse abandono”, afirma Marli.

Clique aqui e leia matéria completa do SindSaúde

Matéria do Portal Metrópoles foi respondida pela SES. Acesse

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