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Morte da quinta criança demonstra consequência da má gestão na saúde no DF

No espaço de apenas um mês, já é o quinto caso de vítima da má administração da saúde pública no Distrito Federal. As crianças vieram a óbito após não terem acesso a atendimento básico

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Sobrecarga dos profissionais da saúde, déficit de trabalhadores, precarização das horas extras, escassez de recursos humanos para a prevenção, adoecimento mental dos trabalhadores e a falta de investimento são apenas alguns dos fatores que impulsionam a crise na saúde do Distrito Federal. Infelizmente, essa crise resultou na morte da quinta criança em um hospital público da Capital. A tragédia ocorreu no Hospital Regional de Santa Maria, unidade administrada pelo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Depois de aguardar por mais de 3 horas na unidade de saúde, Gabriela Cezaria dos Santos (mãe)  foi instruída a retornar para casa. Por volta das 3h da madrugada, ela começou a sentir contrações intensas. Infelizmente, o bebê entrou em sofrimento fetal e veio a falecer ainda no ventre materno.

Nos primeiros 60 dias deste ano, o Distrito Federal contabilizou 65 óbitos de bebês com até 1 ano de idade. Essas mortes ocorreram dentro das  unidades médicas do DF, nos meses de janeiro e fevereiro de 2024. Esses números foram apresentados pelo InfoSaúde , um painel mantido pela própria Secretária de Saúde (SES- DF), que reúne dados do setor. Segundo a  plataforma, o ano de 2024 apresenta o maior número de óbitos de bebês desde que esses dados começaram a ser registrados, em 2016.

Além disso, as longas filas e a falta de leitos, entre outros problemas frequentemente destacados pela mídia, são consequências da falta de uma gestão eficaz e eficiente por parte da SES- DF. O colapso no funcionamento dos hospitais da capital é desesperador. Muitos desses problemas poderiam ser solucionados se pasta fosse gerida por profissionais competentes e capacitados para administrar a saúde pública do Distrito Federal.

Quando foi apresentada a proposta de contratação terceirizada liderada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF), a promessa era de que as demandas da saúde pública do DF  seriam resolvidos. No entanto, isso não é o que a população do DF tem testemunhado nas unidades de atendimento. Um exemplo marcante é o Hospital do Gama (HRG), administrado pela SES – DF, onde uma denúncia feita por servidores descreve a ala pediátrica da unidade como um verdadeiro cenário de guerra. Segundo o relato, o hospital enfrenta uma grave escassez de profissionais pediatras para atender à sua crescente demanda.

Perante essa realidade, torna-se urgente que a SES- DF reconsidere suas prioridades e direcione recursos suficientes para assegurar uma assistência de saúde pública de  qualidade a todos os habitantes de Brasília.

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