SindSaúde

Presidente do SindSaúde diz que danos causados a esses trabalhadores são irreparáveis

Em um ano, 529 servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal foram afastados por conta de transtornos mentais e comportamentais. A informação consta em um relatório da Diretoria de Epidemiologia em Saúde do Servidor, documento que o SindSaúde obteve por meio da Lei de Acesso à Informação e refere-se ao ano de 2017. 

A classificação de transtornos mentais e comportamentais, estabelecida no documento, segue parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estão nesse rol de enfermidades 100 doenças, entre elas depressão, transtorno bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo e até mesmo Alzheimer.

O SindSaúde sempre denunciou a falta de atenção, por parte do GDF, aos servidores da Saúde, além de assédios morais no ambiente de trabalho e falta de estrutura em hospitais o que, muitas vezes, acarreta no adoecimento da categoria.

A reportagem ouviu a história de uma servidora que trabalha na SES há 20 anos e, que após a criação do Instituto Hospital de Base (IHBDF), no começo deste ano, foi remanejada contra a própria vontade. Apesar de negar que tenha depressão, a trabalhadora teve que pedir afastamento do trabalho por conta do medo de voltar a trabalhar.

“Eu estou fazendo um tratamento pela psiquiatria, através da medicina do trabalho, por conta da pressão que está havendo lá no Hospital de Base. Eu estive para entrar numa depressão mas não entrei, graças a Deus”.

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, defende a criação de um Hospital Público do Servidor, para que os trabalhadores públicos possam tratar e prevenir doenças mentais. “O que a gestão Rollemberg tem feito com o servidor é irreparável. No entanto, o próximo governante pode minimizar esses danos e criar uma unidade de saúde exclusiva para esses trabalhadores