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terça-feira, 29 novembro, 2022

20 de novembro – Dia da Consciência Negra

A data é dedicada à reflexão sobre o valor e a contribuição da comunidade negra para o Brasil

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SindSaúde DF
SindSaúde DF
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, é dedicado ao debate de ações de combate ao racismo e à reflexão sobre o valor e a contribuição da comunidade negra para o Brasil.
A data, que faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares, foi instituída oficialmente pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

A importância das discussões sobre o racismo no Brasil

Pessoas negras são discriminadas diariamente. Independente da sua posição social, elas sofrem com falas e atitudes racistas de forma contínua. Grande parte do racismo no Brasil está enraizado na cultura; não é raro vermos certos tipos de comentários, apelidos ou expressões racistas. Isso também é conhecido como racismo estrutural. Mas o que é o racismo estrutural? É a herança discriminatória da escravidão; a reprodução, mesmo que inconsciente, de um discurso ou comportamento racista em suas raizes, seja no âmbito político, social ou econômico. Por isso, é importante que o tema seja debatido diariamente, não um único dia no ano, não só no mês de novembro. A informação e o conhecimento sempre serão as principais armas contra a discriminção racial.

Para a Organização Politize, os principais meios de combate ao racismo, são:

  • A promoção da igualdade e a diversidade, tanto de modo interno quanto externo (como, por exemplo, na publicidade);
  • Remover obstáculos para a ascensão de minorias;
  • Manter espaços para debates e eventual revisão de práticas institucionais;
  • Promover o acolhimento de conflitos raciais e de gênero;

Vale ressaltar que racismo é crime. A Lei 7.716/89, conhecida com Lei do Racismo, pune todo tipo de discriminação ou preconceito, seja de origem, raça, sexo, cor, idade. Independente de sua criação, quem comete o ato deve sofrer a punição que a lei manda.

A assistente social Nice, servidora que atua no Samu DF, disse que um dos principais desafios sendo uma mulher negra na sua profissão foi a contratação “Dificuldades de contratação, ascensão funcional, exclusão nas confraternizações de forma consciente e inconsciente… Às vezes a pessoa nem percebe que está sendo racista, ou percebe e não se atenta ao fato”.

Para Nice, o racismo está sempre evidente e talvez nunca acabe. “Acredito que o racismo nunca vai acabar, talvez haja mais um século de luta. As dificuldades/exclusões são evidentes desde quando nascemos. O negro cresce se sentindo inferior e diferente. É preciso que tenha uma base e uma rede de apoio muito boa para enfrentar o racismo durante a vida”, afirma.

A servidora finaliza falando sobre seu maior desejo para o povo preto: “Que o negro não se sinta mais discriminado… Mesmo que eu ache isso uma realidade quase impossível, é uma luta que devemos lutar”.

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