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sexta-feira, 22 outubro, 2021

Servidor da Saúde não é saco de pancada

SindSaúde entregou ofício propondo a criação de um Batalhão Hospitalar no DF

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SindSaúde DF
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

O SindSaúde enviou um ofício ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao secretário de Economia, André Clemente, e ao secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, cobrando medidas de curto e médio prazo que garantam aos servidores da Saúde mais segurança em seus locais de trabalho. A preocupação surgiu após uma série de registros de agressões e perseguições contra profissionais da área da saúde nos últimos meses.

Umas das propostas do documento, em médio prazo, é a criação de um batalhão hospitalar do Distrito Federal, com policiais treinados para assegurar a proteção de todos nas unidades de saúde, tanto para os trabalhadores do local, garantindo o exercício pleno de sua função, assim como para os pacientes e acompanhantes. A ideia é seguir o exemplo do batalhão escolar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que é responsável pela segurança de colégios públicos e privados desde 1989, ano da sua criação e hoje é referência em todo país.

CLIQUE AQUI e leia o ofício na íntegra.

Como as agressões contra servidores tem sido recorrentes no DF, o ofício também cobra, como ação de curto prazo, vigilância armada nos hospitais, Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento.

Para Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde, a intenção não é apenas um maior policiamento nas redondezas das unidades de saúde, mas policiais capacitados especificamente para assegurar a tranquilidade e a eficiência dos atendimentos na rede pública.

“Servidor da Saúde não é saco de pancada de ninguém. Na Saúde, especialmente nos locais de emergência e urgência, os servidores trabalham em um clima organizacional de constante pressão. A ideia apresentada ao GDF é de um batalhão treinado constantemente para assegurar o exercício da função pública do trabalhador da Saúde, garantindo proteção dos pacientes e acompanhantes, bem como assegurar assertividade no fluxo de atendimento dos locais”, afirma Marli.

Trabalhadores com medo

As notícias de servidores agredidos estão nos jornais de forma constante no DF, como por exemplo, o ocorrido em 29 de setembro, quando um homem de 70 anos bateu no rosto de uma técnica de enfermagem na UBS nº1 de Vicente Pires. Apesar do ocorrido, o agressor está solto e continua a frequentar a unidade.

Em outro caso, no dia 6 de outubro, um paciente teria ido armado à UBS de Santa Maria, após ser informado que seu caso não poderia ser tratado na unidade e necessitava de atendimento em um hospital. Até o vigilante do local foi ameaçado.

Já no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) de Samambaia uma servidora foi agredida fisicamente e verbalmente, no dia 5 de outubro, por uma paciente e acompanhante. O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência e a agressão comprovada por exames do Instituto Médico Legal (IML).

Servidor é patrimônio do Estado

De acordo com a diretoria do SindSaúde, é necessário que a população compreenda o papel dos servidores públicos como um patrimônio do estado brasileiro, mas antes de tudo, como pessoas humanas que merecem respeito e dignidade.

“Não é justo que trabalhadores que dedicam suas vidas para a população sejam agredidos. Muitas vezes o servidor que está na ponta do atendimento sofre as consequências de problemas estruturais que não estão em sua responsabilidade, fatores sociais e particulares, ou ainda, são pressionados em decorrência da falta de informação dos pacientes ao não compreenderem o fluxo de atendimento na rede pública. É preciso proteger os servidores”, finaliza Marli.

SindSaúde na proteção dos servidores

É importante que os servidores que tenham sido vítimas de agressões, sejam elas físicas, verbais ou psicológicas, registrem os acontecimentos nos órgãos competentes e procurem o sindicato que está apto e preparado para receber este tipo de demanda e cobrar das autoridades uma resposta rápida que garanta a proteção da vida e o restabelecimento de uma rotina de trabalho tranquila para todos.

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