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sexta-feira, 25 setembro, 2020

SEQUELAS: HMIB é o retrato do abandono e descaso com mães e crianças

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SindSaúde DF
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Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal

Fiscalização segue encontrando as feridas abertas por um governo incompetente

Selo sequelasEm relatório da Secretaria de Saúde do Distrito Federal sobre a situação atual dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento do DF, o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), referência na atenção integral à saúde da mulher e da criança, apresenta diversas irregularidades, fruto de anos de sucateamento e desatenção.

Segundo o documento, faltam insumos diversos para o atendimento na unidade. As infiltrações são recorrentes. Apesar de existir contrato de manutenção vigente, até a publicação do relatório a empresa não havia começado as obras. Um grande risco para os pacientes e servidores é o cabeamento elétrico que está exposto em vários locais do hospital. O que, infelizmente, já é comum na rede pública, o HMIB também disponibiliza cadeiras inadequadas e sem manutenção para os acompanhantes.

Também preocupam as autoridades as rachaduras pelas paredes. Por se tratar de um hospital destinado aos cuidados materno infantil esperam-se equipamentos que supram às necessidades dos recém-nascidos, entretanto, a realidade é bem distante da desejada. A UTI Neonatal está com inúmeras incubadoras estragadas e equipamentos sem manutenção.

Ainda de acordo com o relatório da nova gestão da SES, das quatro salas de cirurgia, apenas duas estão funcionando. Não há espaço adequado para armazenamento de materiais e produtos como álcool e soro fisiológico são empilhados nos corredores. A torcida é para que não haja nenhum principio de incêndio já que os que extintores estão vencidos há um ano e meio.

Problema antigo

Para o SindSaúde-DF, o relatório traz o que o sindicato, várias vezes, denunciou: problemas no hospital em decorrência da má gestão dos governos anteriores. Em novembro do ano passado, foi noticiado um despacho da diretoria do HMIB alertando para o risco de morte de crianças por falta de medicamento, neste caso era a escassez de soluções para diálise peritoneal que preocupava. Em julho do mesmo ano, era a falta de cateteres para acesso venoso central que comprometia o atendimento dos pacientes. Em outra situação, em outubro, foi publicado o bloqueio de 9 leitos de UTI por falta de recursos humanos.

A SES informou que o HMIB já passa por reformas que começaram na segunda-feira (14). Segundo a nota, a obra trocará o piso e bate-macas e pintará as paredes dos corredores. “O hospital não passa por uma reforma estruturante há mais de 10 anos, apenas pequenos reparos eram feitos pontualmente”, afirma a diretora administrativa do HMIB, Glaucia Silveira.

“As feridas abertas pelas gestões anteriores ainda sangram e no caso do HMIB, nossos bebês também sofrem com o descaso deste abandono. Esta obra é muito pouco perto do que hospital precisa, mas já é o começo. O novo governo está iniciando, mas já estamos firmes acompanhando a execução das tão sonhadas melhorias na Saúde do DF, esperadas pelos servidores e usuários”, afirma a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Clique aqui e leia o relatório na íntegra.

Imagens do descaso no HMIB:

cadeira HMIBUTI neonatal HMIB

extintor HMIB

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