Mais um calote do GDF

Governo Rollemberg anuncia que não irá pagar os reajustes salariais e incorporações devidas a 33 categorias. Além disso, questiona a validade das leis, que já foram julgadas constitucionais pelo Tribunal de Justiça do DF

Não bastasse anunciar o  parcelamento de salários dos servidores do DF, o GDF comunicou com orgulho o aperto no caixa, declarando que não deverá pagar, em sua gestão, os reajustes e as incorporações, devidas aos servidores, conforme determinam várias leis. 

“Somos o único governo que não criou despesa de caráter continuado”, escarneceu o secretário da Casa Civil, Sergio Sampaio. 

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, afirma que essa confirmação é a cristalização do calote consumado. 

"Como sempre, o governo Rollemberg não cumpre nada. Usam esse discurso de que os gastos excessivos com pessoal impedem o GDF de investir em outras áreas, apostanto que, ao lançar mão desse ardil, terá a  opinião pública ao seu lado. Essa é mais uma prova de que eles não entendem nada de gestão, e usam o servidor como escudo para blindar  sua péssima administração", destacou. 

Marli lembra que os embates entre o governo Rollemberg e os servidores públicos vêm desde o início da gestão. 

“A postura dele mudou após assumir o governo. Quando senador, foi um defensor entusiasta da isonomia de 20h para todos. Na campanha,  prometeu valorizar e cumprir os acordos feitos com os sindicatos e a gestão passada. Ao assumir, adotou postura ditatorial, se negou às negociações e foi questionar a legalidade das leis que amparam os servidores. Perdeu por unanimidade. O plenário do TJDF declarou a constitucionalidade de todas as normas jurídicas ajuizadas”. 

É importante destacar que, em  decisão recente do Supremo Tribunal Federal, os magistrados pacificaram o entendimento de os reajustes de salários podem ser adiados por estados falidos, mas não cancelados. E pelo que sabemos, o DF não está falido. Aliás, esse é outro grande mistério desse governo: a verdade sobre o caixa do tesouro...

Sindicatos buscam união para o embate

O SindSaúde faz coro às reclamações de outras entidades e, acredita que esse é um momento de dificuldade para todos os servidores, independente da categoria.  Será preciso a coesão nas ações, respeitando a autonomia de cada entidade, para resitir e enfrentar esse ato de tirania anunciado.

A falta de diálogo com os servidores é a marca dessa geração que prometia "atitude para mudar"! O SindSaúde lembra que, os acordos para incorporação da GATA, do pagamento da diferença da isonomia e da última parcela do reajuste dos especialistas, concedidos por Agnelo Queiroz, foram negociados desde 2011, e tinham previsão orçamentária.

“É uma péssima notícia para as categorias que estão desde 2013 sem reajuste. Já são quatro anos sem recomposição salarial”, lembrou Marli. Os sindicatos ainda estudam quais medidas tomar diante do que pretende o Palácio do Buriti. “Estamos nos mobilizando, afinal, temos de lutar, reagir, resistir”, disse a sindicalista.

Lute agora ou arrependa-se para sempre

 Os seus direitos estão em risco com a reforma trabalhista

Entidades sindicais de todo o país estão unidas contra a reforma trabalhista, que reduz o regime celetista a frangalhos. 13° salário, férias, salários justos, carga horária digna e até mesmo a aposentadoria estão ameaçados. Lute agora ou arrependa-se para sempre.

Entenda no vídeo por que precisamos todos nos opor a esse absurdo.

Qual a sua cara Câmara Legislativa? Destaque

Amanhã (20/06), às 15h, Brasília viverá o dia “D da Saúde”, deputados decidem o destino da Saúde Pública do DF

É tudo ou nada, agora. Será votado em dois turnos o PL que cria Instituto Hospital de Base, patrocinada pelo governador Rollemberg e parte da Câmara, a "mega operação de retirada do sofá da sala". Ou seria melhor "operação engana trouxas".

Achar que transformar o HBDF em instituto vai transformar a saúde do DF,  só mesmo tendo uma mente muito ingênua ou de má fé.

Gostaria de acreditar que o sr. governador, secretário de saúde e outros defensores dessa "brilhante" ideia são geniais e criaram a solução mágica para o caos da Saúde Pública do DF.

Desde da demissão em massa de três mil servidores, em 1999, inviabilizando a Atenção Primária à Saúde, os hospitais vêm sobrecarregados dia após dia.

Atualmente não existem equipes de saúde em postos, centros, hospitais regionais e nas UPAs criadas para tirar as pequenas urgências das demais unidades.

É aí vem o desgovernado Rollemberg afirmar que tem a “pílula mágica” para a melhoria da saúde?! Não basta as experiências que já tivemos de Instituto no DF e os exemplos dos demais estados, como o Maranhão (PI)?

Além disso, esse projeto é uma porta aberta para destruição do Sistema Único de Saúde (SUS).

O modelo das OS não resolve os problemas existentes e cria outros: desvios, contratações irregulares, prejuízos aos servidores que com sacrifícios ainda conseguem manter em funcionamento as unidades, com falta de materiais, equipamentos, medicamentos, etc.

O SindSaúde convoca TODOS OS SERVIDORES para lotarem o plenário da Câmara Legislativa e salvar a capital do País de mais esse lamaçal da corrupção.

É lembre-se deputados(as): 2018, já é quase amanhã!

20/06/2017 - 11:40 Marli Rodrigues Categoria: Mobilização

Deputado(a), o seu voto de hoje, selará o seu destino, amanhã! Destaque

O povo está só!

Enquanto o GDF se esforça para derrotar sindicatos e servidores,  alguns deputados se aproveitam do embate, para se locupletarem com vantagens, benesses e cargos. E o povo agoniza no abandono de suas necessidades primárias.

A vida, o nosso bem mais precioso, está colocado numa mesa de apostas profanas, onde os jogadores ávidos por poder e dinheiro, desprezam as verdadeiras intenções dos governantes e fazem suas apostas, em busca de prêmios cada vez maiores.

Nesta terça-feira (20/06), assistiremos uma verdadeira batalha do bem contra o mal. Da vida versus morte.Da honestidade versus corrupção.

A votação do PL 1.486/2017, que dispõe sobre a "venda" do único hospital de especialidades do DF, o Hospital de Base, transformando-o em INSTITUTO, é o início do fim da esperança dos milhares de pacientes que dependem daquele serviço de saúde.

Não seremos coniventes e nem nos acovardamos diante das ameaças e dos impropérios desferidos contra nossas categorias.

Não temos compromisso político com ninguém. Nossa obrigação é ética, moral e profissional. O escopo de nosso trabalho é a saúde, a vida do paciente. É isso que nos move.

Não temos cabos eleitorais para empregar e tampouco, "amigos" para favorecer. A nós, importa o bem estar de nossos assistidos. A consciência tranquila do dever cumprido.

Sabemos que as cartas estão marcadas e o jogo já está combinado entre governo e alguns deputados.

Esperamos que sejam minoria. Que a maioria honre o voto recebido e resista aos apelos sedutores para transformarem o nosso Hospital de Base em Instituto.

Estamos escaldados com os desvios bilionários,  praticados pelo Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Pesquisa (IDAC), que gerenciava hospitais públicos no Maranhão, amplamente divulgado na mídia.

O povo do DF não merece mais esse dissabor. Não bastasse a vergonha que estamos passando na política, em nível local e federal, com um escândalo após o outro, a sociedade não pode mais ser refém de esquemas fraudulentos.

Temos a certeza absoluta que, a maioria do deputados irão pesquisar, ler mais sobre o assunto, conhecer o tema descentralização  (talvez, alguns nem saibam), que já temos o  Programa de Descentralização Progressiva das Ações de Saúde (PDPAS), em todos as superintendências e HBDF (decreto 31.625/2010).

E se conhecerem o modelo da Fundação Hemocentro verão que existem muitas alternativas viáveis e transparentes ao controle social e dos órgãos de controle do que esse INSTITUTO. Um substitutivo, inclusive, foi apresentado por um parlamentar.

Esperamos que vossas excelências não se deixem enganar pelas falácias do governo e assinem esse cheque em branco para eles. Imaginem, permitir um contrato de gestão por vinte anos?

A se confirmar as mazelas e roubalheira que aconteceu  em todos os estados do Brasil que adotaram esse modelo, não sobrará  nada, em muito pouco tempo. Resistam! Ao dizerem SIM para essa proposta estarão  abrindo as portas para a corrupção.

Àqueles que se dispuserem em serem "buchas de canhão", que estiverem satisfeitos com a sua "fatia do bolo" nesse projeto, só podemos aduzir que o pedaço será o suficiente para compensar o estrago político que essa decisão acarretará.

Os sindicatos têm papel social e não apenas corporativo. Quando fazemos uma denúncia, o objetivo é pressionar Executivo a melhorar a qualidade dos serviços prestados, favorecendo o paciente em primeiro plano e, por conseguinte, as condições de trabalho dos servidores.

Entendemos que, aqueles que se posicionarem contra o serviço público de saúde, contra o controle social e os trabalhadores devem arcar com o ônus de suas escolhas.

Iremos informar, para que não haja dúvidas sobre quem escolheu o governo em vez do paciente.

Até o dia das eleições, em 2018, iremos usar nossos espaços de informação para avivar a mente dos eleitores, servidores ou não, sobre todos os desdobramentos dos votos dos parlamentares.

Não queiram ser conhecidos como os responsáveis por "vender" a oportunidade de tratamento, a chance de sobreviver que muitos pacientes poderiam ter, com uma saúde pública de excelência.

Senhores (as) deputados (as), vocês tem a chance de escrever um capítulo novo, neste pasquim de horrores que se transformou a SES. Tem a oportunidade de RESGATAR a Fundação Hospitalar e trazer a eficiência de outrora.

Já pensaram se, em vez de transformarem o HBDF em INSTITUTO, vocês decidirem por uma FUNDAÇÃO PÚBLICA e ao mesmo tempo, propuseram que o gigante branco, conhecido como Centro Administrativo, vire um COMPLEXO DE EXCELÊNCIA EM SAÚDE, somente com especialidades.

Com isso, o HBase poderá ser o primeiro hospital quaternário da rede, como foi deliberado na V Conferência de Saúde do DF, no ano 2000.

Enfim, a vida é feita de escolhas e consequências. Vocês podem optar entre ser heróis ou vilões.

Somos 34 mil servidores na saúde e as entidades representativas são forjadas na luta e resistência. Se querem destruir a saúde pública irão comprar a briga com todos.

"Se não há justiça para o povo, que não haja paz para o governo (e seus aliados)!"

Nos encontraremos na CLDF, nesta terça-feira (20/06) às 14horas, na votação do INSTITUTO HOSPITAL DE BASE.

20/06/2017 - 11:40 Marli Rodrigues Categoria: Desmandos de Rollemberg

O DESESPERO BATE À PORTA DE ROLLEMBERG! Destaque

Por Marli Rodrigues

O (des)Governado Rollemberg, engatilhou a sua metralhadora giratória contra os sindicatos da saúde e os seus representados, na manhã de hoje (16), numa solenidade pública de entrega de escrituras, no sol nascente, disparando uma saraivada de mentiras, para uma claque de comissionados e aspones, que aplaudiram freneticamente o seu dono.

O povo ali presente, em quantidade ínfima, estavam mais preocupados em receber suas escrituras do que falar sobre algo que muito deles não compreendem, que é a TERCEIRIZAÇÃO da saúde pública.

Usar palanque político, onde está sendo oferecido algum tipo de benefício é fácil.  A plateia é receptiva. Queremos ver Rollemberg soltar a  sua retórica num pronto socorro público; numa UPA ou no próprio Hospital de Base.

Queremos ver essa verborragia, cara a cara com os pacientes e os operadores da saúde. Queremos ver se vai convencê-los que o PL 1486/2017, que o transforma o Hospital de Base em Instituto, quarteirizando o atendimento é a solução ideal.

Todos sabemos que pagará os seus "parceiros", contratos a peso de ouro e pretende contratar mão-de-obra, com salário escravo.

Fala-se muito em DESCENTRALIZAÇÃO da gestão e, para isso, omitem o fato de que, muitos serviços já são terceirizados e o atendimento NÃO melhorou. Ao contrário!

Tínhamos há poucos anos, serviços de excelência na oncologia, nefrologia e cardiologia no Hospital de Base.

Aos poucos e na surdina, foram feitos convênios milionários com clínicas de oncologia, nefrologia  (para realização de hemodiálise) e com o ICDF (antigo Incor). Ao mesmo tempo, ficamos com profissionais de ponta em cirurgia cardíaca desmotivados e sem campo para atuação. Assim como na Nefrologia e Oncologia e etc.

E como estão as filas de hemodiálise, radioterapia, quimioterapia e cirurgias do coração na SES? Enormes.

Pacientes morrendo pelo descaso do secretário que terceiriza esses serviços, com o argumento de melhorar o atendimento, dando celeridade aos tratamentos. Mais uma mentira deslavada.

O caos aumentou. Os óbitos pela desassistência também. E, ninguém tem coragem de falar para a população que isso vem ocorrendo porque, de quando em vez, os atendimentos são SUSPENSOS por falta de pagamento.


É isso que vai acontecer no Hospital de Base. Só que agora, em vez de morrer somente os pacientes com câncer, nefropatas e cardíacos, todas as especialidades serão atingidas. A hora que acabar o dinheiro,  acaba a assistência. Alguém quer arriscar, com um governo notoriamente "caloteiro"?

Não há mágica. E o povo NÃO é burro! Se não há dinheiro para pagar os fornecedores no modelo atual, o que mudará com o novo? A simples mudança de nome fará brotar dinheiro para a saúde?

Ninguém é tolo, governador! O povo já sabe qual a sua intenção. E também a dos deputados que estão defendendo essa idéia. Não estão pensando no paciente.

Acha que a  rejeição ao seu governo, apontada em todas as pesquisas, sendo que a última aponta quase 100%, é  culpa dos sindicatos?

Discursinhos pautados na mentira, aplaudida por seus apoiadores não vai reverter esse quadro. É melhor começar a trabalhar com seriedade e eficiência.  Deve achar que o bom de ter uma rejeição em sua totalidade é que não tem mais como piorar, né? Errado. Se continuar nesse caminho torto, pode ser o terceiro governador do DF, a ser preso.

Essa baixa popularidade é culpa sua e dos seus comandados, tanto no executivo, quanto no legislativo, por sabotarem as prioridades que a sociedade necessita em detrimento dos interesses de seus "amiguinhos" e financiadores de campanha.

Sabemos que você é LEAL ao seu grupo. Aliás, parece que até a Polícia Federal (PF) anda desconfiando.

Vossa Excelência age como um déspota, tentando massacrar com seu poderio, os que lhe opõem e enfrentam.

Mas, isso não assusta sindicalista  e servidor da saúde. Estamos acostumados a enfrentar a MORTE em nosso labor diário e vencê-la, muitas vezes, apesar das adversidades.  Não será um filhinho de papai birrento e descompensado que irá nos tirar de nosso eixo.

Quando precisou de apoio para ser senador e governador, achou nosso apoio qualificado e importante.


Hoje, com sua máscara no chão, tenta nos denegrir e jogar a população contra a gente. E, mais ainda, tenta "separar" "Sindicatos"   de "Servidores". Bem se vê que não conhece nada sobre os guerreiros da saúde. As entidades encamparam a luta deliberada pela categoria. Estamos juntos & misturados!

A verdade virá à tona. A sua real intenção será desnudada. Os seus financiadores de campanha podem ser os próximos a fazer delação premiada.  E aí, a jiripoca vai piar para o seu lado!

Temos visto que seu esquema é forte. A ponto de  um promotor de Justiça, defender, apaixonadamente, essa indecência   de projeto do Instituto Hospital de Base, contrariando todos os outros promotores e procuradores que vêem com muita preocupação essa medida.

A mídia lhe favorece de modo escancarado, vendendo ilusões e sonhos, à população incauta. Mas, eles serão os primeiros a denunciar os desvios e a corrupção.  Isso nos consola.

Concordamos em um ponto central: a saúde não pode mais continuar como está.  

E, existe sim uma solução viável, legal e justa. Temos um modelo de sucesso, funcionando no DF e que é totalmente descentralizado: a FUNDAÇÃO HEMOCENTRO.

Porque não adotar o mesmo modelo para as unidades de saúde? É isso que o CSDF aprovou em consonância com a 9° conferência de saúde, ou seja, uma gestão descentralizada e totalmente pública.

É isso o que defendemos. O SUS é a maior conquista do povo brasileiro e não podemos aceitar e ser coniventes com governantes aventureiros, de um mandato só, desmontar o que levou anos para ser construído.

Estaremos no embate em defesa da saúde pública, até nosso último suspiro.
Temos consciência que seus "benfeitores" estão cobrando a fatura, mas, não seremos omissos assistindo o comércio de vidas, vendendo o HBDF.

O SINDSAÚDE​  passou por vários confrontos ao longo de sua existência.

Principalmente contra gestores e governos ditos de "direita". Causa-nos profundo constrangimento que, um governador, eleito sob a bandeira (dita) socialista, que sempre foi aliado dos partidos de esquerda, nascedouro dos movimentos sociais e sindicais, tenha se transformado em nosso pior algoz. A mão pesada, cruel e ao mesmo tempo, incompetente desse socialista deixará uma marca indelével em nossas lembranças.

ROLLEMBERG, nunca mais!

Mas, enquanto estiver por aí, enquanto as delações não lhe alcançam, estaremos aqui, para lhe dizer:

#OSaquiNAO!
#OMaranhãonaoéaqui
#OHBDFédopovo

Diga NÃO à "Odebrecht da Saúde"

Servidores, participem da votação do Projeto de Lei que cria o Instituto Hospital de Base. Compareçam na CLDF, amanhã (13/6), às 15h, para mostrar que a categoria está unida contra esse projeto e, dessa maneira, pressionar os deputados a recusarem a proposta do Executivo

Está marcada para amanhã (13/6), às 15h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a votação decisiva do Projeto de Lei nº 1486/2017, de autoria do GDF, que quer transformar o Hospital de Base em Instituto. O SindSaúde convoca todos os servidores a comparecerem na CLDF para participarem desse momento determinante e pressionar os distritais a votarem contra o PL.

“Esse é um projeto nefasto, instrumento de falcatruas e corrupção. Esse Instituto não vai resolver o nosso problema de gestão. O que nós entendemos é, que o GDF quer fazer do Base um cabide de emprego. Pagando baixos salários a servidores qualificados e estimulando a alta rotatividade de funcionários. Por isso, vamos lotar a galeria da CLDF e dizer NÃO a esta proposta absurda do governo”, denuncia Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

A bancada que atualmente está contra o Instituto Hospital de Base (IHBDF) e a favor da saúde pública na Câmara Legislativa é resultado do trabalho incessante do SindSaúde. Os deputados Wasny de Roure (PT), Reginaldo Veras (PDT) e Raimundo Ribeiro (PPS) não aprovam a proposta.

Também contamos com o apoio de Cláudio Abrantes (Rede), Wellington Luiz (PMDB), Celina Leão PPS), Bispo Renato (PR) e Chico Vigilante(PT), por exemplo. Mas o SindSaúde alerta ainda que apoio destes parlamentares não garante a reprovação da proposta. O resultado depende da mobilização dos servidores para barrar esse projeto que é uma “Odebrecht da Saúde” no DF.

09/06/2017 - 12:18 SindSaúde DF Categoria: Mobilização

Secretário tenta acabar com Assembleia dos servidores

GAB e GMOV são direitos dos trabalhadores da ADMC. Caso governo corte os benefícios, servidores vão parar


Em assembleia realizada na manhã de hoje (8/6), na ADMC, o SindSaúde discutiu com a categoria a retirada das Gratificações de Movimentação (GMOV) e de Atenções Básicas (GAB). Além de outros pontos importantes, como o sucateamento da rede pública de saúde e o caos instalado em diversos hospitais da rede.

“Estamos com a nossa vida incerta. Hoje, os servidores estão brigando por direitos já adquiridos que o governo quer tirar. O secretário de saúde precisa se reunir com a categoria e garantir que as gratificações não sejam alteradas por ninguém”, avaliou Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

De acordo com a sindicalista, as imagens do interior do pronto-socorro do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) são comuns em todos os hospitais da rede. Tendo em vista que o governo Rollemberg tem desmontado a Atenção Básica da Saúde nos últimos anos.

O dado que comprova isso é a transferência de cerca de 600 servidores de dentro dos centros de saúde para colocar as regionais. “A posse desses 700 servidores, em meio à crise do HRT, veio muito a combinar. Não passa de jogo de cena desse governo para tentar passar a imagem de salvador da pátria", acusou Marli Rodrigues.

Segundo a presidente do SindSaúde, o orçamento destinado à saúde é muito grande. Porém, o paciente que fica na ponta do sistema não recebe nem metade do que deveria ser destinado. Os servidores da saúde são verdadeiros “heróis” para conseguir trabalhar com tanto desrespeito e sucateamento.

“O governo só quer que a gente receba os vencimentos. Será que vamos ter que travar os pagamentos de contratos, dos empresários para receber nossos salários? Se for pra escolher, quem tem que receber somos nós, servidores públicos concursados. Essa lei da GAB e GMOV tem que ser modificada. Esse pedido de revisão é coisa de palhaço. Eles precisam resolver isso de maneira definitiva”, destacou a dirigente sindical.

SOLUÇÃO

Para resolver a situação dos servidores é necessário que a SES-DF mexa na lei, assim como fizeram com o organograma. Além da questão do sucateamento, no Hospital Regional de Santa Maria, o serviço de lavanderia está parado há mais de oito dias e o fornecimento de gás foi suspenso, devido à falta de pagamento do GDF a empresa. As luzes intermitentes não estão funcionando e muitos corredores estão no escuro.


COAÇÃO

No meio da assembleia, a mando do secretário de Saúde, Humberto Fonseca, uma assessora do gabinete quis interromper o ato da categoria.

Chegaram a chamar os vigilantes na tentativa de coagir os trabalhadores, por mando do secretário de saúde. Assembleia de trabalhadores está prevista na Constituição Federal e é um direito de qualquer categoria. Por causa da situação, Marli Rodrigues mandou um recado ao secretário.

“Secretário, fazendo coação contra os trabalhadores, que absurdo. Não sairemos daqui nem com o BOPE. Pegue seus puxa-sacos e saia você daqui, porque se estamos sonhando com uma coisa é com o fim deste governo”, retrucou.

Ao final da Assembleia, um grupo de trabalho foi definido para debater as questões com o governo e agendar uma audiência com o secretário de saúde, Humberto Fonseca.

Atenção, aprovados no concurso de 2014 Destaque

Com o objetivo de debater assuntos relacionados ao processo de seleção 2014 realizado para os cargos de médico, cirurgião-dentista, especialistas em saúde, enfermeiros, técnico em saúde e auxiliar em saúde, o deputado Wasny de Roure (PT) realizará uma audiência pública na próxima segunda-feira (12/6), às 10h, no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Pressionar a nomeação dos aprovados também é uma das finalidades do encontro. Participe e lute pelas suas conquistas!

08/06/2017 - 10:44 SindSaúde Notícias Categoria: Desmandos de Rollemberg

SES-DF mente sobre câmeras Destaque

Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) desmentiu Secretaria de Saúde (SES), que afirmou ontem (06/06), através de nota oficial, que o contrato da instalação de sistema de segurança teria sido suspenso pelo Tribunal.

“O secretário de saúde está tão focado na terceirização, que ele terceiriza até a culpa. O que é de responsabilidade dele passa a ser dos outros”, destaca Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

Após o sequestro de um recém-nascido dentro da maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), que ocorreu nesta terça-feira (6/6), o SindSaúde questionou a SES com relação ao contrato da instalação do sistema de segurança e monitoramento interno.
No início do governo, em 2014, houve o anúncio de que R$5,5 milhões de reais seriam investidos em sistema de monitoramento de segurança de última geração.

Os hospitais da rede pública de Saúde do DF receberiam mais 900 câmeras de segurança, com objetivo de reforçar a vigilância. Berçários, prontos-socorros e portarias seriam prioridade na instalação dos equipamentos.

Em nota, a SES-DF afirmou que a licitação para a aquisição de câmeras de vigilância aconteceu em 2012 e o custo do contrato era de R$ 5.301.854. Porém, foi suspenso, no ano seguinte, por descumprimento do cronograma de instalação, por parte da empresa vencedora do processo.

Em 2013, somente 95 das 900 câmeras previstas na licitação foram instaladas, sendo que nenhuma delas faz a gravação de imagens, uma vez que essa etapa do processo de instalação não foi concluída.

Segundo a Secretaria de Saúde, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou irregularidades na contratação e recomendou a suspensão do contrato. A empresa contratada, à época, recebeu 80% do valor, mas 20% ficou retido pelo não cumprimento da instalação de todos os equipamentos, conforme previsto na contratação. (Leia nota da Secretaria de Saúde na íntegra)

TCDF DESMENTE SES-DF

Um dia após o sequestro ocorrido na maternidade do HRAN, o TCDF redigiu uma nota oficial desmentindo a alegação da Secretaria de Saúde de que as câmeras de segurança não teriam sido instaladas porque o Tribunal teria suspendido o contrato.

De acordo com o TCDF, o motivo real para o não funcionamento é que a SES/DF adquiriu as câmeras em 2012, mas não incluiu na compra outros equipamentos fundamentais para garantir o funcionamento da rede de vigilância eletrônica. Abaixo nota oficial do TCDF:

Não procede a informação de que o Tribunal de Contas do Distrito Federal teria suspendido processo licitatório para manutenção de câmeras de vigilância em unidades de saúde. O TCDF reafirma que não há, no âmbito desta Corte, qualquer decisão vigente que suspenda licitação ou contrato da SES/DF com esse objeto.

O processo que tramita na Corte é uma auditoria, feita entre agosto e novembro de 2016, para verificar a situação de vários equipamentos adquiridos pela Secretaria de Saúde, e que averiguou, entre outros itens, as câmeras de segurança.

Nessa auditoria, especificamente em relação às câmeras de vigilância, o corpo técnico do TCDF apurou que apenas cerca de 10% das 900 câmeras compradas em 2012 pela SES/DF foram efetivamente instaladas. E mais: o monitoramento eletrônico que se pretendia implementar com essa aquisição, na verdade, nunca funcionou de fato. Essa informação foi confirmada na auditoria por servidores do próprio HRAN e do HBDF, ouvidos pelos auditores do TCDF. O Relatório Final de Auditoria deste processo já foi concluído e deverá ser apreciado pelo Plenário da Corte em breve.

O motivo real para o não funcionamento é que a SES/DF adquiriu as câmeras em 2012, mas não incluiu na compra outros equipamentos fundamentais para garantir o funcionamento da rede de vigilância eletrônica. Entre os itens de rede faltantes está, por exemplo, o switch, que é o equipamento que interliga as câmeras aos servidores e às estações de monitoramento.

08/06/2017 - 10:42 SindSaúde Notícias Categoria: Desmandos de Rollemberg

Gratificações só para os chefes

Apadrinhados de Rollemberg recebem benefícios mesmo exercendo cargos de chefia, o que vai contra a Lei n° 318/92

Enquanto diversos servidores tiveram a Gratificação de Atenções Básicas (GAB) e a Gratificação de Movimentação (GMOV) suspensas pelo GDF, os “amigos do governador Rodrigo Rollemberg” continuam recebendo normalmente, mesmo exercendo cargos de chefia, o que é proibido por lei.

O SindSaúde denuncia o caso de um servidor que é técnico administrativo, ocupa cargo de chefia no Núcleo de Pessoas da Diretoria de Atenção Primária (DIRAPS) do HRAN e recebe a GAB e GMOV. O servidor em questão possui salário no valor de R$ 886,00 e um acréscimo de R$ 602,00 de gratificação.

“Quer dizer que os apadrinhados podem receber todas as gratificações, enquanto os outros servidores que realmente estão desempenhando atividade dentro da atenção básica são prejudicados? Isso é um absurdo”, denuncia Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

Contracheque na íntegraDe acordo com a Lei n° 318/92, todos os servidores que exercem cargo de chefia e não estão trabalhando em atenção básica da Saúde, por isso, são proibidos de receber essas gratificações.

 

ASSEMBLEIA

Atenção servidor da Administração Central (ADMC)! O SindSaúde convoca a todos para assembleia amanhã (8), às 10h. Na pauta, a retirada das Gratificações de Movimentação (GMOV) e de Atenções Básicas (GAB).

A ameaça aos direitos dos trabalhadores se deu após o Tribunal de Contas do DF (TCDF) questionar o pagamento da GMOV aos servidores da ADMC, por entender que a mesma não é unidade de saúde, portanto, excluída da previsão legal. Já no caso da GAB, a Corte afirma que ela só deve ser paga a quem trabalha diretamente na assistência aos pacientes.

O SindSaúde não pactua com essa decisão e lutará pela manutenção dessas gratificações. Para isso, contamos com a mobilização de todos. Não deixe de comparecer à assembleia!