SindSaúde DF

15/10/2018 - 17:34 Notícias SindSaúde DF

Pacientes de alta complexidade correm risco de morte sem atendimento domiciliar no DF

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Licitação para novo contrato de prestação de serviço está parada e área pede contratação emergencial

A Gerência de Serviços de Atenção Domiciliar-GESAD enviou memorando ao responsável da Coordenação da Atenção Especializada-CATES, pedindo providências a respeito da contratação de Serviços de Atendimento Domiciliar-SAD para 51 pacientes de alta complexidade. De acordo com o documento, o contrato com a empresa prestadora do serviço se encerra em dezembro deste ano e o novo acordo está em processo de licitação sem previsão de resultado. Segundo ele, se este processo não correr em caráter emergencial, há perigo dos usuários ficarem sem o devido atendimento e assim os pacientes correm risco de morte.

A licitação foi realizada em agosto/2018, porém o processo foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para aprovação. Sem prazos para retorno, a GESAD pede um processo emergencial. “Realçamos que este processo emergencial poderá ser interrompido a qualquer momento, caso o processo regular seja concluído até a data de finalização desta contratação”, diz o memorando.

domiciliar

Para justificar a continuidade do atendimento domiciliar para estas 51 pessoas, foi enviado ao órgão uma tabela com o comparativo entre o assistência na UTI em unidades de saúde e em domicílio. O documento ressalta que são pacientes que precisam de cuidados de enfermagem e ventilação pulmonar, por isso se o contrato não for realizado no prazo estipulado, estes usuários precisaram ser internados em UTIs convencionais, o que é chamado de reospitalização.

Além disso, o texto demonstra que o custo de uma UTI adulto convencional é de R$ 3,5 mil por dia e a pediátrica é de R$ 5,9 mil por dia, enquanto que a assistência pelo SAD, no período de julho a dezembro/2017, foi de R$ 991,89 por dia.

De acordo com o memorando, a permanência destes usuários em casa com a devida assistência favorece o tratamento e humaniza o atendimento. “A manutenção da assistência domiciliar proporcionará aos pacientes maior convívio familiar e socialização, resgatando valores importantes para uma melhor qualidade de vida no seio familiar e na sociedade tanto para os pacientes como para seus familiares”, completa.

“É possível observar aí o que uma má gestão causa. Onera os cofres público e, muito pior, coloca a vida do paciente em risco. É lamentável toda essa situação. O brasiliense só consegue pensar no fim desse governo de incompetência”, afirma a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

15/10/2018 - 15:00 Notícias SindSaúde DF

Ibaneis Rocha assina termo de compromisso com diversas pautas do SindSaúde

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Entre as promessas do postulante ao Buriti, estão a construção de um hospital exclusivo para os servidores do DF e o pagamento da GATA e ISONOMIA

O candidato ao governo do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) foi o primeiro a assinar um termo de compromisso com o SindSaúde. No documento, ele se compromete, caso seja eleito, a cumprir diversas pautas da Saúde e do funcionalismo público. A assinatura do documento ocorreu durante o Seminário Eleições 2018 e o Movimento Sindical, realizado pelo SindSaúde.

Líder nas intenções de voto, Ibaneis prometeu, entre outras coisas, pagar a Gratificação de Atividade Técnico-Administrativa (GATA) e a diferença decorrente da isonomia de carga horária a todos os servidores que têm direito ao benefício. Pagamento esse que foi negligenciado pela atual gestão do DF.

Ibaneis Rocha também se comprometeu a pagar as pecúnias dos aposentados da SES e a regulamentar a aposentadoria especial aos servidores da Saúde, conforme entendimento já pacificado por uma súmula Supremo Tribunal Federal (STF). Outra questão que vem sendo desrespeitada na gestão de Rodrigo Rollemberg, que sequer cumpre a legislação.

O candidato também firmou o compromisso de construir o primeiro Hospital Público do Servidor do DF, que atenderá todas as categorias do Governo do Distrito Federal. Em relação ao fortalecimento da saúde pública do DF, o postulante ao Buriti se comprometeu “a não terceirizar os serviços assistenciais e complementares”, retomando inclusive a gestão do Hospital de Base ao seu modelo anterior na Ses. Instituto, não!

Clique aqui e acesse o termo de compromisso assinado por Ibaneis Rocha!

Em outros encontros que o Sindsaude promoveu com o candidato Ibaneis e os servidores também ficou acertado na pauta a negociação junto ao BRB para melhorar as condições de recuperação do crédito dos servidores endividados com o banco e em relação ao Iprev, manter representação dos trabalhadores na comissão que irá propor alternativas para a imediata recomposição dos fundos do Iprev que sofreu um rombo bilionário nessa gestão.

“O que tivemos nesses quatro anos foram abandono e desrespeito. Rollemberg não cumpriu a legislação e perseguiu servidores, especialmente os da Saúde. Hoje, nosso grito é de #ForaRollemberg. Temos do candidato Ibaneis, que lidera com folga todas as pesquisas, muitas promessas e os compromissos assinados. E vamos cobrar. A partir de 1º de janeiro, temos novas chances de uma saúde pública de qualidade com servidores valorizados pois é isso que uma gestão tem obrigação de fazer”, afirma Marli Rodrigues.

Alguns candidatos acenaram para a criação de planos de saúde para o servidor. No entanto, a plenária do Seminário deliberou por reivindicar o hospital por entender que o auxílio saúde não iria atender os servidores. Nesse tipo de benefício, a contrapartida do estado é muito baixa e não atende aos servidores que estão em faixas etárias mais avançadas. Sem falar que, esse método deixaria os servidores reféns da boa vontade dos governantes eleitos. Um hospital, como já existe em vários estados (RJ, GO, SP, MG, PE e MA) atende independente de quem governa.

Pesquisa
Ibaneis Rocha concorre com o atual governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), no segundo turno dessas eleições. De acordo com um levantamento do Instituto Paraná, divulgado na última quinta-feira (11), o emedebista está na frente com 73,6% dos votos válidos contra 26,4% do candidato à reeleição.

15/10/2018 - 14:38 Notícias SindSaúde DF

Mostra com esculturas a céu aberto incentiva população a doar órgãos

Informação adicional
  • Imagens: Divulgação

Obras estão expostas em cinco pontos do DF

Com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos, o Ministério da Saúde promove, em Brasília e São Paulo, uma exposição ao ar livre de esculturas com até dois metros de altura. Elas têm forma de coração, pulmão, olhos e rins. Na capital federal, as obras estão expostas em frente ao Shopping Conjunto Nacional, na Praça do Relógio, no Museu Nacional, no Parque da Cidade e Esplanada dos Ministérios.

Intitulada de “Donate Parade” (Parada de Doação, em português), a mostra faz parte da Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgão. De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, 40 mil pessoas aguardam por um transplante em todo o Brasil.

“A ideia foi usar a arte para fazer as pessoas refletirem sobre a importância da doação de órgãos e, principalmente, avisarem os seus familiares o seu desejo de ser um doador de órgãos”, explica a coordenadora do Núcleo de Atendimento da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde, Juliana Vieira.

Exposição Donate Parade  
Até 18 de outubro.
Brasília (Shopping Conjunto Nacional, Praça do Relógio, Museu Nacional, Parque da Cidade e Esplanada dos Ministérios)
São Paulo (parques Ibirapuera, Trianon, do Povo, Buenos Aires e do Chuvisco)

11/10/2018 - 18:19 Notícias SindSaúde DF

Instituto Hospital de Base fará 20 mamografias digitais por dia

Informação adicional
  • Imagens: Peter Neylon

Pacientes serão enviados por regulação para exames de segunda-feira a sábado

A partir da próxima segunda-feira (15), o Instituto Hospital de Base fará mamografias digitais em pacientes da rede pública de Saúde. O novo mamógrafo é o único digital da rede do DF e custou R$ 1,02 milhão. 

De acordo com o diretor do IHBDF, Ismael Alexandrino, o novo equipamento garante uma imagem melhor e diagnóstico mais preciso das pacientes. “Nossa ideia é chegar a 50 exames por dia após um mês de adaptação das equipes”, informa. 

As pacientes serão enviadas pela regulação. Após a consulta na unidade básica da região, o médico encaminha o pedido para a regulação. 

O mamógrafo digital é computadorizado e totalmente acessível. A altura do aparelho é regulável e, ao invés de fotos, ele transmite imagens tridimensionais diretamente para o prontuário eletrônico da paciente, garantindo que os outros profissionais possam acessar as imagens do exame. 

A mamografia é indicada para mulheres com mais de 50 anos. No caso de pacientes com histórico de câncer na família e alguma alteração na mama, os médicos também solicitam o exame. 

11/10/2018 - 15:24 Notícias SindSaúde DF

DESCASO TOTAL: Farmácia Central do DF está sem luvas, bisturi e vários remédios

GDF deixa zerar o estoque de insumos indispensáveis para o atendimento da população

 

A Farmácia Central da Secretaria de Saúde do DF está com vários insumos e medicamentos zerados. O SindSaúde teve acesso a declarações de nada consta em estoque de inúmeros produtos.

As luvas de procedimento não estéril de látex, tamanhos M e G estão em falta. Insumo básico e extremamente necessário para qualquer atendimento de saúde. Outro material zerado é a fita de verificação de glicemia, indispensável para aferir a glicose de pacientes diabéticos.

Não bastasse o absurdo, falta esparadrapo cirúrgico e lâminas para bisturi, o básico em um hospital. Também não há Hidrocortisona injetável, indicada no tratamento de inflamações causadas por doenças como problemas glandulares, doenças reumáticas, problemas na pele, alergias, inflamação dos olhos, doenças respiratórias e esclerose múltipla.

Pacientes com infecções não receberão Piperacilina e Tazobactam, que também estão em baixa no estoque. Assim como usuários com problemas de saúde mental, que não terão acesso a Amitriptilina que tem por finalidade o tratamento da depressão e da incontinência urinária noturna, além de ser utilizada no tratamento de alguns tipos de cefaleias primárias.

“Chegamos a calamidade, quando em um hospital não tem mais luva e bisturi, a unidade está falida. Está faltando esparadrapo, medicamentos e vergonha na cara do governador. Repetirei até o fim deste mandato, Fora Rollemberg, governador mais incompetente que o DF já teve”, diz Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

11/10/2018 - 15:22 Notícias SindSaúde DF

Fila de espera por neurologista no HRT chega a 4 mil pacientes

Informação adicional
  • Imagens: Eder Oliveira

Até fevereiro de 2019 todas as vagas para consultas já foram preenchidas

 

Pacientes que precisam de atendimento de neurologista no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) têm recebido uma péssima notícia ao tentar marcar uma consulta: não há vaga. Todas as possibilidades de consultas com os neurologistas do hospital até fevereiro de 2019 já foram preenchidas e mais de 4 mil pessoas aguardam um horário. 

No início do mês, a Gerência de Assistência Clínica do HRT solicitou a recomposição de 120 horas de médicos neurologistas para o hospital para tentar diminuir a espera da fila. Dos quatro médicos lotados no hospital, uma está em licença maternidade até fevereiro e os outros se dividem entre ambulatório, pronto-socorro e os atendimentos. 

"Na saúde, diagnóstico precoce é a chance de muitos pacientes de terem uma vida saudável e possibilidade de cura de doenças. Mas o governo não se preocupa com a população. Essa é mais uma notícia de total descaso do governador", reclama a presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues. 

Captura de Tela 2018-10-11 às 17.22.05.png

Captura de Tela 2018-10-11 às 17.21.54.png

Atendimento

Neurologia não é a única especialidade que sofre com o descaso no HRT. Mães de bebês internados no local denunciaram no último dia 4 a falta de médicos especialistas na pediatria da unidade - o hospital possui apenas um médico que realiza o primeiro atendimento.

O HRT também está com as mamografias suspensas por conta da troca do equipamento que faz o procedimento. Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo SindSaúde, em pleno Outubro Rosa, a unidade está sem mamógrafo, pelo menos, desde 28 de setembro.

 

11/10/2018 - 14:24 Notícias SindSaúde DF

Partos desumanos: faltam insumos e medicamentos para gestantes no HRSM

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Agulhas, sondas e remédios estão em falta. Alguns já estão zerados há 165 dias

A Direção do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) enviou memorando para a Secretaria de Saúde reiterando o baixo estoque de diversos insumos importantes para os atendimentos no Centro Obstétrico na unidade. O hospital, que é referência para partos na região Sul do DF,  está com medicamentos e insumos zerando ou zerados na farmácia.

O documento alerta que esta demanda já havia sido enviada antecipadamente e não foi respondida pela SES. Na lista de produtos em falta ou acabando, estão insumos indispensáveis para a realização de partos, o que pode gerar complicações para a mãe ou para o bebê.

Um dos medicamentos obrigatórios a serem aplicados em recém-nascidos é uma “solução de nitrato de prata a 1% em cada um dos olhos no prazo de uma hora após o nascimento, a fim de prevenir conjuntivite gonocócica, no setor tem apenas um frasco disponível”, diz o documento.

O SindSaúde teve acesso a uma listagem de todos os insumos que estão em falta ou zerando no hospital. Existem materiais que já acabaram há 165 dias, como é o caso de agulha para anestesia peridural 17G. Também faltam ataduras, álcool gel, cateteres, seringas e diversos outros produtos. Na lista dos que estão zerando no estoque estão o kit HIV, ocitocina, nitrato de prata, efedrina, entre outros.

CLIQUE AQUI E ACESSE A LISTA DE REMÉDIOS EM FALTA

“É criminoso deixar um centro obstétrico nesta situação. Todos os insumos e medicamentos desta tabela são indispensáveis para a execução do parto e acompanhamento pré-parto, além do pós parto. Alguns decisivos para o resto das vidas do bebê, como é o caso do kit HIV, que previne o contágio vertical de mãe para filho. A falta de planejamento e responsabilidade deste desgoverno já passou dos limites da decência”, diz a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. 

Por não saber como proceder, os servidores pedem da farmácia central uma posição sobre o que fazer para solucionar o problema, tendo em vista que os partos não podem parar e estes materiais são indispensáveis.

11/10/2018 - 11:43 Notícias SindSaúde DF

Servidora denuncia situação de caos no Centro Obstétrico de Santa Maria

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Unidade tem déficit de profissionais e espera superior a 10 horas para realização de partos. Direção avalia restringir o atendimento às pacientes do alto risco

A unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) está em situação caótica. A informação foi afirmada em despacho de uma servidora, membro da chefia do Centro Obstétrico do HRSM, entregue ao diretor da unidade, em 04 de outubro. Segundo o documento, o número de médicos não é suficiente para a demanda de atendimentos.

Segundo a servidora, atualmente existe no HRSM um déficit de aproximadamente 324 horas de RH de médicos obstetras. A situação se agravou após a reabertura de atendimento para pacientes de baixo risco.

O SindSaúde teve acesso a tabela que mostra um salto de 143 partos em fevereiro para 358 em maio deste ano. Porém, o quadro de profissionais continua reduzido, o que é ainda pior quando algum médico falta ou entra de atestado.

Tabela Partos hRSM

No documento, a médica relata que a plantonista do dia 03 de outubro ficou sozinha durante 6 horas. Enquanto teve que realizar uma cesárea, dois partos normais tiveram que ser realizados pelos internos de uma universidade. De acordo com a médica, por mais que exista uma restrição de atendimento por falta de médicos, os atendimentos precisam continuar. Ela lembra que os partos não esperam, e que as mulheres precisam de ajuda, mesmo que tendo que esperar mais de 10 horas.

Por sua vez, o diretor da unidade encaminhou o mesmo texto para a Secretaria de Saúde solicitando soluções de curto, médio e longo prazo para o problema. Além de pedir o estudo da viabilidade de restrição de atendimento para apenas alto risco.

“Volto a repetir que só uma mulher que já foi mãe sabe o quanto é delicado o momento do parto. Ter que aguardar até 10 horas quando está sentindo as contrações é desumano. Este desgoverno tem mil e um motivos para se envergonhar. Não é possível que não exista ao menos compaixão com os brasilienses que estão nascendo na rede pública”, diz a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

10/10/2018 - 21:11 Notícias SindSaúde DF

Cadê o pagamento dos TPDs, governador?

Desde a aprovação da Lei 6137/2018, que instituiu o Trabalho por Período Definido (TPD), já se sabia que era mais um engodo criado por esse governo para maltratar e lesar os servidores.

Não obstante a supressão do percentual que incide sobre a hora extraordinária, que a lei trabalhista preconiza como 50% e a aberração normativa distrital fixou em 25% sobre um valor fixo por categoria, os servidores ainda tem que conviver com a inadimplência, com o calote.

A mudança na lei só trouxe prejuízos e não cumpriu sequer com o prazo expresso para o pagamento que deveria ser feito em até 60 (sessenta) dias após o mês trabalhado. O trabalho começou a ser feito em JUNHO deste ano e deveria ter sido pago em SETEMBRO. Até agora, nenhum pagamento foi feito. E o que é pior, ninguém deu qualquer notícia ou satisfação para os credores, no caso, os servidores.

"Esse é um dos pontos que pactuamos com o futuro governador do DF, a revisão dessa legislação e o pagamento regularizado" , pontua a presidene do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues.

Mesmo após inúmeras tentativas e cobranças do SindSaúde, o governo se mantém em silêncio, ignorando a angústia de pais e mães aflitos com seus compromissos financeiros.

Os profissionais de Saúde da SES estão há 8 anos sem qualquer reposição salarial e essa covardia de atrasar os pagamentos dos TPD's é a prova material do relacionamento abusivo imposto pelo governo.

"Muitos servidores hesitaram em aceitar esse TPD, considerando a precarização do valor pago no serviço extraordinário. Todavia, face ao superendividamento de grande parte dos trabalhadores, e ainda para complementar o salário defasado, aceitaram fazer esse serviço. O maior atrativo foi a disposição de um prazo para pagamento. Os servidores acreditaram que seria cumprido", diz a presidenta do sindicato, que conclui: "Só falta estar usando o dinheiro devido aos servidores para fazer a campanha, que por sinal é milionária! Ninguém sabe, ninguém viu as pecúnias dos aposentados e o TPD! Uma vez caloteiro, sempre caloteiro!"

O SindSaúde representará no Ministério Público do Trabalho contra mais esse ato arbitrário.

10/10/2018 - 19:36 Notícias SindSaúde DF

Descaso: parte da Rodoviária do Plano Piloto é interditada por risco de desabamento

Informação adicional
  • Imagens: Peter Neylon

Autoridades ainda não divulgaram detalhes, mas população é quem sofre mais uma vez

 

A Defesa Civil interditou parte da Rodoviária do Plano Piloto na tarde desta quarta-feira (10/10), deixando a população com dificuldade de acesso aos ônibus e tendo que percorrer longas distâncias para chegar até as baias de embarque. 

Segundo informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), alguns cabos de sustentação da estrutura da Plataforma B se romperam quando técnicos de uma empresa de telefonia instalavam antenas no local. A interdição ocorre para evitar perigo para as pessoas por conta do risco de desabamento. 

"Na semana passada o SindSaúde-DF estava na Rodoviária fazendo uma manifestação e o governador veio com todos os seus comparsas para atacar e confrontar. E agora, quando o próprio povo está sendo confrontado com uma interdição na hora de voltar para casa, onde ele está?", questionou a presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues. 

O trecho interditado fica a poucos metros de uma área isolada por tapumes, onde operários trabalham na revitalização do espaço. As obras de restauração da Rodoviária começaram em 2014 e não têm prazo para terminar. O setor interditado fica próximo à escada rolante e ao ponto de embarque e desembarque do BRT.

Em função do bloqueio, quatro linhas foram afetadas: duas com destino à Planaltina e duas do BRT, que liga o Plano Piloto à Santa Maria e ao Gama. Defesa Civil, Bombeiros e Polícia Militar foram deslocadas para o local. 

"Mais transtorno para a população reflexo do descaso desse governo", completou Marli. 

Veja imagens do local interditado:

.be

 

10/10/2018 - 17:39 Notícias SindSaúde DF

Empresa que mantém rede de internet do Samu está sem pagamento e trabalhando sem contrato

Informação adicional
  • Imagens: Eder Oliveira

Inova pediu reunião urgente com Secretaria de Saúde para resolver situação 

A empresa Inova Comunicações Inteligentes está trabalhando sem contrato e com pagamento atrasado. Responsável pela rede de internet do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a empresa solicitou reunião com urgência na Secretaria de Saúde para resolver o problema e o serviço pode ser suspenso.

A Inova fez um contrato emergencial com a Secretaria de Saúde em fevereiro deste ano, por meio de dispensa de licitação. O valor total acertado, para 180 dias de prestação de serviço, foi de R$ 3,7 milhões. O documento venceu em agosto.

Além de não estar recebendo pelo serviço já prestado em contratos anteriores e também no contrato emergencial, a Inova não recebeu informações da SES quando o prazo do contrato emergencial venceu e está trabalhando sem contrato há mais de um mês.

Recentemente, a empresa Vanerven Solution suspendeu o serviço atendimento das ocorrências no telefone 192 também por calote e falta de pagamento. Servidores de diferentes categorias precisaram ser desviados de função para atender as ligações.

Tecnologia

Inova Comunicações Inteligentes presta serviço de manutenção e garantia de solução tecnológica composta de uma Central de Regulação Médica de Urgência. A empresa é responsável pelos aparelhos, internet móvel e fixa e também recursos completos de hardware, soGware, solução sistêmica integrada de comunicação de voz, dados, imagens, armazenamento, monitoramento remoto, GPS, serviço de telefonia celular, com minutagem para ligações locais ilimitadas.

No email enviado por Ronald Prado em 3 de outubro, ele reforça “o caráter de urgência e máxima relevância” e que a situação é crítica.

“Esse é mais um caso de absoluto descaso desse governo. O Samu está jogado às traças, abandonado, não se respeita o servidor e a população. Primeiro sem atendimento de telefones, agora, pelo jeito, será sem sistema”, reclama a presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues.

Captura de Tela 2018-10-10 às 17.46.50.png

 

10/10/2018 - 16:32 Notícias SindSaúde DF

Recursos da GATA e Isonomia estão na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Foi publicado no DODF desta quarta-feira (10) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), promulgada pelo presidente da CLDF, deputado Joe Valle. A divulgação ocorre após a derrubada dos vetos feitos pelo governador Rodrigo Rollemberg em matéria de interesse dos servidores.

Essa foi uma grande derrota imposta ao governo, que queria suprimir indicações de concursos e a alocação dos recursos para assegurar o pagamento da GATA, da Isonomia e da reestruturação das carreiras, impedindo o próximo governante de pagar o que é devido por falta de previsão orçamentária.

Era a última maldade de um governo que agoniza e sairá pelas portas dos fundos, depois, de ter sido eleito com a promessa de "valorização do serviço público" e "atitude para mudar". Segundo fontes do SindSaúde, o dia de hoje não está nada bom para Rollemberg, que segue somando e relembrando suas derrotas. Tem quem diga até que ele passou mal, após a publicação...O fato é que, ele não conseguiu jogar para debaixo do tapete o resultado da votação que o colocou na lona, uma vez que esperava que a publicação só fosse feita após as eleições!

Defesa

A grande vitória dos trabalhadores da Saúde foi sacramentada com a articulação do SindSaúde-DF, que conseguiu, junto ao deputado Júlio César, agora eleito como deputado federal, e aos deputados Wellington Luiz, Raimundo Ribeiro, Joe Valle, Bispo Renato e da também eleita deputada federal, Celina Leão, que assegurassem emenda coletiva no valor de R$ 80 milhões para a GATA e R$ 20 milhões para a Isonomia para 2019. Rollemberg vetou e os deputados, cumprindo o compromisso com os servidores, derrubaram o veto, promulgado hoje no DODF.

"Esses recursos alocados só podem ser usados no próximo ano pelo novo governador. Apesar de Rollemberg ter plenas condições de pagar o que deve aos servidores, ele sonega até o último dia de sua gestão fracassada as nossas conquistas", destaca a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

A sindicalista finaliza: "Ele bem que tentou nos dar mais um golpe, vetando essas emendas, mas estamos vigilantes e não permitimos, juntos com a CLDF, que ele inviabilizasse que o novo governador quite esse passivo. Deu ruim, Rollemberg!”

10/10/2018 - 15:16 Notícias SindSaúde DF

Depressão caminha para ser doença mais impactante do planeta

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Por pressão e condições precárias de trabalho, servidores da Saúde estão entre os que mais têm a saúde mental comprometida

Balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) traz dados preocupantes sobre a depressão. Segundo a entidade, a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos e, até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta.

Nesta quarta-feira, 10 de outubro, é o Dia Internacional da Saúde Mental. A data foi instituída em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental e busca chamar atenção para o tema. O assunto ainda é vítima de muito preconceito e tabu por grande parcela da sociedade, porém, a pessoas acometidas por estes danos precisam de apoio e ajuda.

Durante todo o mês de setembro, destinado ao combate ao suicídio, por meio da campanha Setembro Amarelo em todo o território nacional, o SindSaúde publicou várias matérias sobre o assunto. Diversos servidores da saúde estão doentes mentalmente e uma grande parcela foi tirada de suas atividades profissionais.

Só entre 2015 e 2017, 40 mil trabalhadores foram afastados de suas atividades. Este número expressa o difícil obstáculo a ser superado pela gestão pública.  Segundo relatório da Epidemiologia em Saúde do Servidor obtido com exclusividade pelo SindSaúde, no ano passado, foram emitidos 15.557 atestados para tratar dessas enfermidades. A secretaria recorde na emissão desses afastamentos é a de Educação (28,34%), seguida pela Saúde (19%).

Trata-se de pessoas que cuidam de outras pessoas, mas nesse momento, estão doentes. As condições de trabalho destes servidores precisam ser adequadas, além da necessidade de serem reconhecidos pelos serviços prestados aos cidadãos. Em uma das reportagens, a especialista no tema, professora da Universidade de Brasília (UnB), Priscila da Silva Antônio, alertou para o fato dos trabalhadores da saúde não terem um ambiente favorável para suas práticas de trabalho e que isso pode gerar frustação, ansiedade e por fim, até a depressão. “A pessoa não tem reconhecimento no trabalho e isso gera um sofrimento muito grande”, afirma a acadêmica.

Quando a mente não está funcionando em sua plenitude várias outras partes do individuo são prejudicadas. É preciso uma mudança de postura da sociedade na abordagem e contato com este tema. O preconceito ou a tentativa de minimizar a gravidade do fato piora ainda mais a situação.

“A saúde mental não pode ser levada como frescura, nem pelo paciente e nem pelos que o cercam. Diversos companheiros de categoria não conseguiram mais enxergar uma solução e as famílias tiveram que conviver com tragédias. É hora de darmos as mãos e oferecermos ajuda aos colegas que apresentarem sintomas de depressão, ansiedade ou qualquer outra doença mental. Mostrar o quanto o servidor é importante é papel do governo, mas como ele não faz, sejamos nós mesmo o apoio e sustento aos que precisam”, diz a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

09/10/2018 - 14:35 Notícias SindSaúde DF

GDF faz mais uma compra com dispensa de licitação

Informação adicional
  • Imagens: Éder Oliveira

Aquisição de cateter pela SES já tem empresa contratada e terá custo de R$ 700 mil

A Subsecretaria de Administração Geral autorizou a Secretaria de Saúde do DF a dispensar a licitação para compra emergencial de cateter adulto. A empresa beneficiada será a Medlinn Hospitalar e o montante destinado é de mais de R$ 700 mil. A publicação está no o Diário Oficial do Distrito Federal desta terça-feira (09).

WhatsApp Image 2018 10 09 at 12.59.23

Este insumo é utilizado para infusão de medicamentos, soluções parenterais e monitorização de pacientes internados em UTI (Unidades de Terapia Intensiva).

O SindSaúde sempre foi contra este tipo de aquisição emergencial com dispensa de licitação. A rede pública precisa estar abastecida com todos os materiais necessários para atendimento dos pacientes. Porém, a falta de planejamento na reposição dos produtos pode aumentar custos, favorecer empresas, além de possibilitar dias ou horas de escassez dos insumos, o que tem ocorrido com frequência na atual gestão.

 “Não é possível que a SES não consiga acompanhar os estoques de produtos dos hospitais e unidades de saúde do DF. Foi preciso entrar em situação emergencial e solicitar a dispensa da licitação para a compra de materiais indispensáveis, como é o caso do cateter. Tudo isso pode possibilitar o favorecimento de fornecedores e preços fora do valor do mercado, prejuízo para toda a sociedade. Nada de anormal numa gestão de incompetentes”, diz Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF.

O SindSaúde noticiou o risco de morte de bebes por falta de cateter no HMIB em julho.

09/10/2018 - 13:45 Notícias SindSaúde DF

Saúde divulga sete pregões que somam custos de R$ 30 milhões

Entre as compras por licitação estão insumos e equipamentos para a rede pública

Em seus últimos meses, o governo de Rollemberg segue com suas compras sem planejamento e com custos quase sempre duvidosos. No Diário Oficial desta terça-feira (9), sete pregões eletrônicos foram divulgados, abertura ou resultados, e somam o equivalente a R$ 30 milhões.

“Todos os equipamentos e insumos citados são necessários para o funcionamento da saúde sim, mas o que sempre questionamos é a forma como esse atual governo faz, sem planejamento e quase sempre às pressas, o que eleva muito os custos”, afirma a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Em um dos pregões mais caros, duas empresas foram vencedoras na disputa para compra de termodesinfectoras (equipamento destinado a lavagem, enxague, desinfecção térmica e secagem automática de instrumentais e utensílios) e autoclaves (também utilizado em laboratórios e hospitais para a esterilização de materiais). O total de todos os itens do pregão chega a R$ 15,4 milhões.

Também foi divulgada a abertura de um pregão para compra Raios X móvel tem valor estimado em R$ 5.126.000,00. A entrega de propostas é a partir desta terça-feira (09/10/2018). Outro processo que teve abertura nesta terça-feira é para compra de alimento para situação metabólica de marca específica (NEO ADVANCE-DANONE®. Esse tem valor estimado em R$ 240.068,4800.

Para aquisição regular de Glicose 5 % injetável, o pregão tem valor estimado: R$ 1.611.846,60 e também teve prazo aberto nesta terça-feira. Outro medicamento com compra via pregão eletrônico é Azatioprina comprimido 50mg. No mesmo documento, outros 12 itens são citados. Com custo estimado em R$ 6.579.614,92, o cadastro das propostas foi aberto também hoje.

WhatsApp Image 2018-10-09 at 12.31.42.jpeg

Também tem divulgação no DODF dos vencedores no pregão para compra de materiais odontológicos no valor de R$ 137.317,20 e o resultado de um pregão para aquisição de manta de polipropileno no valor total licitado de R$ 917.789,79.

“Licitar e terceirizar foram as palavras mais ouvidas nesse governo de Rodrigo Rollemberg. Não houve gestão com responsabilidade. Indícios de corrupção, suspeitas de favorecimento de amigos e muitos cancelamentos determinados pela Justiça. E mesmo com as licitações a todo vapor, o governo sempre deixou que faltassem insumos e equipamentos na rede pública. Essa conta então não fecha, não é mesmo?”, questiona a presidente Marli.