Marli Rodrigues

18/07/2016 - 12:23 Informe Marli Rodrigues

Nota Oficial

Diante da tentativa de autoridades do Governo de Brasília de tentarem me desmoralizar perante a opinião pública, eu só voltarei a me pronunciar publicamente após todo o material coletado nas investigações feitas por mim forem entregues aos órgãos totalmente isentos e com competência para investigar os supostos crimes, dos quais o senhor governador é acusado por ex-integrantes do seu governo e pelo próprio vice-governador.

Marli Rodrigues

17/06/2016 - 15:18 Informe Marli Rodrigues

45 dias é uma piada

Mais uma pérola do secretário: consertar, em míseros 45 dias, décadas de sucateamento e abandono da rede pública de saúde. É assim que ele busca vender o peixe das organizações sociais para a população, como uma solução imediata, do dia para a noite, para todos os problemas. Só que nem todos caem facilmente nessa balela. Quem verdadeiramente conhece a Saúde do DF, o que ele, apesar de médico, parece não ter muita noção a respeito, sabe que difundir as OSs como salvação nada mais é do que um objetivo alcançado. Primeiro se desconstrói o SUS para depois entregá-lo à iniciativa privada. O que vem em seguida é apenas enriquecimento das empresas aliadas ao governo, servidores com seus direitos ameaçados e nenhum benefício para o paciente.

O secretário deveria explicar como pretende melhorar a saúde nesse prazo com um número ainda mais reduzido de atendimento. Diferentemente do SUS, cuja maior característica é a universalidade, as OSs não respeitam a dor e o sofrimento daqueles que a procuram. Atendem apenas uma determinada quantidade de pessoas por dia, azar daqueles que chegarem depois. Vimos isso em Recife, no Hospital Pelópidas, gerido por uma OS, que atendia apenas pacientes triados. Onde já se viu um hospital com portas fechadas e sem emergência? Pois então, lá é assim.

Humberto Lucena é sarcástico e só pode estar zombando da inteligência do povo e dos servidores. Afirmar um prazo de 45 dias é menosprezar as faculdades mentais de qualquer pessoa, chega a ser uma agressão. Conta outra, secretário!

14/06/2016 - 17:52 Mobilização Marli Rodrigues

Para os servidores, nada. Para as OSs, tudo

Não é de hoje que o principal argumento do governo para toda e qualquer dificuldade que encontra pelo caminho é a famigerada crise. Segundo as lamúrias de Rollemberg e seu esquadrão, não há dinheiro para nada: cumprir as leis da Gata e das 20 horas, contratar novos trabalhadores, manter o estoque de medicamentos e insumos em dia, e por aí vai... Mas parece que a quebradeira não afeta em nada a contratação de organizações sociais. Como em um passe de mágica, tornou-se viável empenhar R$244 milhões anuais no novo modelo de gestão. O governador só se esquece de um ponto: aqui não há criança. Dinheiro não simplesmente brota do chão.

Talvez nem o próprio Mister M consiga decifrar esse passe de mágica. Sabemos que isso não caiu do céu, de algum lugar veio. Fica difícil entender como o GDF deixa de honrar compromissos vigentes para firmar novos. Além do calote em diversas categorias, faturas de empresas que prestam serviços para a Saúde como alimentação, vigilância e esterilização, estão atrasadas. Nem mesmo os convênios com UTIs particulares estão sendo pagos como se deve.

Só conseguimos pensar que há algo pessoal nessa jogada. Seriam eles, governo e dono de OSs, amigos com interesses mútuos?
Farinha pouca, meu pirão primeiro. Talvez seja este o lema do desgoverno de Rollemberg, que prefere favorecer aliados com ações mascaradas de solução do que realmente enfrentar a falta de gestão. Nosso maior problema é não ter um governador. Assim como uma família padece com a ausência de um pai, o povo sofre quando não possui um líder. 

O SindSaúde quer saber onde o governo arrumou toda essa verba. Seria uma boa hora para o corretor de OSs, o secretário ‘secreto’ de Saúde, se pronunciar a respeito da origem desse recurso.

Enquanto isso não acontece, seguimos na nossa luta diária em guerra declarada às OSs. Convocaremos para o nosso pelotão outros sindicatos, centrais e entidades que também são contra essa façanha que não passa de uma terceirização da responsabilidade pela gestão do SUS.

Nosso primeiro vídeo (CLIQUE AQUI para assistir) já causou muita repercussão. Pois bem, aguardem a segunda parte. O SindSaúde ainda tem muito a dizer.

Marli Rodrigues

13/06/2016 - 17:50 Mobilização Marli Rodrigues

A culpa é só do governador

A entrevista publicada em um jornal de grande circulação de Brasília (CLIQUE AQUI PARA LER) dá a impressão que o gestor da Saúde sabe do que está falando, mas na verdade não passa de um script teatral de um amador que desconhece o palco em que está pisando e nem imagina a sensibilidade do público que o assiste.

Quando ele diz que o objetivo é tornar a atenção primária um “regulador do sistema”, parece uma ideia de sua autoria, entretanto, já está previsto na Lei n°8.080 que a atenção básica é a porta de entrada às ações e aos serviços de saúde. Ou seja, não há novidade nenhuma nesse plano que ele diz ser tão revolucionário.

A irmandade mandou, ele obedece
O secretário é apenas um operador que recebeu a missão da ‘irmandade’ de entregar a saúde às OSs. O grande mistério é o por que, se temos estrutura, pessoal e o governo diz que não tem dinheiro. Seria o pagamento de alguma dívida? Ou então ele se transformou em corretor de OSs?

O secretário dá como bom exemplo as organizações sociais no Rio de Janeiro e em Goiás. Poderíamos citar aqui inúmeras irregularidades envolvendo-as e tantas outras pelo Brasil afora, mas vamos citar apenas alguns exemplos: oito das dez OSs do Rio estão sob investigação da Justiça, cientistas de Harvard e Oxford alertaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) que a Olimpíada deveria ser transferida ou adiada em decorrência da falta de controle sobre o zika vírus e no interior do estado, prefeito e secretários da cidade de Barra Mansa foram afastados pela Justiça por desvio de boa parte dos recursos investidos em remédios da farmácia básica — dos cerca de R$ 2,8 milhões empenhados, apenas R$ 477 mil foram realmente gastos na atenção primária.

Em Aparecida de Goiânia (GO), o governo terá de explicar porque pagou a uma OS, ao longo de quase dois anos, o montante de R$5 milhões pelo funcionamento do Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq) que sequer foi inaugurado.

O secretário quer trazer para o DF os piores exemplos de gestão em saúde.

O poder do voto
Eleito pela maioria do povo do Distrito Federal, o governador faz pouco caso e até despreza a inteligência dos servidores e da população. Nos bastidores da SES-DF já se sabe sobre as operações envolvendo os ‘guardiões do Buriti’. A façanha cruel de Marcelo ‘Devil’, figura conhecida que saltou de um simples cargo de motorista para uma das mais importantes pastas e que hoje anda cercado de seguranças, revoltou vários funcionários da Secretaria. Imagine a cena: Devil, literalmente, rasgando o empenho do marca-passo. Podemos sentir a dor dos familiares que perderam seus entes pela falta deste material.

Ele é autor de vários esquemas junto com um poderoso que também é da SES-DF e logo virá a tona. Na compra dos kits da dengue o limite de gasto em cada um era de R$22. O real valor do kit foi de R$8, mas exorbitantes R$55 foram gastos por material, somando R$22 milhões de gasto ao final. Já o mistério da TicketCar só mesmo a polícia federal vai conseguir explicar.

E se falarmos dos desvios de dinheiro para honrar compromissos próprios? Enquanto os aposentados mendigavam suas merecidas pecúnias, conquistadas com uma vida inteira de trabalho, os desvios nas fontes 100 e 138 — que destinam o pagamento aos servidores e fornecem recursos para a atenção básica, respectivamente — eram comemorados em uma festinha à surdina, em outro estado. Com o dinheiro que voou para outros bolsos, quem fez mesmo a festa no DF foi o aedes aegypti...

São esses pequenos exemplos que nos mostram o quanto a corrupção pode piorar ainda mais com a contratação de OSs nas mãos de seres gananciosos e sem escrúpulos.

O problema está no comando
Poderíamos fazer nos estender em páginas e mais páginas sobre as declarações do secretário plantonista da Saúde, mas já que a tropa é a cara do comando, vamos direto ao assunto: o governador está de braços cruzados e o secretário posa para fotos falando de um projeto que não é seu, é apenas a lei sendo aplicada de forma terceirizada.

Não é possível que o governador assistirá tudo isso calado, afinal de contas, tem as bênçãos do povo e o voto de confiança para não permitir esse tipo de conduta no governo de Brasília. Ele não pode agir como se tivesse um cheque em branco para gastar em benefícios que não sejam para a população.

Veja o que ele disse na época de campanha:

Como ficam os concursados? Como fica a educação continuada? E a melhoria das condições de trabalho e da gestão? Vai mesmo permitir e patrocinar verdadeiros cabides de emprego nas empresas de amigos, em plena capital da República?

Isso não ficou combinado na eleição. Para seus eleitores, é uma grande decepção. Tudo nos leva a acreditar que o problema não é a falta de dinheiro e nem de gestão, é a falta de um govenador. E não adianta colocar os ‘pistoleiros cibernéticos’ e nem os ‘fantasmas noturnos’ para me assustar. A força está na verdade de quem fala e não no calibre de um armamento bélico.

Marli Rodrigues

23/05/2016 - 18:09 Drone Marli Rodrigues

O ministro tranquilo que vê tudo favorável

A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, comenta o artigo da Folha de São Paulo “Um golpe no SUS” (CLIQUE AQUI PARA LER):

Não me causa espanto um vice-presidente que teve a sagacidade de dar uma tapetada em centenas de pessoas, não ter a sensibilidade com a pasta mais importante do país, que é a saúde. O que aconteceu com a expertise de Temer? Ele não tem compromisso com o SUS, que é regido por uma das maiores conquistas do povo brasileiro, a Lei n°8.080. Nomeou um ministro descompromissado e desconhecedor da realidade dos hospitais, cujo único interesse parece ser aumentar a fila da dor.

Infelizmente não surpreende tais atitudes de um parlamentar que se elegeu com verba dos planos de saúde. O ministro está vendido a esse segmento, para ele, quanto pior o SUS, melhor para seus comparsas. Mais uma vez, o povo vai pagar caro por uma briga de interesses, onde o maior desinteresse é a saúde.

Temer precisa ser tão criterioso com ministérios como foi habilidoso para articular sua ida à Presidência da República. Nomear um ministro que não entende de saúde e vem patrocinado por empresários é, no mínimo, subestimar a inteligência do povo.
Por outro lado, podemos contar com os caras-pintadas que vão às ruas exigir justiça, livrar o país dos corruptos, cantando o hino nacional e inflando bonecos. Afinal de contas, essa brava gente defensora dos direitos do povo, certamente não deixará o ministro acabar com o SUS e humilhar ainda mais os pobres e necessitados — até por não possuírem também um plano de saúde.

Reaja, povo Brasileiro!

19/05/2016 - 08:53 Mobilização Marli Rodrigues

O problema da saúde do DF já é caso de polícia

O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, começa a perseguir os servidores de forma cruel e injusta. O gestor declarou ao DFTV da Rede Globo que a principal causa do déficit de mão de obra é a conquista das 20h, o que só mostra como Fonseca não tem conhecimento sobre a Pasta que comanda. A grande maioria dos servidores cumpre jornada de 40 horas justamente para tentar suprir as contratações que o governo não faz.

Parece que Fonseca quer vencer os servidores ‘no tapetão’, inviabilizando as 20 horas. Dentro da Secretaria são poucos os que trabalham com essa carga horária. Os servidores dobram a jornada para cobrir o rombo deixado por anos de má gestão e aguardam desde outubro passado pelo pagamento das horas a mais trabalhadas. Nos últimos tempos mal houve contratações que cobrissem as cerca de 820 aposentadorias anuais. Em vez de se empenhar para quitar essa dívida, o governo prefere culpar a quem deve.

Não adianta culpar os trabalhadores, não é por causa deles que pacientes com câncer vem morrendo à mingua pela falta de medicamentos ou milhares aguardam órteses e próteses. Não bastasse punir os servidores que já trabalham sem saber se receberão as horas extras e os aposentados que estão sem receber licença prêmio em pecúnia há mais de um ano, o governo quer dar o calote na maior conquista da categoria.

O problema da saúde já fugiu da esfera administrativa. O descaso e a má gestão são verdadeiros crimes continuados há décadas e o SindSaúde não aceitará que os servidores sejam transformados em vilões perante a população. Cabe ao secretário mostrar que tem coragem para enfrentar e solucionar o grande desfalque que tem nas mãos e não fugir de suas responsabilidades com o rabo entre as pernas.

08/04/2016 - 11:32 Drone Marli Rodrigues

Defensor das OSs, secretário de Saúde parece desconhecer maus exemplos

 

O Jornal de Brasília desta sexta-feira (8) traz uma fala do secretário de Saúde, Humberto Fonseca, citando as organizações sociais como uma possível melhoria para a saúde pública do Distrito Federal. Esta é só mais uma das diversas demonstrações favoráveis ao modelo que o gestor tem dado desde que assumiu a pasta, no início de março. Durante audiência pública realizada ontem (7) na Câmara Legislativa (CLDF), por exemplo, Fonseca deixou claro seu posicionamento (clique aqui para conferir a matéria).

Ao defender as OSs, o secretário ignora exemplos de péssima prestação de serviços e escândalos de corrupção envolvendo o modelo pelo país afora. No estado do Rio, por exemplo, das dez organizações contratadas pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo menos oito sofreram denúncias do Tribunal de Contas do Município (TCM) ou ações do Ministério Público Estadual sobre superfaturamento, má qualidade na prestação de serviços e superlotação de hospitais. Um relatório do TCM aponta que houve irregularidades no contrato de nove OSs entre 2011 e 2013, um rombo de R$78 milhões.

No Recife, durantes visitas realizadas no ano passado, o SindSaúde encontrou esperas intermináveis por consultas em uma UPA, enquanto os hospitais que atendiam apenas pacientes triados, estavam vazios. O Hospital Pelópidas Silveira sequer tinha alvará de funcionamento.

E nem precisamos ir tão longe. Goiânia também padece com a gestão das OSs em três importantes unidades de saúde: Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), o Hospital Geral de Goiânia (HGG) e o Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (Crer). Por lá é rotineiro ver pessoas se amontoando nas UPAs em busca de atendimento, sem o mínimo de conforto.
Além de tudo isso, o DF já teve inúmeras experiências fracassadas com terceirização. Basta relembrar os casos da Real Sociedade Espanhola, Instituto Candango e da Fundação Zerbini.

Diante de tantos maus exemplos, só mesmo o secretário de Saúde acredita que uma organização social dará conta do recado... É admirável que uma pessoa tão jovem, que não tem experiência nenhuma com saúde pública, que fez medicina e continuou funcionário do Senado, seja defensor de um modelo tão fracassado. Não quero dizer que a juventude está perdida, mas talvez as estruturas palacianas não o permitam ter um olhar de conhecimento do sofrimento do povo, das demandas judiciais e tampouco das quadrilhas que roubam o serviço público para colocar em bolsos de ‘extraordinários espertalhões’ que conseguem, inclusive, estar em dois lugares ao mesmo tempo.

23/03/2016 - 15:44 Informe Marli Rodrigues

Caos na saúde: a culpa é do modelo? A culpa é da gestão? Ou a culpa é das quadrilhas?

Curioso o fato do GDF sempre trocar apenas o Secretário de Saúde, uma vez que as equipes que cuidam dos contratos mais caros da pasta continuam atuando.

Em tempo de crise em todas as áreas da Saúde do Distrito Federal, a pergunta que tem assombrado gestores, servidores e usuários tem sido: “onde está o problema?”. Um ano e três meses depois, o Governo do Distrito Federal nomeou três secretários – João Batista de Sousa, Fábio Gondim e Humberto Fonseca –, o que abre precedente para mais uma questão: “O PROBLEMA É GESTÃO OU O MODELO?”.

Os graves problemas dentro das unidades de saúde e nas trincheiras do próprio Palácio do Buriti têm desgastado um a um os secretários que estiveram à frente da pasta. Problemas com a falta de medicamentos, leitos, profissionais e a clara intenção de sucatear o sistema, para inserir as organizações sociais (OSs), são somadas a ingerências políticas por influência na pasta.

Essas brigas resultam na dúvida sobre qual é o real problema na saúde. Durante a campanha para o governo, Rodrigo Rollemberg dizia que tudo não passava de erro na gestão, mas com menos da metade do seu mandato mudou o comando da pasta três vezes. Maus gestores, será?

Os recursos da pasta são abundantes e estão deixando de ser usados em áreas essenciais, como na compra de remédios, na saúde primária, no não pagamento de fornecedores e de terceirizados, ou ao ponto de serem mal utilizados em compras em quantidades desnecessárias de insumos.

Outra questão que o governo coloca desde que assumiu o Buriti é o modelo que existe no Distrito Federal. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) inseridas pela gestão anterior e que foram criadas para desafogar os pronto-socorros dos grandes hospitais já estão defasadas com o pouco tempo que funcionam.

A sobrecarga resultou em um sistema deficitário, tanto para os pacientes do DF quanto para os que vêm de outros estados. Lotação em todos os prontos-socorros e atendimento de baixa qualidade, por falta de profissionais suficientes para acabar com a demanda. Essa é outra pedra no sapato do GDF, uma vez que existem mais de quatro mil concursados prontos para ingressarem na SES e outros tantos, já servidores, querendo dedicação exclusiva.

A velha estratégia
A situação chegou ao ponto que o governo, sem conseguir gerir a Saúde, está deixando o sistema quebrar para que seja irreversível e facilite a entrada das OSs, o que deve acontecer nos próximos dois meses. Pelo menos duas já estão habilitadas para assumirem unidades de saúde. Dessas, o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP) já estaria certo para a missão, que custará R$ 400 milhões para os cofres públicos, como antecipou o portal do SindSaúde (veja aqui).

E então, o problema é modelo ou gestão? Não, o grande X da questão são as quadrilhas que se instalaram como verdadeiros feudos na Secretaria de Saúde. Não existe governo que consiga desmontá-las...Vamos lembrar? O desvio de dinheiro do SAMU para comprar teste de gravidez, a compra extravagante de órteses e próteses, sem esquecer da licitação dos marcapassos mal explicada e amarrada em algum lugar.

O problema está enraizado na SES! O governo Rollemberg vai ser mais um a passar e não conseguir combater esse mal? Ou ele coloca o dedo na ferida e prioriza a saúde do povo e a valorização do servidor, estancando o sangue que jorra a décadas, ou faz parceria com o demônio, arranja qualquer desculpa, entrega para as OSs e diz que está tudo bem.

A grande pergunta é: será que ele tem coragem de fazer, cumprir o direito do povo garantido na Constituição Federal? Vai garantir o direito dos trabalhadores? Tenho que confessar: esse é o enigma. Não vê quem não quer!

O problema não é gestão ou modelo!

03/02/2016 - 19:41 Informe Marli Rodrigues

Falta investimento em: saúde, pesquisa, gestão. Virou Zika e sobrou pro povo

O Brasil vem perdendo com grande desvantagem a luta contra o mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da já conhecida dengue e que recentemente está em maior destaque por disseminar também a Chikungunya e o Zika vírus. Tal derrota nada mais é o retrato da inércia do governo federal que parece ainda não ter acordado para a gravidade do problema. O Ministério da Saúde e, aqui no DF, a Secretaria de Saúde, precisam tomar as rédeas da situação enquanto ainda não há uma solução definitiva. Precisamos falar sobre prevenção.

A SES-DF precisa sair na frente e disponibilizar repelentes para profissionais que trabalham expostos nas ruas, para mulheres em idade fértil, grávidas e crianças. O SindSaúde já discutiu essa ideia com diversas autoridades e está mais do que na hora disso sair do papel. A Pasta e o Ministério devem evitar que um mal ainda maior se instale em nossas famílias, pois ele será a personificação da culpa de um país que não investiu em saúde, muito menos em pesquisa para evitar a dor do seu povo.

Assim como casos recentes como o da lama de Mariana, ou até mesmo de décadas atrás a exemplo do Edifício Palace II, que em 1998 desmoronou no Rio de Janeiro devido a falhas em sua construção, o Zika vírus é mais uma tragédia anunciada graças a um governo que espera pagar para ver. Em vez de pensar apenas no tratamento das vítimas da doença é preciso investir pesado em pesquisa. O governo está mais preocupado em montar clínicas para a reabilitação para toda uma geração com microcefalia, a custos baixos, do que combater de verdade a situação.

O Brasil não investe em pesquisa como deveria. Convivemos com o Aedes há décadas, até ele mesmo já sofreu mutação, e nós ainda não conseguimos combatê-lo. Nossos jovens cientistas precisam ser incentivados. Ou será que vamos esperar que essa vacina venha do exterior e assim custe ainda mais caro aos cofres públicos?

Infelizmente nosso sistema tem contribuído para que o mosquito ocupe sempre a pole position. Está na hora do Brasil vencer essa corrida. Do jeito que está, não pode mais ficar. Por aqui, o GDF precisa construir parcerias para governar o Estado, pois se não o caos pode ser um paraíso diante do que ocorrerá com essa cidade.

Existe pátria educadora sem investimento pesado em pesquisa científica? Existe pátria educadora com deficiência grave na atenção primária?