Marli Rodrigues

28/02/2018 - 11:49 Notícias Marli Rodrigues

Rollemberg: o rei das manchetes negativas na Saúde do DF

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  • Imagens: Peter Neylon

Um governo se faz com ações positivas e com resultados que atinjam diretamente a população e a beneficie. Aqui no Distrito Federal, temos, nos últimos três anos, uma situação totalmente oposta: um governo que só se preocupa com o próprio umbigo. Que pratica ações negativas que refletem diretamente no caos que se tornaram os serviços públicos oferecidos para os moradores da capital do Brasil.

Um gestor competente e com pretensões futuras deveria ser o primeiro a trabalhar em busca de boas notícias para seu povo. Aqui, temos o contrário. O governador Rodrigo Rollemberg, eleito para cuidar de uma unidade da Federação que abriga 3 milhões de pessoas, não consegue enxergar um palmo fora de seu gabinete. Podemos considerar Rollemberg como o “Rei das Manchetes Negativas”. Rei de coroa quebrada, sem prestígio, sem respeito, sem credibilidade. Gestor de um reinado afundado em caos.

Todos os dias, em qualquer site ou jornal, seja local ou nacional, podemos encontrar as péssimas manchetes sobre os serviços públicos daqui, especialmente na Saúde, área que deveria estar entre as prioridades de qualquer gestor.

A luta do SindSaúde é diária. Entendemos que o sindicato tem um papel fundamental em busca de mudanças. Defendemos aqui a categoria, os salários e os direitos de um trabalho digno para os servidores. Mas também defendemos a vida, o atendimento público de qualidade para todo e qualquer morador do DF.

Só quem é servidor sabe como nos sentimos impotentes diante de um cenário caótico como o que existe hoje nas unidades de Saúde do DF. Não conseguir atender um paciente por falta de material básico. Deixar um paciente voltar para casa por falta de leito. Não conseguir sanar uma dor por falta de medicamentos.

O reino encantado de Rollemberg jamais vai enxergar isso. Mesmo depois de conquistar, com apoio de deputados do DF, os R$ 5 bilhões que foram sacados do Iprev, nada mudou. Há recursos, mas não há gestão nesse reinado da incompetência.

Ao governador, eu digo algo muito importante: Não estamos numa luta de egos. Não atuamos para desmoralizar ninguém. Não é o SindSaúde que levanta a bandeira do “ForaRollemberg”. Essa bandeira é unânime nas ruas do Distrito Federal.

O SindSaúde vai cobrar até o último minuto pois nossa bandeira maior aqui é da valorização profissional e da vida da população.

08/01/2018 - 19:02 Notícias Marli Rodrigues

De onde está brotando dinheiro, Rollemberg?

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  • Imagens: Foto: Agência Brasília

Começa um novo ano e, de repente, o GDF tem dinheiro em caixa?? Como assim? Qual a receita para virar um ano e ter dinheiro para pagar dívidas e para cumprir obrigações que antes eram esquecidas? Gostaríamos de saber... O GDF estava escondendo dinheiro? 

Além de ter retirar os R$ 5 bilhões do Iprev, ele segurou em caixa os recursos de direito do servidor. Com isso, evitou que a economia do DF crescesse. Usou a desculpa da falta de recursos durante todos os três anos de governo e agora, a dez meses da eleição, tudo mudou.

Está claro que o Governo de Rodrigo Rollemberg escondeu dinheiro nos cofres para usar em ano eleitoral. Agora o GDF anuncia concursos, quitação de dívidas e pecúnias e nomeação de servidores. Todas essas novas promessas estão em matéria divulgada no domingo (7), no Correio Braziliense.

E sabe o que é pior? Tem muita gente que vive dessas migalhas e que se deixa enganar por esse discurso e por essas ações a toque de caixa, em vésperas de eleição. Precisamos abrir os olhos e entender qual a motivação dessa manobra financeira.

Rodrigo Rollemberg fará o papel de amigo para todas as horas em 2018. Essa é uma certeza que nós servidores temos. Mas não podemos deixar que ele tape o sol com a peneira. Os rombos dessa administração não podem ser encobertos por um ano cheio de fartura do governo.

Temos que ficar em alerta.

28/10/2017 - 13:41 Notícias Marli Rodrigues

Dia do servidor público! Nada a comemorar!?

Por Marli Rodrigues

Na era Vargas, o trabalho exercido por "agentes do Estado", foi oficialmente reconhecido através da promulgação do Decreto 1713 em 28/10/39. Criou-se, a partir daí a figura do "funcionário público". Em 1943, o Presidente Getúlio decretou que essa data, que seria um marco para a classe trabalhadora, fosse feriado comemorativo.

De lá, para cá, ser "funcionário público", significou por muito tempo "status quo" diferenciado. Afinal, a segurança do salário, a estabilidade e outros valores agregados à atividade eram atrativos no mercado de trabalho.

No início, a máquina pública era sinônimo de apadrinhamento, cabides de emprego e "trens da alegria", onde um grupo seleto conseguia entrar, através dos famosos "QI'" (quem indica).

Com a Constituição de 1988, o ingresso no serviço público passou a ser somente através do concurso público. Essa foi uma das maiores conquistas para o Estado. A qualificação passou a ser uma das características essenciais dos quadros no serviço público.

Mudou-se também a concepção de funcionário (aquele(a) que faz algo funcionar) para SERVIDOR (aquele(a) que serve).

A administração pública ganhou com essa exigência do concurso público. Equipes cada vez mais capacitadas e qualificadas se apresentam e tornam o Estado um campo laboral e de produção, de excelência!

Na última década, infelizmente, a desproporção entre a seleção (peneira cada vez mais fina, com maior concorrência nos concursos) e o desmonte do Estado, tem desmotivado os servidores públicos. Muitos não completam sequer o estágio probatório. Pedem exoneração, antes.

A usurpação de direitos e os ataques sofridos feitos pelos governantes e classe política, marginaliza e desqualifica o trabalho realizado pelos servidores, levando-os à depressão, desânimo e em casos extremos à morte.

No Distrito Federal, tal qual no cenário nacional, vivemos a era das trevas do serviço público. Nunca antes, na nossa história passamos por tantas perseguições, humilhações, desrespeito e assédio moral escancarado. Todas as áreas do setor público estão sendo massacradas por Rollemberg. Sem exceção.

Mas, a impressão geral é que o sadismo e a crueldade dele têm um alvo específico: a saúde!
Fomos escolhidos para sermos o "bode expiatório" de todas as mazelas. Somos a justificativa para a sua gestão incompetente.

No entanto, somos também a "galinha dos ovos de ouro" para os diversos contratos emergenciais, compras sem licitação, terceirização e etc. Ficamos 2 anos e meio em Estado de Emergência na saúde. O que mudou? Para o paciente, nada! Aliás, piorou! Mas, para as "tramóias" da gestão, há o relatório das contas do TCDF, aprovadas com ressalva esta semana, onde está demonstrado o aumento absurdo de dinheiro público usado sem observar a lei das licitações. Ou seja, fizeram a farra...

Enquanto isso, para os servidores públicos institucionalizou-se o calote oficial. Leis não cumpridas; execuções judiciais ignoradas e IPREV saqueado.

Nada a comemorar? Depende! Se formos pensar de forma micro, talvez, nos prendamos às lamentações e revolta. Não que elas não sejam legítimas. Elas são, afinal, o grito dos oprimidos que tem que ser dado e ser ouvido.

Porém, os servidores da saúde, tem sim o que comemorar...

Somos fortes, resistentes e conscientes da importância de nosso trabalho. Não importa o que a mídia "comprada" vai divulgar, nem o que o governo tenta, mentirosamente, nos imputar...Nós recebemos a vida em nossas mãos! Ela pulsa em cada atividade que desenvolvemos. Desde o servidor que instrui um processo de aquisição ao que está no centro cirúrgico ou na emergência, todos participamos desse ato grandioso de salvar vidas.

Tantas vezes nos deparamos com a morte e a vencemos! Sem respirador, ambuzamos o paciente; sem o colchão, improvisamos o leito; sem a seringa adequada, usamos a nossa maestria para fazer o melhor, de forma menos traumática com o que temos...Quantas mãos se revezam na massagem cardíaca, enquanto se busca o equipamento para o salvamento... Enfim, a omissão do Estado mata e nós, por compromisso e amor ao nosso trabalho, salvamos... Ou, pelo menos, tentamos...

Nós, não desistimos!

Governos passam! Rollemberg também vai passar... E nós, continuaremos servindo ao público! Somos exemplo para as novas gerações! Exemplo de dedicação, profissionalismo, coragem e luta!

Recuamos algumas vezes, para nos fortalecer e enfrentar novas batalhas... O SindSaúde tem orgulho de representar a classe trabalhadora da saúde. E, nesse dia, parabenizamos cada um de nossos colegas pela excelência no serviço prestado! Servir sempre, ser subserviente, jamais!

10/10/2017 - 14:54 Informe Marli Rodrigues

Rollemberg completa mil dias de gestão e temos muito o que lamentar

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  • Imagens: Peter Neylon

As comemorações da marca de mil dias do governo de Rodrigo Rollemberg, no fim de setembro, não encontraram eco nos quatro cantos de Brasília. Trabalhadores, população, crianças, idosos... A incompetência desta gestão tem atingido a todos.

Se os dias marcam em mil, o nível de promessas mentirosas atinge 100%. Rollemberg não conseguiu cumprir com nada do que propôs em campanha. Era ele, afinal, quem bradava aos quatro cantos ‘DINHEIRO TEM, O QUE FALTA É GESTÃO’. Foi só adentrar os confortáveis gabinetes do Palácio do Buriti para ignorar seu próprio bordão e usar uma providencial suposta falta de recursos para se negar a fazer absolutamente tudo.

Foi um verdadeiro ‘Vendedor de Ilusões’, como já mostrou o SindSaúde. Esses mil dias estão assinalados com sangue, suor e sofrimento. É o governo da ausência.

E como sofre o povo. Uma das coisas mais graves foi o total abandono da saúde. Fecharam pediatrias, achincalharam a atenção básica, sumiram com reagentes para exames vitais, negaram atendimento a inúmeros pacientes... A lista de irregularidades é infinita.

Derrubou casas, templos religiosos, tentou implementar as organizações sociais e ainda tenta emplacar o Instituto Hospital de Base (IHBDF), tudo sob motivações no mínimo duvidosas, com origem lá nos seus tempos de campanha — vão de Mustafá à famosa marca de cosméticos.

No meio de tudo isso, escolheu o servidor como principal alvo. Descumpriu leis, atrasou pagamentos e, por fim, propiciou um verdadeiro saque às aposentadorias. O governador se esquece que é o servidor público uma das principais engrenagens que move a economia do DF. Parece ignorar ainda mais que o trabalhador tem voto e memória.

A única contagem que interessa é daqui até 2018: faltam 446 dias para o fim desta gestão. Hoje não há comemoração, apenas um grito preso na garganta: basta, Rollemberg! Ninguém aguenta mais.

13/09/2017 - 10:40 Informe Marli Rodrigues

Chegou a hora da verdade para a CLDF! Representantes do povo ou servos do Governo?

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  • Imagens: Peter Neylon

Governador acua, deputados na berlinda e servidores no limbo!

Notícias veiculadas na imprensa informam que o governador Rodrigo Rollemberg resolveu abolir qualquer traço de respeito e civilidade e resolveu enquadrar os deputados distritais. Numa só canetada exonerou 27 cargos comissionados indicados pelo PDT. O presidente do partido, George Michel, não deixou por menos e reclamou da retaliação e da intimidação escancarada feita pelo governo, a quem discorda de seus projetos, em particular o golpe que querem dar na previdência dos servidores, aprovando o Projeto de Lei Complementar 122/2017.

Rollemberg não se fez de rogado e já desmascarado de sua face de bom moço, aproveitou para reiterar a sua conduta vingativa. Alardeou que não admitirá "traições" nessa matéria. Agiu como um coronel faz com seus feitores. Se não obedecerem, sentirão o peso do seu poder!

A população de Brasília, assiste, estupefata, essa pantomima dos horrores, onde o roteiro apresentado, acena para um desfecho surpreendente. A CLDF terá forças para invocar a sua autonomia constitucional e declarar independência do Executivo? Ou se curvará aos caprichos do seu senhor, olvidando o clamor de mais de 160 mil servidores públicos que também pagam impostos, geram renda e votam?

A votação desse PLC 122/2017, será um divisor de águas, o marco dessa legislatura na CLDF. A oposição, que já é conhecida, se fortalece a cada investida corajosa contra os desmandos do governo. No entanto, alguns parlamentares que se dizem independentes têm a oportunidade de mostrar à sociedade o lado que escolheram: se do governo ou da legalidade, da justiça e da população.

Não bastasse o constrangimento estampado em manchetes de jornal, onde mais de 77% dos projetos aprovados são questionados e invalidados na justiça, alguns deputados insistem em continuar a "dar murro em ponta de faca", votando e dizendo "amém" para tudo o que o Executivo manda.

Recentemente, aprovaram a mudança do HBDF para Instituto, como serviço social autônomo. A justiça vetou e determinou a mudança na natureza jurídica do mesmo. Agora, o projeto onde querem fundir os fundos e alterar a Previdência dos servidores foi SUSPENSO à votação, também pela justiça, para adequação aos preceitos legais.

Se a justiça age cautelarmente nesses casos, combatidos fortemente pelas entidades sindicais, de classe, servidores, segmentos da sociedade e alguns deputados, é porque há vícios no projeto analisado.

É importante lembrar que Rollemberg pegou R$ 1,2 bilhões em 2015 e, R$ 700 milhões em 2016, do IPREV. Ainda assim, não conseguiu arrumar as contas. Não pagou o 13° e férias em dia; não pagou as pecúnias dos aposentados e; nem pagou o empréstimo.

Viu que a fonte (IPREV) ainda estava farta e resolveu pegar tudo! Mais de R$ 2 bilhões de reais! Bolou esse plano mirabolante de fusão dos fundos e diz que até 2025 a situação estará "tranquila e favorável".

O pior é que incompetente do jeito que é, esse dinheiro acaba, ele não paga ninguém e começa a culpar os servidores, a lua, as estrelas, o cogumelo estragado e sabe-se lá mais o quê...

O que vai acontecer depois de tudo isso? Difícil adivinhar?

Ele estará usufruindo a sua aposentadoria do Senado, proveniente do cargo que ganhou de seus parentes influentes, sem prestar concurso público.

Estará descansando nas estâncias de repouso de propriedade de sua família. No melhor dos mundos!

E nós, servidores? Estaremos em petição de miséria, tais quais nossos colegas cariocas! Não! Iremos lutar em todas as instâncias para impedir esse golpe em nossas aposentadorias!

A pergunta que não quer calar: Senhores e senhoras parlamentares, vale à pena perderem a dignidade, sendo humilhados publicamente como mercenários, que trocam votos por carguinhos, em vez de honrar a confiança do eleitor?

O povo do DF quer uma Câmara Legislativa independente e representativa. Não um puxadinho do Buriti. A sociedade está amargando o arrependimento de ter eleito Rollemberg. Muitos deputados descobrirão que foram enfiados no mesmo balaio por sua subserviência! Já estão de aviso prévio!

Mas, ainda dá tempo! É o momento de fazerem jus pelos votos recebidos! Não foi Rollemberg que os elegeu! Na coligação e no partido dele, ninguém foi eleito. Nem isso, os senhores lhe devem...

Deputados e deputadas, honrem os seus eleitores e declarem sua independência desse governo maldito!

Em tempo, parabenizamos o PDT, através de seus deputados Joe Valle e Reginaldo Veras, pela coragem de se posicionar com independência e se juntarem aos parlamentares que já se manifestaram contrários a essa tentativa de saquear a nossa previdência: deputados Wasny de Roure, Ricardo Vale, Raimundo Ribeiro, Celina Leão, Claudio Abrantes, Wellington Luiz, Chico Vigilante, Robério Negreiros... Eles escolheram defender o que é melhor para a previdência dos servidores, assegurando o futuro de nossas aposentadorias.

Esperamos que até o dia da votação, mais parlamentares se alforriem de Rollemberg e votem a favor dos nossos direitos!

04/09/2017 - 15:38 Notícias Marli Rodrigues

Nota de Repúdio

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  • Imagens: Peter Neylon

Estado Democrático de Direito não comporta CENSURA!

Por Marli Rodrigues

A Constituição Federal assegura em seu art.5°, inciso IX, a liberdade de expressão. Traz também em outros dispositivos o dever de o Estado cumprir com suas obrigações legais.

Ao poder judiciário ou Estado-juiz, cabe o cumprimento da legislação, imputando aos inadimplentes de suas obrigações as sanções previstas no nosso ordenamento jurídico.

Hoje (04/09), fomos notificados, por LIMINAR JUDICIAL, em ação impetrada por Rollemberg, a retirar do ar um texto intitulado "Sadismo e loucura imperam no GDF", onde traduzi em palavreado simples e jargão popular, a indignação coletiva que nos assola, enquanto servidores e cidadãos!

Estamos sendo CENSURADOS por palavras consideradas impróprias pela Meritissima Juíza Substituta, Dra Debora Cristina Calaço Impróprio, é o massacre diuturno e o assédio escancarado que sofremos e as autoridades judiciárias, se inspiram na deusa Têmis e se mantém de "olhos fechados" às nossas agruras e usurpação de direitos.

No entanto, tutela com celeridade singular, o chefe do poder executivo, em seus surtos, ou melhor, "crises" emocionais, fruto de um ego gigantesco. Nem Freud explica. Essa mesma justiça que ecoa e chancela os atos e ações do governo, age de forma morosa e contrária, na maioria das vezes, nas demandas dos trabalhadores.

Importante observar que, a Justiça sequer considerou o fato de que, a expressão que "magoou" o governante foi dada por uma psiquiatra. Alguém com know how para emitir opiniões acerca de possíveis transtornos. 

De acordo com o dicionário da língua portuguesa, "canalha" quer dizer "vil, abjeto, velhaco, mau caráter, cínico, aproveitador e etc". Não detalhei em que contexto desses sinônimos, a profissional enquadrou o sujeito (só falta reclamar de eu tratá-lo assim, também).

Mas, o grito do oprimido (nesse caso, o servidor) não pode ser sufocado pelo entendimento literal da justiça! Com certeza, a profissional de saúde não estava dando diagnóstico, até porque não existe a "canalhice" no Código Internacional de Doenças.

Ela, simplesmente, aproveitou o momento de interlocução e desabafou.O que ja seria totalmente compreensível, se a juíza tivesse conhecimento das condições de trabalho precárias e desumanas que os médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais são submetidos nos serviços de saúde.

Se os governantes, políticos em geral e até membros do poder judiciário se atentassem ao clamor das ruas, à insatisfação popular, saberiam que ser chamados de "canalha ou louco " é eufemismo, quase um elogio. As expressões usadas são bem piores e não menos merecida, na maioria dos casos.

Voltando à liminar da censura, o outro adjetivo reclamado foi justamente o de "louco", onde o seu significado é "aquele cujo comportamento denota alterações patológicas das faculdades mentais" ou também "aquele cujos atos e palavras parecem desarrazoados ou extravagantes".

Pois bem, ameaçar os servidores, de forma continuada e recuar, para logo em seguida, lançar nova ofensiva, levando-nos a um estresse angustiante e desesperado, causado pela insegurança, como Rollemberg faz, parece razoável para alguém?

Para a Justiça, sim! Ele está certo. E, nós que, no auge do sofrimento, reagimos, verbalizando ou escrevendo nossas aflições, somos errados. Devemos ficar retaliados, caloteados e mudos.

Tudo isso para não "magoar" o governante que nos esmaga. Sujeito mimado, catapultado ao cargo mais alto do executivo local, por obra (e desgraça) do destino. Em vez de honrar o voto de quem acreditou em suas promessas; de governar com justiça e seriedade, prefere ficar "caçando" quem o contraria.

Ledo engano! Impor censura a uma liderança não vai reverter o quadro decadente dessa gestão. Esperamos que o governador desperte desse "torpor gerencial" e assuma o comando que lhe foi confiado. Que cumpra as leis. Que melhore a saúde, a segurança, a educação, o transporte público, o planejamento.

Que pare de perder tempo, gastando artilharia contra os seus críticos. Não ha desavenças pessoais. O desentendimento é institucional. E é causado pela falta de diálogo e pelas ações arbitrarias contra os servidores.

Em vez de governar prefere coagir, intimidar, processar? O SINDSAÚDE acata a determinação judicial e retira do ar o artigo judicializado. Porém, iremos recorrer sempre, para defender a nossa autonomia e liberdade para denunciar e demonstrar nossa indignação. Para nós, não se trata de desrespeito, mas sim, de resistência!

Como mulher, vivo e sinto na pele, a misoginia e o preconceito, por me posicionar sem medo, num universo androcêntrico; como sindicalista, sofro a perseguição por não coadunar com projetos que são nocivos aos servidores e à sociedade; e como cidadã, não me curvarei e nem aceitarei ser amordaçada em meu direito legítimo e constitucional de me expressar. Independente de quem seja, continuarei sendo uma das vozes em prol dos servidores e dos serviços de saúde, contra todos os desmandos, doa a quem doer.

E como ensinou Emiliano Zapata "Se não há Justiça para o povo, que não haja paz para o governo!"

 

29/08/2017 - 16:15 Notícias Marli Rodrigues

Previdência nas mãos da CLDF

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  • Imagens: Peter Neylon

O famigerado PLC 122/2017 que trata de alterações nocivas no regime previdenciário dos servidores do GDF foi recebido na CLDF, e esta tramitando em velocidade singular.

Antes mesmo de começar a audiência pública na CLDF, na tarde de hoje (28), para tratar do tema, proposta pelo deputado Wasny de Roure, juntamente com sindicatos, servidores e demais interessados, ele já estava sendo APRECIADO na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) daquela casa.

Sob pressão e protestos dos representantes sindicais e servidores presentes, a sessão na comissão foi suspensa e adiada para amanhã.

É inadmissível e imoral que um tema dessa relevância, que vai alterar o presente e o futuro de milhares de trabalhadores, seja decidido de forma açodada e sem qualquer embasamento técnico e jurídico para o seu feito.

O absurdo que a situação desperta se agrava diante da possibilidade aventada de, em pouco mais de três anos, o governo quebrar o IPREV.

Ora, fundir um fundo deficitário com outro que é superavitário (justamente porque os amparados pelo IPREV entraram depois de 2007 e por isso, poucos se aposentaram) é "despir um santo para cobrir outro".

Logo, não haverá recursos para pagar nem os que estão aposentados, quem dirá os que ainda pensam em se aposentar. A matemática é simples! Vão limpar tudo o que o IPREV tem e logo, não haverá recursos para bancar as aposentadorias atuais e nem futuras.

Estamos presenciando essa situação no Rio de Janeiro, de forma cristalizada. E, no Governo Federal, o arrocho nos aposentados é um preâmbulo de um futuro sombrio.

Não podemos aceitar que, os deputados, os representantes do povo, sejam coniventes e deem respaldo para o extermínio dos recursos que asseguram nossas aposentadorias.

Assim, como fizeram por anos a fio, com a previdência federal, a "nova geração" do Rollemberg, quer "limpar os cofres do IPREV" para bancar os seus instiTUTUzinhos e outros projetos escusos. A CLDF será cumplice desse desmonte?

A votação é qualificada. Para o projeto ser aprovado é necessário 2/3 dos votos, ou seja, 16 deputados devem dizer SIM. Não acreditamos que, os parlamentares queiram ser lembrados como os coveiros da previdência, cavaleiros do apocalipse dos servidores ou os exterminadores do nosso futuro.

Convocamos TODOS os servidores, ativos e aposentados para montarmos vigília na CLDF, nos dias de votação.

Estão colocadas duas situações: ou recebemos parcelado no presente e garantimos a aposentadoria no futuro; ou, recebemos integral agora e ficamos sem aposentadoria. Não podemos concordar e nem aceitar NENHUMA delas!

Receber integral é o que determina a Lei. Assim, como o direito à aposentadoria também tem amparo constitucional. A única solução é a saída desse governador incompetente, que não tem respeito ou compromisso com o Distrito Federal.

Ate lá, cabe à CLDF exercer o seu papel de representantes do povo e decidir em defesa de nossa previdência. Ou os ilustres deputados se esquecem de que servidor também é cidadão, paga impostos e vota?! Irão bancar Pôncio Pilatos, lavando as mãos?

17/08/2017 - 10:59 Notícias Marli Rodrigues

Jornalista enrolado na Lava-Jato ataca servidores da Saúde do DF

Por Marli Rodrigues

O dublê de jornalista e achacador, segundo delação na Lava-Jato (link aqui), desferiu ataques covardes aos servidores da saúde numa nota intitulada "No DF, Saúde paga gratificação malandra a 82% dos servidores", publicada no blog Diário do Poder (confira aqui).

Nessa matéria infame e caluniosa, desprovida de qualquer compromisso com a verdade ou premissa da ética jornalística, são feitas ilações mentirosas sobre o pagamento da Gratificação de Titulação (GTIT) aos servidores. O autor ignorou o entendimento e interpretação da norma jurídica contida na Lei Distrital n° 3320/2004, feita pelos conselheiros do TCDF e, mais recentemente, em uma decisão cautelar do TJDFT que reconhece a legalidade da acumulação dos títulos apresentados para somar o percentual máximo de 30% (confira aqui).

Em vez de enaltecer a busca contínua pelo conhecimento e capacitação que nos coloca entre os profissionais mais qualificados do país, esse articulista, de tão acostumado com as mentiras, em troca de vantagens, distorce e nos ofende, como se o pagamento ocorresse em decorrência de má fé dos servidores.

Desconfiamos que o jornalista nos meça com a sua régua. Afinal, o empresário Ricardo Saud, da Friboi, em delação feita aos promotores da Lava Jato, o identificou como "achacador" e "chantagista" que planta e vende notícias em troca de vantagens pessoais.

Não nos causaria qualquer espanto que ele esteja sendo muito bem pago pelo governo do DF para impulsionar essa campanha caluniosa contra os servidores. Esse é o modus operandi dos bandidos.
Esse jornalista mercenário usou a mesma tática com os donos da JBS e ganhou dinheiro com os servidores da saúde, ganhará um belo processo por ser tão irresponsável. Nossa Titulação está prevista em lei e não cabe a ele fazer ilações a respeito e denegrir os guerreiros da saúde.

Ele poderia ser mais útil à sociedade se falasse da irresponsabilidade do Estado para com os pacientes, poderia visitar um hospital público e ver de perto o sofrimento dos pacientes e o sufoco dos servidores que, sem condições de trabalho, desenvolvem suas atividades na base do IMPROVISO.

Esse jornalista desclassificado terá resposta à altura da sua vilania e se as suas reportagens têm preço, aí vai o recado: NÃO PAGAMOS PROPINA PARA JORNALISTA FALAR BEM DE NÓS.
Infelizmente não podemos nem oferecer uma consulta psiquiátrica porque a ciência não descobriu nenhum medicamento que recupere caráter, então ele terá de viver eternamente com a falta daquilo que é fundamental para um profissional de comunicação.

01/08/2017 - 13:30 Notícias Marli Rodrigues

ROLLEMBERG TENTA CALAR SINDSAÚDE. NÃO CONSEGUIRÁ!

Rollemberg atenta mais uma vez contra a democracia e tenta amordaçar o SindSaúde, através de ações judiciais

A busca incansável do governador por indenizações, invocando defender a sua "honra", soa como um deboche para toda a categoria de servidores públicos, surrupiados e caloteados em seus direitos.

Rollemberg busca a tutela jurisdicional para assegurar o seu "status quo", abusando de forma deliberada e equivocada do poder, conferido pelo povo, que acreditou em suas promessas de  campanha, em colocar o DF no "rumo certo", ao mesmo tempo que prometia "atitude para mudar".

Não há nada de novo nas velhas práticas trazidas pelo governador. Aliás, ele traz um ranço de coronelismo nunca sentido pelas entidades sindicais e trabalhadores, nem em governos ditos de "direita".

O socialista tenta nos massacrar com sua mão pesada e, ainda recorre ao auxílio da Justiça (conheça o caso), para que o dano seja maior. Causa-nos estranheza que, a mesma mão que o socorre, nos abandona às investidas nefastas do governo. Enfim, começamos a desconfiar que, além de negar nossas conquistas, retirar nossos direitos e gratificações, o governador descobriu outra fórmula para aumentar a receita e tirar dinheiro dos servidores.  Ele, processa todas as manifestações contrárias da entidade que defende os interesses dos trabalhadores e da sociedade.

Fica o recado para Rollemberg e cia: não nos dobraremos a essas ações arbitrárias e repressoras. Em nome da democracia e em defesa da saude pública e dos servidores, o SindSaúde continuará a sua luta pelo que é certo e justo! 

Vamos recorrer. Se o governador quer processar alguém por causa dos 10% de propina, que o faça ao seu vice-governador. Afinal, ele trouxe essa informação.  A presidente do SindSaúde denunciou porque se não o fizesse, estaria sendo conivente com a situação.

Não acabou... Vamos a todas as instâncias judiciais lutar pelo nosso direito de livre expressão!

31/07/2017 - 14:31 Notícias Marli Rodrigues

INACEITÁVEL

Rollemberg quer parcelar salário de servidor para quitar suas dívidas de campanha?

Por Marli Rodrigues

Amanhecemos com mais uma bomba, confirmada por fontes do Buriti, de que o Governador quer parcelar nossos salários. Não bastasse congelar os salários dos servidores por toda a sua gestão, sem repor nenhuma perda salarial, não reajustar o auxílio-alimentação conforme previsto na lei, dar o calote nas incorporações, isonomia e na última parcela do reajuste de algumas categorias, sonegar e postergar o pagamento das pecúnias dos aposentados e das horas extras trabalhadas há mais de 6 meses, o déspota instalado no GDF anuncia o seu grand finale.

Só uma mente doentia e pervertida se compraz com tanta crueldade. Não acredito que seja só incompetência, há algo funesto nessas ações. Tirar a paz do trabalhador, do pai e da mãe de família e jogar um balde de água fria em planos e sonhos.

Poderemos parcelar o cheque especial, a conta de luz, de água, os impostos e os empréstimos? E as nossas despesas pessoais? Como nos justificar perante nossos credores?

Não, senhor Rollemberg! Não vamos aceitar essa iniquidade. Iremos à justiça e aos orgãos de controle pleitear o que é justo e direito. Vamos partir para o enfrentamento!

Não acreditamos nessa crise financeira sem fim, nesse buraco negro no caixa do GDF. Se ele é real, o senhor deve ser responsabilizado por negligência e mau uso do dinheiro público quando permite que milhões de litros de água jorrem no Mané Garrincha, gerando uma conta milionária para o GDF. 

Também deve responder pelo valor exorbitante destinado à publicidade, inclusive em veículos de outros países. Deve explicar a motivação para destinar recursos, agentes e serviços públicos para um evento particular como o "Na Praia". Deve prestar contas por ter uma equipe importada de vários estados do Brasil, apenas para servir de claque e animadores de redes sociais. Enfim, o senhor tem muito a explicar!

Aqui não é o Rio de Janeiro, mas seu destino pode acabar sendo o mesmo do Cabral se insistir em quebrar o governo para atender os seus patrocinadores políticos.No Rio temos Pezão e aqui temos o Maõzão.

AGOSTO É MÊS DO CACHORRO LOUCO E ROLLEMBERG APRESENTA SINTOMAS DE LOUCURA. SINDSAÚDE TÊM A VACINA PARA ELE!

ASSEMBLEIA GERAL
DIA: 08 DE AGOSTO, ÀS 10H, NO HOSPITAL DE BASE. 
PAUTA: SALÁRIO PARCELADO.

TENTA PARCELAR ROLLEMBERG! 😠😡

Governador confirma: o parcelamento do salário de servidores deve virGovernador confirma: o parcelamento do salário de servidores deve vir

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) admitiu que os salários de agosto dos servidores estão ameaçados. Durante uma solenidade para instituir um programa de voluntariado — o Brasília Cidadã — na tarde de ontem (27/8), na Residência Oficial de Águas Claras, ele confessou até mesmo que sua gestão programa calotes mensais para assegurar a folha. Dessa vez, no entanto, nem isso garantiria os repasses.

“Todo final de mês, quando chega dia 25, aproximadamente, nós travamos pagamento de fornecedores e prestadores de serviço, muitas vezes comprometendo a qualidade de serviços públicos, para poder honrar o pagamento dos servidores”, disse. O socialista acrescentou que os salários de julho só estão assegurados pois o Buriti conseguiu uma liberação de verba do Fundo Constitucional junto ao Governo Federal.

A situação é grave e, nas palavras do próprio Rollemberg, exige uma luta “diária, semanal e mensal” para descobrir onde conseguir mais recursos para arcar com a onerosa folha de pagamento da máquina pública. Ele estima que, atualmente, os salários dos servidores representem 82% do orçamento geral do DF, incluindo o dinheiro do Fundo Constitucional. “Num ambiente em que o País não cresce, é muito difícil honrar os compromissos”, lamentou.

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20/06/2017 - 11:40 Mobilização Marli Rodrigues

Deputado(a), o seu voto de hoje, selará o seu destino, amanhã!

O povo está só!

Enquanto o GDF se esforça para derrotar sindicatos e servidores,  alguns deputados se aproveitam do embate, para se locupletarem com vantagens, benesses e cargos. E o povo agoniza no abandono de suas necessidades primárias.

A vida, o nosso bem mais precioso, está colocado numa mesa de apostas profanas, onde os jogadores ávidos por poder e dinheiro, desprezam as verdadeiras intenções dos governantes e fazem suas apostas, em busca de prêmios cada vez maiores.

Nesta terça-feira (20/06), assistiremos uma verdadeira batalha do bem contra o mal. Da vida versus morte.Da honestidade versus corrupção.

A votação do PL 1.486/2017, que dispõe sobre a "venda" do único hospital de especialidades do DF, o Hospital de Base, transformando-o em INSTITUTO, é o início do fim da esperança dos milhares de pacientes que dependem daquele serviço de saúde.

Não seremos coniventes e nem nos acovardamos diante das ameaças e dos impropérios desferidos contra nossas categorias.

Não temos compromisso político com ninguém. Nossa obrigação é ética, moral e profissional. O escopo de nosso trabalho é a saúde, a vida do paciente. É isso que nos move.

Não temos cabos eleitorais para empregar e tampouco, "amigos" para favorecer. A nós, importa o bem estar de nossos assistidos. A consciência tranquila do dever cumprido.

Sabemos que as cartas estão marcadas e o jogo já está combinado entre governo e alguns deputados.

Esperamos que sejam minoria. Que a maioria honre o voto recebido e resista aos apelos sedutores para transformarem o nosso Hospital de Base em Instituto.

Estamos escaldados com os desvios bilionários,  praticados pelo Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Pesquisa (IDAC), que gerenciava hospitais públicos no Maranhão, amplamente divulgado na mídia.

O povo do DF não merece mais esse dissabor. Não bastasse a vergonha que estamos passando na política, em nível local e federal, com um escândalo após o outro, a sociedade não pode mais ser refém de esquemas fraudulentos.

Temos a certeza absoluta que, a maioria do deputados irão pesquisar, ler mais sobre o assunto, conhecer o tema descentralização  (talvez, alguns nem saibam), que já temos o  Programa de Descentralização Progressiva das Ações de Saúde (PDPAS), em todos as superintendências e HBDF (decreto 31.625/2010).

E se conhecerem o modelo da Fundação Hemocentro verão que existem muitas alternativas viáveis e transparentes ao controle social e dos órgãos de controle do que esse INSTITUTO. Um substitutivo, inclusive, foi apresentado por um parlamentar.

Esperamos que vossas excelências não se deixem enganar pelas falácias do governo e assinem esse cheque em branco para eles. Imaginem, permitir um contrato de gestão por vinte anos?

A se confirmar as mazelas e roubalheira que aconteceu  em todos os estados do Brasil que adotaram esse modelo, não sobrará  nada, em muito pouco tempo. Resistam! Ao dizerem SIM para essa proposta estarão  abrindo as portas para a corrupção.

Àqueles que se dispuserem em serem "buchas de canhão", que estiverem satisfeitos com a sua "fatia do bolo" nesse projeto, só podemos aduzir que o pedaço será o suficiente para compensar o estrago político que essa decisão acarretará.

Os sindicatos têm papel social e não apenas corporativo. Quando fazemos uma denúncia, o objetivo é pressionar Executivo a melhorar a qualidade dos serviços prestados, favorecendo o paciente em primeiro plano e, por conseguinte, as condições de trabalho dos servidores.

Entendemos que, aqueles que se posicionarem contra o serviço público de saúde, contra o controle social e os trabalhadores devem arcar com o ônus de suas escolhas.

Iremos informar, para que não haja dúvidas sobre quem escolheu o governo em vez do paciente.

Até o dia das eleições, em 2018, iremos usar nossos espaços de informação para avivar a mente dos eleitores, servidores ou não, sobre todos os desdobramentos dos votos dos parlamentares.

Não queiram ser conhecidos como os responsáveis por "vender" a oportunidade de tratamento, a chance de sobreviver que muitos pacientes poderiam ter, com uma saúde pública de excelência.

Senhores (as) deputados (as), vocês tem a chance de escrever um capítulo novo, neste pasquim de horrores que se transformou a SES. Tem a oportunidade de RESGATAR a Fundação Hospitalar e trazer a eficiência de outrora.

Já pensaram se, em vez de transformarem o HBDF em INSTITUTO, vocês decidirem por uma FUNDAÇÃO PÚBLICA e ao mesmo tempo, propuseram que o gigante branco, conhecido como Centro Administrativo, vire um COMPLEXO DE EXCELÊNCIA EM SAÚDE, somente com especialidades.

Com isso, o HBase poderá ser o primeiro hospital quaternário da rede, como foi deliberado na V Conferência de Saúde do DF, no ano 2000.

Enfim, a vida é feita de escolhas e consequências. Vocês podem optar entre ser heróis ou vilões.

Somos 34 mil servidores na saúde e as entidades representativas são forjadas na luta e resistência. Se querem destruir a saúde pública irão comprar a briga com todos.

"Se não há justiça para o povo, que não haja paz para o governo (e seus aliados)!"

Nos encontraremos na CLDF, nesta terça-feira (20/06) às 14horas, na votação do INSTITUTO HOSPITAL DE BASE.

20/06/2017 - 11:40 Desmandos de Rollemberg Marli Rodrigues

O DESESPERO BATE À PORTA DE ROLLEMBERG!

Por Marli Rodrigues

O (des)Governado Rollemberg, engatilhou a sua metralhadora giratória contra os sindicatos da saúde e os seus representados, na manhã de hoje (16), numa solenidade pública de entrega de escrituras, no sol nascente, disparando uma saraivada de mentiras, para uma claque de comissionados e aspones, que aplaudiram freneticamente o seu dono.

O povo ali presente, em quantidade ínfima, estavam mais preocupados em receber suas escrituras do que falar sobre algo que muito deles não compreendem, que é a TERCEIRIZAÇÃO da saúde pública.

Usar palanque político, onde está sendo oferecido algum tipo de benefício é fácil.  A plateia é receptiva. Queremos ver Rollemberg soltar a  sua retórica num pronto socorro público; numa UPA ou no próprio Hospital de Base.

Queremos ver essa verborragia, cara a cara com os pacientes e os operadores da saúde. Queremos ver se vai convencê-los que o PL 1486/2017, que o transforma o Hospital de Base em Instituto, quarteirizando o atendimento é a solução ideal.

Todos sabemos que pagará os seus "parceiros", contratos a peso de ouro e pretende contratar mão-de-obra, com salário escravo.

Fala-se muito em DESCENTRALIZAÇÃO da gestão e, para isso, omitem o fato de que, muitos serviços já são terceirizados e o atendimento NÃO melhorou. Ao contrário!

Tínhamos há poucos anos, serviços de excelência na oncologia, nefrologia e cardiologia no Hospital de Base.

Aos poucos e na surdina, foram feitos convênios milionários com clínicas de oncologia, nefrologia  (para realização de hemodiálise) e com o ICDF (antigo Incor). Ao mesmo tempo, ficamos com profissionais de ponta em cirurgia cardíaca desmotivados e sem campo para atuação. Assim como na Nefrologia e Oncologia e etc.

E como estão as filas de hemodiálise, radioterapia, quimioterapia e cirurgias do coração na SES? Enormes.

Pacientes morrendo pelo descaso do secretário que terceiriza esses serviços, com o argumento de melhorar o atendimento, dando celeridade aos tratamentos. Mais uma mentira deslavada.

O caos aumentou. Os óbitos pela desassistência também. E, ninguém tem coragem de falar para a população que isso vem ocorrendo porque, de quando em vez, os atendimentos são SUSPENSOS por falta de pagamento.


É isso que vai acontecer no Hospital de Base. Só que agora, em vez de morrer somente os pacientes com câncer, nefropatas e cardíacos, todas as especialidades serão atingidas. A hora que acabar o dinheiro,  acaba a assistência. Alguém quer arriscar, com um governo notoriamente "caloteiro"?

Não há mágica. E o povo NÃO é burro! Se não há dinheiro para pagar os fornecedores no modelo atual, o que mudará com o novo? A simples mudança de nome fará brotar dinheiro para a saúde?

Ninguém é tolo, governador! O povo já sabe qual a sua intenção. E também a dos deputados que estão defendendo essa idéia. Não estão pensando no paciente.

Acha que a  rejeição ao seu governo, apontada em todas as pesquisas, sendo que a última aponta quase 100%, é  culpa dos sindicatos?

Discursinhos pautados na mentira, aplaudida por seus apoiadores não vai reverter esse quadro. É melhor começar a trabalhar com seriedade e eficiência.  Deve achar que o bom de ter uma rejeição em sua totalidade é que não tem mais como piorar, né? Errado. Se continuar nesse caminho torto, pode ser o terceiro governador do DF, a ser preso.

Essa baixa popularidade é culpa sua e dos seus comandados, tanto no executivo, quanto no legislativo, por sabotarem as prioridades que a sociedade necessita em detrimento dos interesses de seus "amiguinhos" e financiadores de campanha.

Sabemos que você é LEAL ao seu grupo. Aliás, parece que até a Polícia Federal (PF) anda desconfiando.

Vossa Excelência age como um déspota, tentando massacrar com seu poderio, os que lhe opõem e enfrentam.

Mas, isso não assusta sindicalista  e servidor da saúde. Estamos acostumados a enfrentar a MORTE em nosso labor diário e vencê-la, muitas vezes, apesar das adversidades.  Não será um filhinho de papai birrento e descompensado que irá nos tirar de nosso eixo.

Quando precisou de apoio para ser senador e governador, achou nosso apoio qualificado e importante.


Hoje, com sua máscara no chão, tenta nos denegrir e jogar a população contra a gente. E, mais ainda, tenta "separar" "Sindicatos"   de "Servidores". Bem se vê que não conhece nada sobre os guerreiros da saúde. As entidades encamparam a luta deliberada pela categoria. Estamos juntos & misturados!

A verdade virá à tona. A sua real intenção será desnudada. Os seus financiadores de campanha podem ser os próximos a fazer delação premiada.  E aí, a jiripoca vai piar para o seu lado!

Temos visto que seu esquema é forte. A ponto de  um promotor de Justiça, defender, apaixonadamente, essa indecência   de projeto do Instituto Hospital de Base, contrariando todos os outros promotores e procuradores que vêem com muita preocupação essa medida.

A mídia lhe favorece de modo escancarado, vendendo ilusões e sonhos, à população incauta. Mas, eles serão os primeiros a denunciar os desvios e a corrupção.  Isso nos consola.

Concordamos em um ponto central: a saúde não pode mais continuar como está.  

E, existe sim uma solução viável, legal e justa. Temos um modelo de sucesso, funcionando no DF e que é totalmente descentralizado: a FUNDAÇÃO HEMOCENTRO.

Porque não adotar o mesmo modelo para as unidades de saúde? É isso que o CSDF aprovou em consonância com a 9° conferência de saúde, ou seja, uma gestão descentralizada e totalmente pública.

É isso o que defendemos. O SUS é a maior conquista do povo brasileiro e não podemos aceitar e ser coniventes com governantes aventureiros, de um mandato só, desmontar o que levou anos para ser construído.

Estaremos no embate em defesa da saúde pública, até nosso último suspiro.
Temos consciência que seus "benfeitores" estão cobrando a fatura, mas, não seremos omissos assistindo o comércio de vidas, vendendo o HBDF.

O SINDSAÚDE​  passou por vários confrontos ao longo de sua existência.

Principalmente contra gestores e governos ditos de "direita". Causa-nos profundo constrangimento que, um governador, eleito sob a bandeira (dita) socialista, que sempre foi aliado dos partidos de esquerda, nascedouro dos movimentos sociais e sindicais, tenha se transformado em nosso pior algoz. A mão pesada, cruel e ao mesmo tempo, incompetente desse socialista deixará uma marca indelével em nossas lembranças.

ROLLEMBERG, nunca mais!

Mas, enquanto estiver por aí, enquanto as delações não lhe alcançam, estaremos aqui, para lhe dizer:

#OSaquiNAO!
#OMaranhãonaoéaqui
#OHBDFédopovo

14/06/2017 - 10:21 Informe Marli Rodrigues

Vote SIM ou NÃO

É HOJE SERVIDORES DA SAÚDE!

O projeto que transforma o #HBDF em Instituto deve ser votado hoje (14), às 15h, na Câmara Legislativa. O SindSaúde​ convoca todos os servidores para lotar o plenário da Casa e impedir mais esse desmonte a Saúde Pública do DF. Vamos pressionar os deputados e provar que esse projeto do GDF não passa de uma "Odebrecht da Saúde"!

Iremos transmitir ao vivo a votação no nosso Facebook. Fique atento!

Para assistir, clique aqui: http://sindsau.de/2nEMBAL

Carta aberta à CLDF
Senhores Deputados(as)

O dia de hoje (14/06/2017) ficara marcado como o dia “D” na saúde pública do DF. Dependendo da posição adotada pelos Deputados Distritais, poderá ser a DESTRUIÇÃO ou a DEVOLUÇÃO da esperança da população do DF, em ter acesso ao Hospital de Base, o único hospital de referência em alta complexidade de nossa rede pública.

Talvez, os parlamentares que irão decidir os destinos desses pacientes, nunca precisaram fazer uso do HBDF. No entanto, não podem se esquecer de que, essa é a porta de entrada para os acidentados de trânsito e outros agravos mais complexos. É pra lá que são levados, num primeiro momento.

Numa dessas ironias do destino, qualquer um deles, pode precisar do Base. Ou seus filhos, pais, irmãos, etc. E, se lamentarão de terem contribuído para o fechamento de suas portas, se votarem a favor do Instituto, que nada mais é que uma "terceirização" disfarçada.

Os senhores e senhoras, representantes do povo, podem fazer jus a essa deferência e aos votos creditados em vocês, para ajudar esse povo sofrido e carente que necessita dos serviços de saúde publica do DF. Agora, não ha mais espaço para retórica e blá-blá-blá...Ou você é a FAVOR ou CONTRA o paciente.

E todos sabem, inclusive, vossas excelências quais são os interesses escusos, sob o manto da terceirização. A bola está com vocês. Em 2018, o voto estará conosco!

Marli Rodrigues
Presidente do SINDSAÚDE

02/06/2017 - 09:00 Desmandos de Rollemberg Marli Rodrigues

Mudaram o organograma e não mudaram a Lei

GDF abandona recursos humanos e o resultado é mais uma vez prejuízo para os servidores. Gratificações são suspensas por causa de má gestão. SindSaúde rebate e garante que a solução está na adequação da Lei

Senhor Presidente do Conselho de Saúde do DF,

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Distrito Federal, SINDSAÚDE, vem respeitosamente requerer gestões e providências desse órgão deliberativo e instância máxima para o debate das políticas públicas de saúde, tanto no serviço e no atendimento ao usuário, como na administração e competência organizacional da SES-DF, no sentido de solucionar junto à gestão, o impasse criado com a recente decisão do TCDF 2310/2017, acerca do pagamento das gratificações GMOV e GAB, ambas instituídas pela Lei 318/1992.

Ofício Conselho de SaúdeÉ imperioso destacar que, as gratificações em tela, são pagas de modo regular e legal, há 25 anos, quando a SES ainda era FHDF. É absurdo admitir que, uma manobra administrativa, onde foi feita a troca de conceitos e nomenclaturas das unidades, no caso da GMOV, e a interpretação restritiva no caso da GAB, sirvam de argumentos para prejudicar mais ainda os já, massacrados e perseguidos servidores da saúde.

Faremos uma breve síntese das duas gratificações e do equívoco ao qual os nobres conselheiros do TCDF foram induzidos pela má instrução processual, por parte da SES, omitindo informações importantes, para subsidiar o juízo dos mesmos, acerca do tema:

A GAB, sempre foi paga a todos os servidores lotados nas unidades básicas de saúde, independente de sua função. E esse é o modo correto, legal e justo de interpretar a norma. Afinal, todos os servidores que laboram na unidade, contribuem e fazem parte da assistência e do atendimento ao paciente, direta ou indiretamente.

Se há o receituário para o médico prescrever e anotar o atendimento é porque, algum servidor de apoio ou administrativo, organizou essa logística. Logo, ele participou do atendimento. Não se pode retroagir a forma de pensar a saúde, (re)criando a visão "medicalocêntrica". Há muito, entende-se a saúde como uma equipe multidisciplinar e com uma abordagem holística, onde todos colaboram para o seu atendimento e terapêutica. Desse modo, o entendimento contido na decisão avocada é um grande equívoco.

GMOV - A lei 318/1992 determina o pagamento do percentual de 10% para quem trabalha em "unidades de saúde", diversa de seu local de residência (essa é a parte que interessa na discussão, já que os 20% é para área rural).

Vejamos, quando essa lei foi criada, ainda era FHDF e não SES, não existia a estrutura ADMC. Todos os setores eram compreendidos como "unidades de saúde", justamente por contemplar, de modo contemporâneo, essa visão sistêmica de organização, ou seja, os setores fazendo parte do "todo", independente se "assistência" ou "setor administrativo".

Para o primeiro funcionar era imprescindível o segundo, para fazer a parte de aquisições, RH, materiais, patrimônio e etc.

Ao longo dos anos e a cada troca de gestão, foram "reestruturando" e mudando nomes, conceitos e organogramas, chegando ao modelo bizarro que temos hoje, na SES.

No Regimento Interno da SES, NÃO há menção à ADMC. No organograma de serviços por região administrativas, a maioria dos setores, compreendidos como "ADMC", estão dentro das superintendências. (Veja anexo do regimento interno)

Como exemplo, podemos citar núcleos de inspeção, da Vigilância Sanitária, nas regiões administrativas. De acordo com o Regimento Interno elas são subordinadas à Gerência de Fiscalização, e essa à Diretoria de Vigilância Sanitária que é subordinada à Subsecretaria de Vigilância Sanitária, ligada ao secretário de saúde.

No entanto, de acordo com o Decreto 36.918/2015, esses núcleos, dispostos em TODAS as regiões administrativas estão na ADMC (apesar de o mesmo não existir nem no organograma da SES).

No mesmo sentido e de modo mais bizarro ainda, discorremos aqui, sobre o prejuízo aos servidores do SAMU, que fazem o trabalho de assistência ao paciente, em TODAS as regiões administrativas, interagindo diretamente com todas as unidades de saúde, de média e alta complexidade e, no entanto, estão sendo prejudicados porque, segundo a SES, eles também estão lotados na ADMC.

Não podemos admitir a retirada do pagamento dessa gratificação. O entendimento exarado pelos conselheiros do TCDF, decorre de detalhes formais da lei.

Se a organização foi reestruturada para se modernizar, por que não se alterou a legislação para adequar os benefícios e manter as conquistas dos servidores ?

Aliás, uma minuta foi entregue e estava em tramitação desde 2015, para corrigir essa distorção na interpretação da GMOV (Veja Aqui). No entanto, não sabemos o motivo pelo qual nada disso foi encaminhado ao TCDF para melhor compreensão da matéria.

Diante de todo o exposto, solicitamos a esse CSDF para assumir o compromisso de construir a solução definitiva para que esses impasses deixem de ocorrer, sempre que há mudanças na gestão.

E, a única forma de solucionar é exigir que a SES apresente a minuta da GMOV para o executivo encaminhar para apreciação e votação na CLDF, adequando a lei à realidade da SES e, alterando o regimento interno das superintendências, detalhando todos os serviços executados e desempenhados pelos servidores da atenção primária, assegurando a GAB para todos que laboram nessas unidades.

Atenciosamente,

 

22/05/2017 - 16:38 Desmandos de Rollemberg Marli Rodrigues

PLC 106/2017, o tiro mais letal de Rollemberg

Durante décadas os servidores públicos do DF foram regidos pela lei 8112/90.

Foi uma grande conquista o advento da lei 840/2011, regulamentando o regime jurídico dos mesmos.

Na verdade, foi uma grande batalha vencida pelos servidores. Esse instrumento trouxe luz em matérias muito peculiares do nosso serviço, que não era, amplamente amparado, no código dos servidores federais, e que nos regia, até então.

Porém, um dos institutos basilares desse código, e o mais importante para o servidor, é a estabilidade, conquistada após três anos de exercício no cargo, sendo ingresso por concurso público. A legislação federal também traz essa previsão legal.

E é justamente nessa maior conquista que o governador Rodrigo Rollemberg, quer pôr a mão e tirar esse direito. Logo ele que, sempre esteve no serviço publico, através de QI (quem indica), de influências políticas e familiares, enfim, do famoso "jeitinho".

Nunca fez concurso público! Se tornou estável pela benevolência de nossas leis e do trem da alegria, que tinha estação certa, no congresso nacional.

Para acabar de vez com o funcionalismo público local, o governo mandou o PLC 106/2017 para a CLDF. Ontem(26), num átimo de lucidez e coerência, o líder do governo, deputado Delmasso, retirou-o dessa condição e, agora, passará a tramitar, normalmente, sem o açodamento pretendido pelo governo. Uma decisão sensata.

Não se pode colocar em votação um projeto dessa natureza, sem um amplo debate com as partes interessadas.

Hoje, presenciamos a Circular de uma Superintende Regional de Saude, Drª Lucilene Queiroz, coagindo os servidores a comparecerem ao trabalho, amanhã (28/04), dia da paralisação geral nacional. Segundo a nota, "a greve dos rodoviários e metroviários não deve ser justificativa para os mesmos faltarem ao trabalho". Essa situação nos remeteu, imediatamente ao famigerado PLC 106/2017.

Ele dispõe que a avaliação de desempenho, que ja é realizada, anualmente, poderá ser usada para conceder ou suprimir gratificações e benefícios. E, como medida mais extrema, após dois resultados "negativos", poderá ser exonerado.

E a primeira coisa que pensamos é: como uma gestora, como essa Drª Lucilene, vai avaliar os seus subordinados? Quais os critérios serão adotados por alguem com postura tão autocrática e ditatorial? Qual a oportunidade que os servidores que não forem "alinhados" com ela, terão?

Ora, quem se posiciona de modo tão arbitrário e arrogante, impondo ao trabalhador uma obrigação que não é sua (afinal, o Estado da auxílio transporte e não vale-uber), o que não fará nas avaliações?

Claro que ela foi citada como exemplo, mas, teremos muitos mais...

É de conhecimento publico que, o GDF é extremamente politizado e os órgãos sofrem forte interferência e influência política. Da primeira-dama à ultima, todos dão pitacos e constrangem os servidores. Como esses serão avaliados por essas chefias paraquedistas que teimam em cair por aqui?

E nas eleições? Quem se declarar oposição, cairá em desgraça com os gestores e os bajuladores de plantão? Como os servidores poderão manter a sua independência à serviço da sociedade (nossos verdadeiros patrões), se estiverem sob o jugo dessas chefias?

Esse é o golpe mortal no serviço público. Tão ou mais grave que a terceirização. A estabilidade é a célula mater desse organismo corporativo. A simples possibilidade de fragilizá-la com critérios tão subjetivos é um grande golpe no Estado. O servidor público é patrimônio da sociedade. Não pertencemos às chefias ou aos governos.

E, se vamos discutir esse projeto, proponho que ele comece pelo Palácio do Buriti, pelo chefe do executivo. Que nao precisemos esperar quatro anos para dar o cartão verde ou vermelho.

Se essa metodologia de aferição de qualidade na prestação de serviços é mesmo de excelência e, objetiva profissionalizar os servidores, comecemos pelo 01 (zero um).

É isso mesmo! Vamos avaliar o governador, anualmente.Se isso tivesse sido possível,não estaríamos vivendo essa catástrofe há três anos.

2018 é logo ali...

 

06/04/2017 - 08:15 Informe Marli Rodrigues

Instituto HBDF sobe no telhado...

A casa está caindo para a gangue que quer se apossar do maior hospital público do DF.

Ontem (05/04), a Justiça determinou o afastamento do Diretor do Instituto Hospital da Criança, Renilson Rehem, por irregularidades na gestão dessa Organização Social.

Lembramos que esse é o modelo que Rollemberg & Cia querem emplacar na capital, em nosso sistema de saúde pública.

Sob a falsa alegação de modernização da gestão e usando de retórica falaciosa de ampliação do atendimento na rede o governo vem tentando dar o golpe. Transformar o nosso hospital de alta complexidade, o único da rede que é terciário, em um "Instituto". Implementando um modelo híbrido, para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal e os princípios constitucionais que norteiam a administração pública.

Não há interesse público nesse modelo que é fonte de corrupção e mazelas, em todo o Brasil, e já mostra a mesma realidade no DF.

A intenção dos gestores é comprar sem licitação, precarizar as relações de trabalho, terceirizar serviços essenciais com superfaturamento e outras práticas conhecidas.

A confirmação judicial do afastamento do Renilson Rehem é um fato que deve servir de reflexão aos parlamentares que irão apreciar o famigerado projeto do IHBDF.  Se mantiverem o bom senso e espírito público nem permitirão que essa aberração entre na pauta de votação.

O SindSaúde continuará lutando pelo HBDF! Em vez de transformá-lo em Instituto lutaremos para que ele avance mais e seja o primeiro hospital quaternário da rede pública de saúde, conforme deliberado na V Conferência de Saúde do DF, em 2002.

Não podemos permitir que o capital humano existente nesse hospital, com profissionais de excelência e referência em suas áreas de atuação, sejam subvalorizados nessa iniciativa esdrúxula proposta pelo governo.

Quando denunciei os  diversos esquemas e desmandos na SES o Renilson era um dos citados. Enfrentei ameaças e tormentas, mas segui firme no propósito de contribuir para que a verdade se estabelecesse e essa corrupção desenfreada, fosse estancada.

Atualmente essa decisão judicial, confirmando as irregularidades, multiplica o nosso ânimo para não recuar diante dessas tentativas torpes de terceirizar o sistema de saúde do DF.

Querem transformar o Hospital de Base nosso centro de alta complexidade, no Mané Garrincha, dessa gestão! Será esse o legado da Geração Brasília para a saúde do DF? Era essa a "atitude para mudar", que estampou a campanha de Rollemberg ao governo?

O Estádio Nacional, conhecido e aclamado como Mané Garrincha, custou mais de 2 bilhões de reais aos cofres públicos, e agora está em vias de ser entregue à iniciativa privada a preço de banana. É isso que vão fazer com o orçamento do HBDF, de cerca de 550 milhões  por ano, entregando-o aos "Renilsons e seus Institutos"? Não vão!! A CLDF, os servidores, as entidades de classe, os Conselhos de Saúde,  órgãos de controle e a sociedade não vão permitir!

O Hospital de Base é do povo, é a história de Brasília!

15/02/2017 - 11:18 Informe Marli Rodrigues

Bruna da Saúde: ela destrói casas e ele, vidas e projetos de saúde

Os dois surfam na onda da destruição

E o arquiteto da destruição, o mensageiro do caos, o cavaleiro do apocalipse, Humberto Fonseca, Secretário de Estado de Saúde, continua com o seu "reinado" de horror e perseguição.  Em sua saga pela terceirização, elegeu os servidores para o flagelo e os pacientes para a morte...Hoje, publicou a Portaria 75 mudando, radicalmente, o instituto da remoção já regulamentado pela Lei 840/2011, onde sempre esteve previsto que, a bem da administração pública, os servidores poderiam ser removidos. Todavia, SEMPRE foi buscado uma equação, onde o interesse da administração convergisse com o bem-estar do servidor e a valorização do serviço preservando os direitos de assistência dos pacientes.

Agora, o Secretário para desativar "serviços" e programas de saúde reconhecidos nacionalmente e pela população local determinou que a remoção pode ser feita por ofício, SEM a anuência do servidor. O déspota em questão olvida principios elementares no gerenciamento de pessoas, a saber, o seu grau de satisfação, que funciona como mola propulsora da motivação! Esse desmonte, diabolicamente arquitetado, vai abrindo caminhos para a terceirização.

Os compromissos de campanha assumidos com os lobbystas e empresários serão cumpridos. Mouhamed Moustafá está preso, mas a teia que ele teceu, está firme e forte nesse governo. No lugar de profissionais capacitados, cabos eleitorais, inchando a máquina pública e deixando os pacientes jogados à propria sorte. É isso que começa a ocorrer em Ceilândia. Logo, todas as superintendências de saúde estarão aderindo a esse modelo de precarização imposto por Rollemberg e seu secretário.  Agora, ao invés do prazer, impera o medo na SES.

O assédio moral, que vinha ocorrendo em vários setores de forma velada, tomou proporções de tortura com essa nova portaria. Nas entrelinhas, a mensagem está clara "pra quem está de nosso lado, tudo; aos opositores, a portaria 75"! Até quando, os órgãos de controle, Correição e Justiça, assistirão a esse massacre contra tudo e todos, impávidos, em sua omissão???

27/10/2016 - 15:36 Informe Marli Rodrigues

E a peleja continua...

Como se não bastassem todas as ações orquestradas por este governo contra os servidores, desde o início de sua gestão, resolveram, agora, criminalizar, de modo leviano e irresponsável, os servidores do DF pelo estranho sumiço dos dados do Forponto, da SES. Não restam dúvidas que essa cortina de fumaça, jogada pela paraquedista e subsecretária da SUGEP/SES, Jaqueline Medeiros, e reforçada pelo número 02 do governo, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, é uma tentativa desesperada de desviar o foco da situação real e grave ocasionada pela incompetência e apagão de gestão de Rollemberg.

Ora, querer induzir a sociedade a acreditar que servidores, os quais NÃO têm qualquer acesso ao sistema, poderiam ter sabotado o mesmo para fraudar poucos dias de greve, é subestimar a inteligência do povo. É muito estranho que, no momento em que vazam notícias de investigação em curso no Ministério Público e na CPI da Saúde acerca de supostos esquemas existentes na pasta da Saúde, dentre eles, o pagamento de horas extras, ATESTADOS pelos gestores, os dados do Forponto desapareçam. Querem enganar a quem?

E, para coroar a semana em que se comemora o Dia do Servidor Público (28/10), o governo, através do chefe da Casa Civil, diz que "faltam R$ 76 milhões para fechar a folha de pagamento do mês de outubro". Essa é a HOMENAGEM do governo que foi eleito prometendo VALORIZAR os servidores!  Esse é o maior estelionato, o maior CALOTE dado nos eleitores do DF!!

Numa semana, diz que não vai conceder as incorporações e a isonomia dos servidores da Saúde, bem como o reajuste de algumas categorias, porque a "prioridade era pagar o salário em dia!". Na semana seguinte, dizem que "não sabem se conseguirão pagar os salários!". Os ataques desferidos contra os servidores e a sociedade, com requintes de crueldade, são típicos de regimes fascistas e totalitários!  Acho que nem a psiquiatria explica esse sadismo. De todo modo, estamos vivos e fortes e, parafraseando Guimarães Rosa, "o servidor é, antes de tudo, um forte!"

23/09/2016 - 17:33 Informe Marli Rodrigues

GDF recua depois de cobrança do SindSaúde-DF

Parece que, finalmente,  a cúpula da SES teve um insight de bom senso e resolveu o impasse da folga para o dia D da campanha de vacinação  amanhã (24),  concedendo folga em dobro e assegurando a alimentação,  conforme notícia veiculada nos grupos dos gestores. Eles relatam, inclusive, que o governador vai assinar um decreto, regulamentando essa situação.  Com certeza o governo foi motivado pela sugestão do SindSaúde de usar a Lei 9.504/97 (lei eleitoral) por analogia. Desse modo, os servidores que quiserem aderir estarão com seus direitos garantidos! Apesar de a decisão ter sido tardia, acreditamos que as equipes possam ser formadas e a campanha realizada com êxito!  Servir é o nossa lema e consideramos a vida nosso bem maior!

Marli Rodrigues
Presidente do SindSaúde-DF

19/09/2016 - 14:54 Informe Marli Rodrigues

Governo Rollemberg: caos generalizado reflete na Saúde

Nas ruas, nos noticiários, nas escolas, nos hospitais. Para onde olha, o brasiliense se vê cercado de caos. Não somente na saúde, mas Brasília como um todo. Desde as derrubadas covardes das casas de pessoas que não têm onde morar, passando pela recente crise hídrica e culminando na morte de pacientes da rede pública. Não há um só canto do Quadrado que pareça estar funcionando minimamente dentro dos conformes.

O governo de Rodrigo Rollemberg vem tratando as pessoas como verdadeiros entulhos. A truculência da Agefis, por exemplo, que chegou ao ponto de passar com tratores por cima de animais, é uma questão imoral! Não estamos defendendo invasão de terras públicas, mas a forma como de lidar com o ser humano. Ele desocupou a orla do lago, mas não fez mais nada. Deixou as áreas demolidas abrigar e atrair violência, arriscando a vida das famílias que lá estão. Mais uma vez não queremos dizer que a invasão está certa, mas derrubar por derrubar e deixar ‘a Deus dará’ é atitude de governante que não tem projeto para Brasília.

O desemprego tem feito aumentar o número de ambulantes nas ruas, que são penalizados duplamente, sendo rechaçados pela fiscalização implacável. Em meio a tanta crise, cinco restaurantes comunitários foram fechados, prejudicando muitos que contavam com a refeição mais barata para suprir a energia de um dia inteiro.

Tantas mazelas em meio a denúncias de pagamento de propina confessadas pelo próprio vice-governador Renato Santana. A Câmara Legislativa também está no olho do furacão, em crise pela própria articulação do Executivo.

Nenhum outro governador conseguiu desagradar tanta gente em tão pouco tempo, dos mais pobres aos ricos. Na metade de seu mandato já é uma criatura que as pessoas têm repulsa. Se o governo não começar a entender que as pessoas não são entulhos num container, ele pode, além de responder criminalmente, manchar as páginas de sua própria história. Esse tipo de arrogância levou o governo de Cristovam Buarque à derrota nas eleições na década de 90.

Rollemberg usa a mesma fórmula nas escolas com as crianças. No ano passado, já em sua gestão, o DF não cumpriu as metas estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ministério da Educação. O transporte público também padece com a omissão do Estado, que permitiu uma greve por quase 80 dias no Metrô. Nos hospitais ele destrata os pacientes e se distancia da saúde, talvez porque a burguesia a que pertence não o tenha tornado sensível às dificuldades do povo que governa.

Brasília tem sido vítima de duas pessoas. De um ex-governador que não sabia que ia perder e de um atual que não sabia que iria ganhar. Não há qualquer plano para a administração do DF. O povo não sabe com quem conversar. O Executivo não tem diálogo com a sociedade, não negocia com os setores organizados da sociedade, não tem projeto para a juventude, para cultura ou para empresários. Não há criação de novos empregos e nem estratégias para sair da crise. O GDF age como uma carpideira, que chora e queixa-se alegando ter herdado uma cidade quebrada.

O cenário estabelecido tem feito com que categorias se organizem para possíveis greves por falta de cumprimento de acordos. Não é esse tipo de governo que o povo precisa. Estamos citando todos os problemas do Distrito Federal porque tudo isso termina em Saúde. Tanto descaso adoece a população, que sofre ainda mais ao dar entrada nos hospitais, UPAs e Centros de Saúde.

Temos a pior cobertura de atenção primária, faltam profissionais, materiais, equipamentos e medicamentos, falta até energia nas câmaras mortuárias. Esse último, inclusive, talvez seja a melhor analogia a se fazer com a atual situação. O governo pode ser comparado ao necrotério do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), que está sem energia, exalando mau cheiro e lotado de corpos em condição de inércia para a eternidade.

No fechamento da pediatria do Gama uma cena muito chamou atenção dos servidores. Um garotinho de aproximadamente cinco anos, enquanto era removido da internação, pedia a mãe aos prantos para falar com o ‘dono do hospital’, pedindo que o deixasse ficar ali até que sarasse. São cenas como essas que nós temos visto todos os dias, em uma secretaria que simplesmente fecha setores e de uma Câmara Distrital que deixa de assumir um papel mais enérgico. Vivemos um verdadeiro abandono.

Onde o governo está colocando todo o dinheiro? Como está administrando as verbas destinadas para cada setor? O que é prioridade? Infelizmente, tudo está sendo preparado para entregar a Saúde de bandeja às organizações sociais. Rollemberg parece dever algo de muito valioso aos donos de OSs.

Ele pode pensar que não, mas a população o tem entalado na garganta e na hora certa irá vomitá-lo na lixeira. A saída mais honrosa para ele e toda sua equipe de incompetentes seria a renúncia. Rollemberg deveria desocupar o Buriti pois o povo está morrendo de todas as formas, inclusive de raiva.

Não podemos esquecer que o governo do Rodrigo Rollemberg não abre canal para conversar com os movimentos sociais. Tudo nesse governo é só montar um GT que resolve, mas não avança em absolutamente nada. Uma fala de uma ex-ministra nunca caiu tão bem para o momento: o povo está só.

Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde-DF