Lurian Leles

20/06/2018 - 15:45 Notícias Lurian Leles

Número reduzido de auxiliares de higiene prejudica serviços nas unidades de Saúde

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Equipes de limpeza foram reduzidas mesmo com aumento no valor de contrato; dispensa de empresa responsável pela coleta do lixo hospitalar também é um problema.

No início da semana, o SindSaúde informou sobre a paralisação nos serviços de limpeza dos hospitais e unidades de saúde ocasionados por dívidas da Secretaria de Saúde com a empresa responsável (clique aqui para conferir). A situação se agravou desde então com o anúncio da mudança nos contratos e a redução do número de auxiliares de higiene.

Três empresas foram contratadas para prestar serviço de limpeza e conservação, como publicado no Diário Oficial de 21 de maio: a Apecê Serviços Gerais LTDA, Dinâmica Administração Serviços e Obras LTDA e Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transporte LTDA.

Confira:
Contrato APECÊ
Contrato DINÂMICA
Contato IPANEMA

A mudança trouxe redução no número de profissionais de limpeza. Segundo informações obtidas pelo SindSaúde, antes, de quatro a seis auxiliares de higiene atuavam nos centros de saúde, de acordo com o tamanho de cada um. Hoje, dois em vez de cinco ou um em vez de quatro. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) também operam com déficit: se anteriormente havia cinco durante o dia e outros quatro à noite, atualmente há apenas dois por período.

A redução ocorreu mesmo com o aumento do valor pago à Ipanema, que já prestava o serviço para a Secretaria de Saúde. No contrato anterior, de 2015, foram destinados R$ 27.491.512,98 para cobrir os gastos da empresa. Hoje, pelo mesmo trabalho prestado, a Ipanema receberá R$ 30.002.859.78.

Confira:



Contrato 2015

Um despacho destinado à Gerência de Serviços de Atenção Primária Nº 7 de Samambaia (clique aqui para conferir) relata dificuldades devido o déficit de trabalhadores. A equipe de odontologia teria apenas uma funcionária de manutenção e limpeza no momento, o que pode prejudicar serviço como vacina, curativo e medicação, já que as salas precisam de limpeza constante. O documento ressalta ainda que há uma lacuna de 21 horas semanais para cobrir o serviço, necessitando ao menos três profissionais para manter a operacionalidade.

“Hospitais, UPAs e postos de saúde não são hotel onde se pode passar só um pano e álcool de vez em quando. São áreas contaminadas. Salas de vacina, por exemplo, tem que lavar até o teto a cada 15 dias, as de curativo a cada 10 dias, consultórios precisam ser lavados ao menos uma vez por mês com máquina. Impossível apenas uma auxiliar fazer a limpeza e ainda ter que lavar banheiros, chão, retirar lixo... São serviços básicos essenciais que custam vidas”, critica a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

*Coleta de lixo hospitalar paralisada*
Além disso, a empresa Stericycle, que recolhia o lixo hospitalar, não é mais responsável pelo serviço e retirou no início da semana as bombonas, que armazenam o material descartado, das unidades de saúde.

A transição, no entanto, não tem sido feita de forma correta. A supervisão dos Serviços de Atenção Primária número 1 do Riacho Fundo II, por exemplo, emitiu despacho (clique aqui para conferir) informando à gerência que na UBS da GSAP1 foram retirados todos os materiais e equipamentos da antiga empresa sem nenhuma reposição até o momento. O documento informa que sem as ações de limpeza, a UBS já se encontra insalubre.

A Secretaria de Saúde foi procurada para prestar esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não retornou ao SindSaúde.

20/06/2018 - 13:40 Notícias Lurian Leles

Governo do DF deixa hospitais sem remédio e atendimento

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  • Imagens: Peter Neylon

Em ano eleitoral, é comum os políticos demonstrarem preocupação com a população. No entanto, é relevante no DF o desprezo do governador Rollemberg, recorrente desde o início do mandato. A população segue abandonada, sem medicamentos, sem atenção básica e sem expectativa de mudanças a curto prazo.

Relatórios fixados nas paredes das Unidades Básicas de Saúde mostram listas enormes de medicamentos que estão sem estoque. Alguns com custo baixíssimo, mas que permanecem indisponíveis há meses.
Recentemente, o GDF tentou justificar o desabastecimento com a greve dos caminhoneiros, que fechou rodovias brasileiras. Encerrada a manifestação, a desculpa não existe mais. No entanto, tudo continua como antes. Para a população e para o servidor só sobra arrogância.

Nessa segunda-feira (18), o portal SindSaúde divulgou um ofício da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional DF, que pede ao secretário de Saúde, Humberto Lucena, que agilize a compra de fitas medidoras de glicose para a rede pública de saúde. No documento, o presidente da OAB, Juliano Costa Couto, pediu que seja feita uma contratação emergencial e falou sobre os riscos para os pacientes que necessitam fazer a medição diariamente.

Problemas sem fim
No Hospital Regional de Ceilândia, denúncia feita pela imprensa mostrou que alguns medicamentos estão em falta há seis meses. Na unidade, faltou esparadrapo para atendimentos. O GDF diz que é mentira dos servidores.

Na última semana, o SindSaúde mostrou o caso de uma mulher com um feto sem vida na barriga há mais de vinte dias. A paciente estava internada no HRC e não conseguiu na rede o medicamento que precisa para expeli-lo.

Enquanto o secretário de Saúde do DF, Humberto Lucena, aponta a burocracia dos processos licitatórios para compra de remédios e para outras medidas na pasta, os pacientes esperam meses na fila por atendimento. Para ter uma ideia, a escolha da empresa que fornecerá medicamentos quimioterápicos para tratar os pacientes da rede com câncer levou oito meses.

 

A Constituição Federal determina o direito à saúde a todas as pessoas, impondo ao Estado a obrigação de prestar assistência integral à saúde. O artigo 196 diz que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.

Ao que parece, Rollemberg e o secretário Fonseca rasgaram essas páginas da Constituição Federal. A eles, o tratamento igualitário é apenas para os seus, que pouco se preocupam com a população necessitada. Aliás, como dizem, esse é um governo que quer distância dos pobres e faz questão de amargar ainda mais a vida dos servidores.

Rollemberg deixará um legado deprimente. Uma mancha na história da saúde da capital do país. A população segue contando os dias para o fim desta má gestão.

#ForaRollemberg

18/06/2018 - 11:42 Notícias Lurian Leles

Nem com R$ 6,3 bilhões a mais em caixa governador desiste de calote

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Arrecadação sobe nos seis primeiros meses de 2018, mas nem sinal de reajustes para os servidores.

*Com informações do Metrópoles

O governador Rollemberg passou os já quase quatro anos de sua gestão batendo na tecla da falta de verba, mesmo com todos os índices apontando para o aumento da arrecadação. O Executivo vive em 2018 um período de ‘vacas gordas’, com os cofres recheados com R$ 6,3 bilhões a mais. O valor é maior que o do mesmo período em 2017, R$ 5,9 bilhões.

Somente o acréscimo de cerca de R$ 430 milhões do início do ano para cá seria mais que suficiente para pagar a dívida de R$ 227 milhões, previsto pelo Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2019, com todos os servidores.

Mostrando que é na bonança em que fica mais clara a competência da gestão, nem com dinheiro em caixa suficiente para quitar os débitos com todas as categorias do funcionalismo público, Rollemberg não esboça qualquer interesse em cumprir as leis.

“Ele age como se fosse senhor da própria vontade, simplesmente dizendo não por capricho e incompetência. O governador se esquece que seu cargo lhe foi conferido pelo povo e que nem ele está acima dos deveres. É nas urnas que vamos lembra-lo que a gestão passa, mas o servidor fica”, diz a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

14/06/2018 - 12:03 Notícias Lurian Leles

Paciente que sofreu aborto agoniza por falta de medicamento

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Hospital Regional de Ceilândia não possui medicamento adequado para expelir o feto, morto há mais de 20 dias.

Todos os dias chegam até o SindSaúde novos relatos do descaso da gestão com os pacientes, hoje (14) infelizmente narramos a triste história de uma mãe e seu bebê que não chegou a nascer. Com o feto sem vida na barriga há mais de vinte dias, a paciente sofre duplamente por não conseguir na rede o medicamento que precisa para expeli-lo.

A mulher foi internada na segunda-feira (11) no Hospital Regional de Ceilândia, após saber através de uma ecografia de rotina que o aborto já havia ocorrido há semanas. Como o feto não foi expelido naturalmente pelo corpo da mãe, é necessário o uso do medicamento Misoprostol, que está em falta da Farmácia Central, de acordo com documentos obtidos com exclusividade pelo SindSaúde.

 



Segundo Maria da Guia, irmã da paciente, outro medicamento foi ministrado de forma paliativa. “Oito comprimidos foram inseridos sendo que apenas um do certo resolveria. Minha irmã está sentindo dor. É um descaso total e uma falta de respeito”, critica.

O relatório da paciente confirma o relato de Maria. “Conseguimos não sem certa dificuldade 8 comprimidos de 25mcg necessários para atingir a dose recomendada para o caso, motivo pela qual a primeira dose foi administrada agora”, narra o documento.

Até o fechamento desta matéria, não houve confirmação se o feto foi expelido.

A Secretaria de Saúde (SES) foi procurada para prestar informações sobre a paciente e sobre previsão de normalização do estoque do medicamento, mas até o momento não respondeu aos questionamentos.

30/05/2018 - 13:25 Notícias Lurian Leles

O efeito maléfico das parcerias escusas às quais o povo DF se livrou por pouco

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Descobertas de esquemas de corrupção, prisões e condenações em todo o país são protagonizadas por figuras influentes com o governador.

Desde o início do governo, o SindSaúde tem lutado muito contra os efeitos das parcerias do governador Rodrigo Rollemberg. São empresários, lobistas e tantos outros que de forma mais direta, como por financiamentos de campanha, ou mais velada, estão ligados ao Executivo e de olho nos recursos que a máquina pública pode proporcionar. Muitos deles caem por terra, como Sílvio de Barbosa Assis, preso hoje (30) por suposta participação em esquema de concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

O lobista é um dos nomes por trás do Fato Online. Ele teve ligações com o governador estreitas o suficiente para indicar nomes para o Detran-DF. Seu histórico já não era dos melhores, chegou à Brasília após envolvimento com o crime organizado no Amapá, onde chegou a ser indiciado e preso.

Sílvio Assis. Foto: Youtube/Reprodução

Moustafá no Amazonas
Não é de hoje que nomes associados à Rollemberg estampam os jornais com escândalos de corrupção, prisões e condenações. O chefe do Executivo pretendia entregar a Saúde do Distrito Federal à Mouhamad Moustafá, que foi um de seus financiadores de campanha. Há duas semanas, o médico e empresário foi condenado por participação no esquema que desviou R$112 milhões dos cofres da Saúde amazonenses, denunciado pela Polícia Federal. Para isso ele usava o Instituto Novos Caminhos (INC).

Mouhamad Moustafá. Foto: divulgação

Além do INC, as empresas Salvare, Total Saúde e Simea, todas de Moustafá, doaram um total de R$600 mil à campanha de Rollemberg. A Salvare tem sede localizada na 706 Norte.

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Organizações sociais também sucateiam Saúde do Maranhão
Recentemente, uma reportagem da Record abordou o caos na Saúde do Maranhão, onde o governo deixou de pagar fornecedores de comida, prestadores de serviço e terceirizados. Por lá também foi descoberto um esquema de corrupção que tomou dos cofres públicos R$18,3 milhões.



O esquema funcionava através de funcionários fantasma, salários adicionais e por pacto com organizações sociais, que recebiam mas não entregavam o serviço. O impacto foi cruel: um aumento de 20% no número de mortes em leitos hospitalares desde 2014.

Um dos delatores do esquema, o médico do Samu Mariano de Castro Silva possivelmente não aguentou a pressão e cometeu suicídio. Uma carta deixada por ele cita Flávio Dino, governador do Maranhão, e desabafa “A culpa não pode ficar só comigo”.

Mariano de Castro Silva. Foto: reprodução

Carta de Mariano Castro. Imagem: reprodução

“O modus operandi lá é idêntico ao daqui. Um chefe de Estado envolvido diretamente em esquemas e com pessoas da pior espécie. Não aceitaremos jamais que Rollemberg faça do DF seu campo de maldades, usando recursos, população e servidores como peças de um jogo sórdido. Como no Maranhão, também há muita gente morrendo por aqui”, critica a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

16/05/2018 - 12:41 Notícias Lurian Leles

Dono de OS que Rollemberg quis implantar no DF é condenado em Manaus

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Mouhamad Moustafá deverá passar 15 anos atrás das grades por esquema que desviou milhões da Saúde no Amazonas; empresário é dono de OS a qual Rollemberg pretendia entregar administração de hospitais do Distrito Federal.

Foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão o dono da organização social que o governador Rodrigo Rollemberg tanto tentou trazer para a Saúde do Distrito Federal. Mouhamad Moustafá é mentor de um esquema denunciado pela Polícia Federal que desviou R$112 milhões dos cofres da Saúde amazonenses e, coincidentemente, também um dos financiadores de campanha do atual líder do Executivo local.

A prisão ocorreu graças à operação Maus Caminhos, da Polícia Federal, iniciada em 2016 que investigou o desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, um montante que ultrapassa R$112 milhões.

Moustafá usava o Instituto Novos Caminhos (INC), uma organização social, como meio de escapar de licitações e permitir contratação direta, assim, repasses do Fundo Estadual de Saúde iam direto para os bolsos do empresário e sua quadrilha. O dinheiro o proporcionava uma vida de luxo, que teve seu patrimônio multiplicado 88 vezes entre 2012 e 2015.

Ele chegou a qualificar suas empresas para atuarem como OS no Governo do Distrito Federal. O Instituto Novos Caminhos protocolou processo na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), em 2015.

Além do INC, as empresas Salvare, Total Saúde e Simea, todas de Moustafá, doaram um total de R$600 mil à campanha de Rollemberg, eleito em 2014. A tentativa de implantação da OS no DF foi uma clara troca de favores, muito combatida pelo SindSaúde que questionou como uma organização sem fins lucrativos consegue fazer doação para campanha de políticos. Moustafá chegou a ser convocado pela CPI da Saúde para prestar depoimento, mas foi preso antes.


Com a mobilização do SindSaúde, que buscou apoio na Câmara Legislativa e diversos órgãos públicos, Rollemberg fracassou na tentativa de trazer a administração do Barão das OSs para o DF.

“É nosso dever combater toda inciativa do governo em substituir o serviço público por organizações sociais, porque elas, definitivamente, não são sem fins lucrativos. A condenação de Moustafá escancara tudo aquilo que o SindSaúde sempre alertou. Dessa vez deu ruim para Rollemberg, que não conseguiu ressarcir seu apadrinhado e ainda o verá atrás das grades”, avalia a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

14/05/2018 - 15:42 Notícias Lurian Leles

VÍDEO: ratos vivem em meio à pacientes no HRT

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Vídeo mostra animal capturado na unidade de cardiologia

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) parece mesmo estar jogado às moscas. Ou melhor, aos ratos. Um vídeo o qual a reportagem do SindSaúde teve acesso, mostra pacientes capturando ratos no setor da Enfermaria da Cardiologia do HRT.

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No vídeo uma das pessoas ainda cita que o bicho seria apenas o filhote e mostra um armário cheio de fezes de animais, indicando que mais deles podem habitar o local.

Em nota, a Secretaria de Saúde tratou o evento como ‘caso isolado’, alegando que devido à realização de reparos na cobertura na semana passada, parte do forro de gesso na unidade de cardiologia foi quebrada e a gestão suspeita que o rato tenha saído pelo buraco. A Pasta afirma que o furo está sendo fechado hoje e que a desratização está em dia, sendo feita a cada três meses, a última em 16 de março.

Entretanto, a situação do HRT não é exceção. Inúmeros são os casos de focos de rato nos hospitais do DF, em setembro do ano passado, o SindSaúde publicou matéria do site Metrópoles que denunciava situação parecida no Hospital de Base (HBDF). “Quando falta gestão, sobra até ratos”, diz a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

14/05/2018 - 11:50 Notícias Lurian Leles

Saúde abandonada: pacientes podem ficar sem oxigênio nos hospitais

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Empresa responsável cobra mais de meio milhão em dívida e ameaça suspender fornecimento.

Não é novidade nenhuma que o governo tem dificuldade em manter o fornecimento dos serviços de saúde por falta de pagamento. O SindSaúde já denunciou inúmeros serviços que foram cortados ou ameaçados de corte por dívidas e mais um pode ser suspenso na rede pelo mesmo motivo.

A Air Liquide, empresas de gases, tecnologias e serviços para a área industrial e medicinal, notificou a Secretaria de Saúde (SES) no último dia 7 sobre dívida de R$738.600,63. As faturas em atraso datam de novembro de 2016 ao início deste maio e o prazo para pagamento é de 30 dias.

A dívida era ainda maior, mas a Air Liquide alega que embora R$213.440,16 já tenham sido pagos, não será possível manter o serviço sem o restante. Com isso, pacientes que dependem de oxigênio estão em risco.

“Esse é o modus operandi de Rollemberg, onde até o mais básico falta nos hospitais, como oxigênio. É o governo do descaso, que deixa crianças sem atendimento pediátrico, pacientes renais sem hemodiálise, diabéticos sem fita para medir glicose e tantos outros exemplos já denunciados por nós”, lamenta a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Procurada, a SES negou alegando os pagamentos estão ocorrendo normalmente e que não há informação de suspensão dos serviços. Entretanto, os documentos obtidos pelo SindSaúde provam o contrário, CLIQUE AQUI para conferir.

 

11/05/2018 - 12:11 Informe Lurian Leles

Em parceria com Clube da Saúde, SindSaúde promove dia dedicado às mães no próximo domingo (13)

Um dia de lazer e muita animação está sendo preparado para as mães da Saúde. Em comemoração ao dia delas, o SindSaúde realiza evento em parceria com o Clube da Saúde, no próximo domingo (13), a partir das 9h. Muitas atividades, música e animação esperam as servidoras e seus familiares.

Será lançada ainda a campanha “A mãe mais linda do mundo”, onde os filhos serão convidados a participar e dizer porque esse título merece ser da sua. O prêmio será um smartphone.
Mães e filhos, compareçam!

Serviço:
Local: Clube da Saúde (SIA - Guará, Brasília - DF, 71215-000)
Data: domingo, 13 de maio
Horário: 9h

14/12/2017 - 19:06 Notícias Lurian Leles

"Não se está tirando recursos do IPREV”, afirma governo. SindSaúde rebate falácia

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Em nota divulgada a imprensa, GDF nega que emenda rejeitada pelo plenário retira verbas do Fundo do IPREV e ainda afirma que, com a negativa, Saúde ficará sem R$447 milhões. Ofício que altera o PLOA diz outra coisa.

O governo está no olho do furacão desde que teve uma emenda rejeitada ontem (13), durante a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A Câmara Legislativa vetou a mudança prevista na matéria, que remanejava R$ 1,211 bilhão do fundo do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev/DF). O Executivo emitiu hoje (14) nota à imprensa em que nega que os recursos sejam do IPREV, porém, o Ofício de Alteração do PLOA, apresentado à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), traz clara a informação de que a execução do valor deverá ser realizada no âmbito do Fundo Financeiro.



Sem R$447 milhões
Em outro trecho da nota, o governo de Rollemberg alega que, com a rejeição da emenda, não será possível a entrega de mais 202 leitos infantis do Hospital da Criança, prevista para abril, porque a Saúde ficará sem um aporte de R$447 milhões. “São só novas mentiras dessa gestão, pois há sim recursos para a Saúde, mas o dinheiro está aplicado no mercado financeiro. O objetivo do Rollemberg é desviar recursos para obras e ele, que acusou os parlamentares de agirem por motivações eleitoreiras, é o maior exemplo de quem só está pensando em 2018”, avalia a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.
Nesta semana o SindSaúde denunciou a aplicação do repasse de R$420 milhões advindo do Fundo Nacional de Saúde (clique aqui para ver).

Confira a nota do governo na íntegra:

NOTA A IMPRENSA

1. Ao rejeitar a proposta da Secretaria de Orçamento Gestão e Planejamento do Governo de Brasília de remanejar recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão do Orçamento de 2018, a Câmara Legislativa do Distrito Federal cometeu um grave equívoco político e administrativo e prejudicará diretamente a população, que perderá qualidade no atendimento dos serviços públicos.
2. É lamentável que desejos eleitorais inconfessáveis levem a uma maioria eventual da CLDF a se opor a um ato legal e correto do Governo de Brasília no sentido de aplicar os recursos orçamentários para prestar um melhor serviço público aos brasilienses.
3. Do mesmo modo, é inaceitável e inconsequente a falsa argumentação de que estão sendo retirados recursos do IPREV para a realização de outras atividades que não as previdenciárias.
4. A recente decisão da própria CLDF de unificar os fundos previdenciários tornou autossustentável e garantido o pagamento de aposentadorias e pensões sem a necessidade de desembolso mensal de cerca de R$ 170 milhões pelo tesouro distrital. Portanto, não se está tirando recursos do IPREV. Qualquer outra interpretação é para confundir a opinião pública e a mídia.

5. No entanto, a decisão da CLDF, com nítido caráter eleitoral, cortou recursos importantíssimos para áreas como Saúde, Segurança, Educação e obras entre outros setores atingidos pela nefasta ação do Legislativo Distrital.
6. Com o corte, por exemplo, o Governo de Brasília não poderá dar posse de milhares de servidores da Secretaria de Saúde, a centenas de agentes penitenciários e a outros tantos servidores. O corte atinge R$ 127 milhões que seriam investidos na contratação de novos servidores.
7. Fica prejudicada, também, a entrega de mais 202 leitos infantis do Hospital da Criança prevista para abril, deixando milhares de meninos e meninas sem tratamento médico adequado. A Saúde ficará sem R$ 447 milhões!
8. A área de Educação será afetada em cerca de R$ 287 milhões que seriam aplicados em diversas atividades da respectiva Secretaria, como a construção e reformas de escolas.
9. Por fim e apenas para exemplificar como uma atitude política inconsequente e eleitoreira afeta o bem estar da população, deixarão de ser reformados e construídos 500 abrigos de ônibus no Distrito Federal.
10. Mesmo com ações desse tipo, o Governo de Brasília continua aberto ao diálogo com integrantes do Poder Legislativo que realmente estejam interessados em defender os interesses públicos e não os interesses partidários e/ou eleitorais. E agradece aqueles que na votação de ontem compreenderam a importância do remanejamento dos recursos para beneficiar a sociedade brasiliense.

Governo de Brasília
Brasília, 14 de dezembro de 2017

 

08/12/2017 - 16:12 Notícias Lurian Leles

Cirurgias são canceladas por falta de roupa no HRAN

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Ingerência do Estado prejudica pacientes que não puderam operar; para Marli Rodrigues, falha de organização é ‘inaceitável’ no âmbito da saúde

O governo deu mais uma amostra de incompetência ao cancelar vinte e quatro cirurgias Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), na quarta (6) e quinta-feira (7), por falta de lençóis e aventais que não puderam ser higienizados. Procedimentos em especialidades como urologia, oftalmologia e retirada de tumores deixaram de ser feitos.

O problema foi causado pela falta de um produto necessário para lavar as roupas, que teria sido comprado, mas não entregue a tempo. “A Saúde é um segmento totalmente a parte, que não deve admitir falhas. Um planejamento rigoroso é imperativo na árdua tarefa de salvar vidas, cancelar cirurgias por simples falha de organização do governo com seus fornecedores é inaceitável”, opina a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

“Por que esse material de higiene não foi comprado de forma fracionada, com intuito de sempre se ter uma reserva? E por que não pegaram roupas emprestadas na rede, em vez de cancelar as cirurgias? Se algo assim ocorrer novamente, vão fechar também as emergências?”, questiona a presidente. “Um Hospital não pode parar de funcionar por motivo tão simples de se resolver”, completa.

São necessários ao menos quatro produtos para higienização das roupas — umectante, sabão, alvejante, amaciante e acidulante —, com preço médio de R$200 cada. “Recursos do PDPAS (Programa de Descentralização Progressiva das Ações de Saúde) podem ser facilmente aplicados em casos assim. É um custo tão mínimo aos cofres públicos mas que para o GDF deve valer mais que a vida”, lamenta Marli.

Leitos subutilizados - Além disso, dois leitos de cirurgia eletiva na UTI não estão sendo utilizados. Um deles está bloqueado devido a uma maca quebrada, algo que poderia ser facilmente resolvido se houvesse manutenção, e outro está sendo utilizado por um paciente já há muito tempo.

 

 

08/12/2017 - 15:37 Notícias Lurian Leles

Saúde do DF se cala sobre nova portaria do Ministério da Saúde

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Pasta não respondeu se rede do DF está apta a suportar aumento na demanda com extensão de mamografia a mulheres mais jovens

O Senado derrubou a Portaria 61/2015, do Ministério da Saúde, que recomendava exames de mamografia somente a partir dos 50 anos, e determinou que mulheres de 40 a 49 anos também passem pelo teste. Apesar de ser necessário o acesso ao exame o quanto antes, na prática, a medida esbarra em um problema vital: a rede pública mal suporta os atendimentos atuais.

“É preciso que, para expandir o número de mamografias, o governo antes pense em dar celeridade ao serviço, providenciar mais mamógrafos, mais profissionais de saúde para auxiliar nos exames. Não basta determinar sem dar condições”, avalia a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

A portaria do Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos façam exames a cada dois anos, seguindo o que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Histórico - Não é de hoje que o SindSaúde denuncia casos relacionados à mamografia no DF. Em dezembro do ano passado, o sindicato mostrou que um tomógrafo no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) ficou quebrado por mais de seis meses (clique aqui para ver). No Hospital de Base, a presidente do sindicato Marli Rodrigues encontrou outro tomógrafo escondido em um compartimento do ambulatório(clique aqui para ver). Após as denúncias, o governo autorizou contratos de manutenção preventiva e corretiva em equipamentos da Siemens.

Em nota, a Secretaria de Saúde (SES-DF) afirmou ter finalmente zerado a fila de mamografias, com média de 2 mil exames ao mês. Das doze máquinas distribuídas nos hospitais, duas estão em manutenção. Questionada se a rede do DF está preparada para o aumento da demanda com a extensão do serviço a mulheres mais jovens, a Pasta, no entanto, não se posicionou.

07/12/2017 - 14:45 Notícias Lurian Leles

“Só há vigilância sobre as licenças e atestados”, diz especialista da UnB sobre saúde mental do servidor

SindSaúde conversou com especialista em saúde mental da unb para entender o quadro que afeta os servidores

A cadeia de acontecimentos relacionados a doenças psíquicas entre servidores da Saúde funciona em um ciclo vicioso. O volume excessivo de trabalho,aliado às péssimas condições de trabalho e a já desgastante tarefa de lidar com vidas, funciona, por muitas vezes, como ga􀆟lho para enfermidades da mente. Estresse, ansiedade e depressão são só alguns dos problemas. O servidor, então, precisa buscar ajuda na mesma rede que colaborou para o seu adoecimento, lidando novamente com um atendimento inchado e sucateado ao longo de décadas.

“Há toda uma questão contextual de excesso de serviço, carência estrutural 􀄰sica e equipes reduzidas, que vão gerando frustrações, insatisfações e desânimo pelo serviço. Isso pode levar a quadros depressivos, de ansiedade e alcoolismo graves”, afirma, em entrevista ao SindSaúde, Nazareth Malcher, especialista em Saúde Mental com Mestrado em psicologia clínica, doutorado em ensino e saúde e professora adjunta da Universidade de Brasília (UnB).

Por muitas vezes, o SindSaúde denunciou e continuará denunciando que os nossos servidores estão adoecendo. Mas agora, nossa pauta ganha um endosso mais teórico na voz de uma especialista. Confira trechos da entrevista com a especialista.

O SindSaúde nota que a categoria está apática, estressada, com quadro de depressão, ansiedade. Há dados dos transtornos sofridos pelos servidores?

O que a gente sabe é que toda essa questão contextual, de excesso de serviço, carência estrutural física, equipes reduzidas, vão gerando frustrações e insa􀆟sfações que vão gerando desânimo pelo serviço. E podem ser geradoras de depressão, quadros ansiosos graves, de alcoolismo. Nós temos muitos casos de servidores que fazem uso abusivo de álcool porque é uma forma de aprender a lidar com essa frustração, com essa situação que eles vivenciam.

A senhora tem experiência no atendimento ao servidor na SES. Já chegou até você casos graves?

Vários. Trabalhei dez anos dentro da Secretaria de Saúde, no HPAP, e ali tivemos vários casos de colegas que se suicidaram, que tiveram problemas associados ao consumo abusivo (álcool), morreram por problemas de cirrose, pessoas afastadas, muita gente afastada com quadro depressivo.

Como é possível determinar que o trabalho é a causa?

As causas são multifatoriais. A gente não pode elencar que somente o trabalho fez isso, porque se não todo mundo que está sujeito àquela situação entraria em depressão, e isso não acontece. Ainda tem os determinantes sociais. As vezes você até tem o melhor trabalho, mas você tem uma vulnerabilidade social, viver uma agressão na residência, é um determinante social. O trabalho pode ser um gatilho para efetividade da doença. Pode ser o início de tudo, mas existem outros fatores. Existe também uma questão dentro da secretaria que é o acompanhamento ao servidor público. Não há muito isso. Para se ter uma ideia, quando eu entrei da secretaria (ela trabalhou na Secretaria de Saúde do DF) fiz exames admissionais e depois de 10 anos, quando saí,nunca fiz demissionais. Eu poderia, qualquer doença que me aparecesse, processar porque não sabem com surgiu.

Ou seja, falta uma regulação, um acompanhamento, de fato, da vida profissional do servidor?

Quando eu falo que não há um trabalho em relação ao servidor, falo principalmente em trabalho de prevenção e promoção à saúde, porque o que há é vigilância e intervenção. Só há vigilância sobre as licenças. Não há um trabalho preventivo, exames periódicos, demissionais, prevenção em saúde para o servidor, não se faz campanhas. É muito mais um trabalho intervencionista e de vigilância com relação a atestados. Não digo que não deveria ter, mas a medicina do trabalho não pode prever apenas uma abordagem de regulação, deveria ter um trabalho de prevenção e promoção. Instituir comissões de prevenção de acidente do trabalho nos serviços, semanas de saúde do trabalhador, campanhas de vacinação, de tabagismo. Oportunizar ao servidor espaço de escuta e fala, o servidor está ansioso, precisa de um espaço em que pudesse ser atendido e acompanhado.

Por ser um trabalho em saúde, que lida com vidas, não deveria ter um acompanhamento psicológico específico?

O servidor precisa saber que pode contar, porque além da realidade do trabalho dele, que é lidar com o sofrimento psíquico do outro, lidar com questões de vulnerabilidade social da pessoa que ele acompanha, lidar com cuidados paliativos de pacientes terminais, enfim, essa diversidade e ainda ter que lidar com questões contextuais, de um espaço para ser acolhido dentro do serviço, a dificuldade do volume de pessoas, pois os serviços estão todos cheios porque a rede de assistência do GDF não é completa, existem vários serviços instituídos pelo SUS que não existem no DF. Simplesmente não existe, como por exemplo centro de convivência, residências terapêuticas. Uma série de questões que a􀆟ngem diretamente a população e o servidor.

Nazareth Malcher
Especialista em Saúde Mental
Mestrado em psicologia clínica
Doutorado em ensino e saúde
Professora adjunta UnB
Trabalhou dez anos da SES – HPAP

Serviço ao servidor
Nazareth Malcher faz parte do Centro de referência sobre álcool, drogas e vulnerabilidades associadas (CRR) da UnB de Ceilândia. Lá, são dados cursos de formação sobre consumo de drogas e suas vulnerabilidades para a rede intersetorial. “Com isso, a gente tem contato com (servidores) a Saúde, assistência social, escola, segurança pública, as ONGs, de modo geral. São programações anuais de cursos divididos em dois momentos. No primeiro, de formação e no segundo, permanente, onde fazem os matricialmente, vamos aos serviços e encontramos os profissionais por territórios. A ideia é que eles aprendam a lidar com as questões de uso e abuso de drogas e vulnerabilidade, além de prevenção, tanto no âmbito da saúde quanto no da escola. E u , particularmente, faço um trabalho no CRR que é só com gestores, a gente percebe que quem está na gerencia dos serviços também vive um sofrimento imenso porque há dificuldade de organização desse serviço por esses mesmos fatores. Volume populacional muito grande, falta de recursos, equipe reduzida, também é problema em nível de gestores.

 

 

01/12/2017 - 15:06 Informe Lurian Leles

Saúde mental do trabalhador

Gestão fecha os olhos para a saúde mental do servidor

Os relatos circulam quase que diariamente pelos corredores dos hospitais até chegarem ao SindSaúde, entidade que defende e luta pelos direitos dos servidores da área da Saúde. Perseguições, assédios, total falta de condições de trabalho, entre tantos outros problemas já conhecidos dentro da Secretaria de Saúde (SES-DF), têm andado lado a lado como surgimento de transtornos psicológicos entre os servidores, gerando afastamentos por licença médica e até mesmo alguns casos de suicídio.

Os efeitos colaterais desse cenário como depressão, estresse, ansiedade, transtorno pós traumático e outros distúrbios mentais, são uma realidade na vida e no ambiente de trabalho. A Previdência Social aponta que, só em 2016, 75,3 mil trabalhadores foram afastados em todo o Brasil. No DF, 6,2% da população adulta sofre com esses problemas, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) em dados divulgados em abril deste ano.

Mulheres são as mais afetadas
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde, foram notificados no período de 2007 a 2017, 7.770 casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho. As trabalhadoras são maioria, com 60% dos casos no􀆟ficados (4.646).

Com relação à faixa, trabalhadores entre 30 e 49 anos correspondem a 67,3 % dos casos.

O SindSaúde tentou obter dados específicos sobre os servidores da Saúde junto à SES-DF e a Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SubSaúde), da Secretaria de Planejamento (Seplag) — responsável pelas perícias em casos de licenças e afastamentos por motivo de saúde. A Pasta negou acesso a qualquer tipo de informação nesse sentido. ”A impressão que temos é que a categoria está adoecendo e nada tem sido feito pela Secretaria de Saúde e demais órgãos do governo para que isso seja evitado”, crítica a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Problema recorrente
Não é de hoje que o SindSaúde está preocupado com os constantes relatos de adoecimentos na categoria, principalmente no que diz respeito ao psicológico dos trabalhadores, e vem cobrando do governo que cuide da saúde de quem cuida do brasiliense.

Há dois anos, o sindicato denunciou o caso da servidora Beatriz Fernandes, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), que entrou em quadro depressivo devido a constantes assédios sofridos por parte da gestão. A história da trabalhadora terminou de forma trágica.

Trauma e perseguição
Diagnosticado com transtorno pós-traumático, associado à síndrome do pânico e quadro depressivo, em decorrência de uma situação ocorrida no local de trabalho, um técnico de enfermagem — que prefere não se identificar por temer perseguição — conta que há dois anos vive um verdadeiro calvário.

Ao longo desse período, ele já foi afastado e reintegrado ao trabalho algumas vezes. “Meu médico não tinha me dado alta por achar que não estava pronto, mas a Medicina do Trabalho sim, porém, com restrição. Daí eles começaram a me constranger, sem saber onde me colocar, querendo que eu desse a solução”, relata. O servidor queixa-se ainda que até mesmo sua vida pessoal vem sendo monitorada “numa tentativa de insinuar que não estou doente”.

Doença e abandono
Outra servidora corrobora esse pensamento. Ela conta que há cinco meses perdeu o cargo de chefia devido a perseguições dentro do ambiente de trabalho, o que também teria resultado em sua remoção. De lá para cá, desenvolveu um quadro depressivo diagnosticado no fim de setembro por uma psiquiatra da própria unidade em que atua. “Ela notou que eu não estava bem, fiquei fugindo da consulta porque nunca gostei de dar atestados e sempre achei que depressão fosse uma balela. Quando finalmente me consultei, fui afastada por quinze dias”, conta a trabalhadora que diz ainda não se sentir preparada para retornar ao serviço.

 

29/11/2017 - 17:17 Notícias Lurian Leles

Gestão da SES faz brasilienses ficarem às cegas

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Paciente pode perder a visão por falta de cirurgia na rede pública

Uma reportagem do Jornal de Brasília desta quarta-feira (29) trouxe o caso de Antônia Aparecida da Silva, diarista de 48 anos que tem enfrentado um verdadeiro calvário causado por uma doença e agravado pela ineficiência do Estado. Ela sofre de físsula da carótida cavernosa, doença que causa inchaço nos olhos e fortes dores de cabeça. A cirurgia que poderia aliviar tais sintomas, recomendada em outubro por um médico do Hospital de Base (HBDF), segue sem qualquer expectativa de realização. 

Em nota, a Secretaria de Saúde respondeu à matéria que a paciente tem que aguardar abertura de vaga em hospital conveniado. Não há previsão.

De acordo com um levantamento feito pelo SindSaúde, a Secretaria de Saúde (SES) conta com apenas 81 oftalmologistas, cinco deles não estão no atendimento à população devido a licenças ou e cargos comissionados. O último concurso foi realizado em 2014. O sindicato questionou a Pasta sobre a fila de espera das cirurgias para a especialidade, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O déficit de profissionais não é de hoje. O último censo oftalmológico, feito em 2014 pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, apontou que o Distrito Federal contava, à época, com um total de 537 oftalmologistas para uma população de 2.789.761 habitantes. Embora não haja estudos atualizados, não é difícil notar na prática que a situação está ainda pior. “Este é só mais um recorte de uma situação muito ampla de déficit de profissionais dentro da Secretaria de Saúde. São agravos que poderiam ser evitados se o governo fosse mais célere em sua gestão”, lamenta a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

29/11/2017 - 11:29 Informe Lurian Leles

Cadê o dinheiro que estava aqui?

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Serviço de Verificação de Óbitos da Secretaria de Saúde atua de forma precária sem verba de R$ 646 mil que deveria ser aplicado no setor; sucateamento do SVO sobrecarrega o Instituto Médico Legal, que anunciou que não fará mais a liberação de cadáveres por morte natural

O Instituto Médico Legal (IML) não manipulará e nem liberará aqueles que falecerem por morte natural a partir do final desta semana. A orientação de entidades partiu da premissa de que esta é uma função do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da Secretaria de Saúde (SES-DF). O órgão, no entanto, encontra-se sucateado pela falta de investimentos.

Em concurso realizado pela SES para esta área, houve apenas para médico patologista e AOSD Anatomia Patológica e não fez para técnico em necropsia. Ou seja, falta servidor para esse serviço.

Em 2016, os ministérios públicos do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e de Contas do DF (MPC-DF) investigaram o que ocorreu com a verba de R$ 646 mil da União, que deveria ser investida no SVO. Na ocasião, foi encaminhado ofício ao Tribunal de Contas da União (TCU) demonstrando que o recurso foi desviado e utilizado de forma indevida no Hospital de Base (HBDF).

Atualmente, 40% da demanda atendida hoje pelo IML é de mortes por causas naturais. A SES foi notificada no dia 17. Dois rabecões teriam sido oferecidos à Pasta, que estaria sem viaturas para a coleta dos corpos, mas a cessão foi recusada pela própria secretaria. Já houve determinação do MPDFT para a implantação do SVO e o governo tinha 12 meses para regularizar, já se passaram quase dois anos e nada foi feito.

"O Instituto de Medicina Legal do DF sempre realizou exames cadavéricos em casos de morte natural, ou seja, trata-se de mortes que em nada contribuem para fins criminais e assim desvirtuam a função primordial do IML, que é subsidiar a Justiça", relata Helder de Lima Macêdo, técnico em anatomia do IML, em carta aberta. “Mas qual é a relevância do Serviço de Verificação de Óbitos? Simples: o governo necessita de dados estatísticos confiáveis para implementação de suas políticas de saúde, subentende-se neste caso, a prevenção. Infelizmente o combate às moléstias se dá no topo da pirâmide, quando o fato ocorre, gerando gastos excessivos e o caos na rede pública de saúde", explica.

“A desorganização da gestão culminou em inúmeros problemas, inclusive abriu brechas para que ocorram situações como a da Máfia das Funerárias. É um desrespeito sem fim com os que partiram e seus familiares”, avalia a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, citando a investigação que deflagrou a quadrilha que extorquia até mesmo na emissão de certidão de óbitos, documento que é gratuito. “É nessas horas que fica nítido como o governo de Rollemberg peca por pura incompetência de gestão, pois há recursos que não são empregados”, classifica.

O SVO
Através da Portaria n° 1.405 de 29 de Junho de 2006, o Ministério da Saúde instituiu a Rede Nacional de Serviços de Verificação de Óbito e Esclarecimento da Causa Mortis (SVO). Em 2010, uma portaria conjunta estabeleceu normas de cooperação mútua entre a SES-DF e a Polícia Civil do DF (PCDF). O departamento funciona no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e só assina os óbitos dos que faleceram nos hospitais do DF.

O SindSaúde questionou a Secretaria de Saúde sobre o funcionamento do local, como atuam os servidores e sobre os investimentos — inclusive a respeito da verba de R$ 646 mil. Apesar de não responder de forma clara aos questionamentos sobre recursos e déficit de trabalhadores, a Pasta afirmou que estão sendo feitas adequações nas unidades hospitalares e pediu compreensão do IML.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal dispõe de Serviço de Verificação do Óbito, responsável por desenvolver ações que buscam esclarecer a causa de óbitos, com ou sem assistência médica, sem elucidação diagnóstica, sobretudo aqueles casos de interesse epidemiológico. Ao SVO devem ser encaminhados os óbitos ocorridos em via pública ou domicílio, após afastada a possibilidade de causa externa como, por exemplo, os acidentes, homicídios, suicídios, dose excessiva de medicação, entre outras.

Atualmente os corpos são removidos para o IML onde são avaliados por médicos patologistas da SESDF, que promovem a análise do corpo, dos documentos e prontuários disponíveis no sistema eletrônico da Secretaria de Saúde. Havendo a necessidade de realização de necropsia, por solicitação da família ou quando houver suspeita de doença de notificação compulsória, o corpo é removido para o Hospital Regional da Ceilândia.

O IML é um importante parceiro da SESDF e vem ao longo dos anos contribuindo com as ações de SVO realizadas no DF, entretanto, estão em curso diversos ajustes em estruturas próprias da secretaria para que todos os serviços vinculados ao Serviço sejam realizados exclusivamente em unidades da rede SUS/DF. Dentre os ajustes estão adequações em unidades hospitalares, registro de informações dos laudos emitidos pelo SVO, elaboração de plano de aquisição de equipamentos, insumos e veículos, dimensionamento de força de trabalho necessária e a construção da sede definitiva do SVO.

O Ministério da Saúde consolidou os repasses financeiros para o SVO no Bloco de Financiamento da Vigilância em Saúde e tais recursos vêm sendo aplicados em ações próprias da Vigilância. O planejamento de 2018 prevê a consolidação das ações de estruturação definitiva do Serviço na rede, havendo a programação financeira específica a partir do bloco financeiro da Vigilância para sua execução.

24/11/2017 - 13:55 Jurídico Lurian Leles

Ações de novembro

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Confira as ações vitorias do nosso departamento jurídico neste mês

Insalubridade
O departamento jurídico do SindSaúde conseguiu reverter a situação de dois servidores que tiveram seus adicionais de insalubridade reduzidos à 10%. A Justiça entendeu que os AOSDs (lavanderia e operador de máquinas) estão vulneráveis mesmo que sem contato direto com pacientes. (Processos nº 0701229-35.2017.8.07.0018 e nº 0701226-80.2017.8.07.0018.)

“As atividades do apelante devem ser enquadradas na insalubridade de grau máximo, uma vez que ficou constatado que o autor está exposto a riscos ocupacionais em virtude do contato direto e permanente com agentes infectocontagiosos durante o exercício de sua função, nos termos do anexo 14 da NR- 15 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego”, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

“Para o SindSaúde, todas as áreas de um hospital são insalubres e decisões como essa corroboram a nossa luta para que o adicional seja pago a todos”, comenta a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Fim de desconto - O 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF determinou que o GDF se abstenha de descontar valores nos rendimentos de servidora referentes à devolução de adicional de insalubridade. “A boa-fé no recebimento de valores pagos indevidamente impede que a Administração Pública proceda ao desconto dos valores pretéritos conferidos ao servidor, vez que seu salário tem caráter alimentar”, entendeu a juíza Carmen Nicea Nogueira Bittencourt. (Processo nº 0741635-07.2017.8.07.0016)

Superendividamento
Em mais uma ação em prol dos servidores em situação de superendividamento junto ao Banco de Brasília (BrB), os advogados do sindicato asseguraram que os descontos na remuneração de dois trabalhadores não ultrapassem 30%. “Dessa forma, não se pode mitigar o direito à sobrevivência digna do devedor, em proveito do recebimento do crédito pelos bancos, que podem e devem dispor de outros meios, menos gravosos, para lograr êxito no recebimento da dívida.”, determinou o desembargador Carlos Rodrigues. (Processo n° 0712028-94.2017.8.07.0000 e processo nº 0711273-16.2017.8.07.0018)

GDF condenado a pagar servidores
O governo terá de pagar ao um servidor R$ 1.887,47 em valores referentes de acertos financeiros já reconhecidos administrativamente.

“A alegação de prescrição não deve prosperar, pois, independentemente da origem do crédito, este foi reconhecido administrativamente pelo ente federado, contudo ainda não foi pago. Assim, a situação se enquadra ao que está prescrito no artigo 4º do Decreto 20.910/32, vejamos:

‘Art. 4º Não corre a prescrição durante a demora que, no estudo, ao reconhecimento ou no pagamento da dívida, considerada líquida, tiverem as repartições ou funcionários encarregados de estudar e apurá-la.”, 2º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF.

Abono de permanência – O Executivo também terá de pagar abono de permanência no valor de R$ 3.597,70 a servidor. Haverá ainda correção monetária desde dezembro de 2016. (Processo nº 0725823-22.2017.8.07.0016)

18/10/2017 - 17:26 Notícias Lurian Leles

Edital da vergonha: vagas da SES-DF não estão nem perto de cobrir déficit

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Certame publicado hoje (18) pela Secretaria de Saúde não atende número necessário; pediatria e UTIs são áreas mais prejudicadas

Apesar do edital de concurso que busca a contratação de pediatras, neonatologistas, intensivistas e anestesistas, lançado nesta quarta-feira (18), não será desta vez que a Saúde começará a sair do vermelho. As 337 novas vagas distribuídas entre as carreiras não causarão muito impacto na rede deficitária: estima-se que seriam necessárias no mínimo 456 para dar algum suspiro ao GDF. Os registros mais recentes do deficit são do ano passado, de lá para cá, algumas situações foram potencializadas.

Com a publicação do concurso para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva, a Secretaria de Saúde (SES-DF) espera contratar 90 profissionais em três áreas cada — pediatras, neonatologistas, intensivistas (adulto) — e outros 67 anestesistas. Porém, o déficit existente nos cargos ultrapassa esses números.

Segundo fontes do SindSaúde, com os números do último dimensionamento realizado em agosto de 2016, as pediatrias são as mais defasadas, sendo necessário ao menos 163 médicos para o atendimento infantil. As UTIs também estão em situação crítica, faltam 123 trabalhadores para fechar as escalas. Na anestesia, seriam necessários mais 80 profissionais para fechar o quadro da SES-DF. Somente na neonatologia a quantidade estaria, ao menos, empatada com o atual deficit, com mais 90 profissionais. Os dados de déficit, no entanto, estão ainda maiores.

Nesses cálculos ainda não estão inclusos os servidores que compõem o quadro, mas estão afastados ou em cargo de chefia. A SES-DF também não levou em consideração as previsões de aposentadoria. Até 2018, 113 pediatras, 14 anestesistas, nove intensivistas e três neonatologistas devem se aposentar.



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Ao final da apuração desta matéria, a SES-DF confirmou, por meio de nota, que o quantitativo de servidores ativos atualmente está ainda menor para dois cargos: anestesiologia (261), neonatologia (133), pediatria (579) e intensivista adulto (164). O último concurso público ocorreu em 2014 e tinha 44 vagas para essas quatro áreas de atuação. No entanto, só 14 chegaram a ser contratados. 

“O governo insiste em tampar o sol com a peneira, solucionando a conta gotas problemas que precisam de um investimento maciço. Não bastasse tanta demora para contratar, ainda vem com migalhas só para mostrar, às vésperas do ano eleitoral, que está fazendo algo? Isso não resolve o problema”, condena a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

Cargos de chefia
A falta desses profissionais na ponta do atendimento agrava a situação. Só na pediatria são 26 médicos fora de seus postos, ocupando cargos de chefia, seguido por treze intensivistas, seis anestesistas e outros três neonatologistas. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já recomendou o retorno ao atendimento desses profissionais que estão cedidos.

Desistência

“Ninguém do governo está considerando ainda a quantidade de desistências, pois nas péssimas condições a que os servidores são submetidos, poucos são os que ficam”, aponta Marli. A crítica da sindicalista encontra exemplos nítidos nas taxas de desistência das áreas. O SindSaúde apurou que 78% dos profissionais de UTI contratados na última seleção não permaneceram em seus postos. A pediatria apresenta o segundo maior número de baixas, com 45%, seguida pelos anestesistas (37%) e neonatologistas (30%).

 

11/10/2017 - 15:06 Informe Lurian Leles

O presente de Rollemberg nesse Dia das Crianças

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Pediatria da UPA de São Sebastião está fechada há dois anos

Nesta quinta-feira (12) será comemorado o Dia das Crianças, mas aqui no Distrito Federal os pequenos pouco têm o que celebrar. É possível encontrar casos de abandono em todas as regionais de saúde do DF, mas o caso da UPA de São Sebastião surpreende por tamanho descaso. A pediatria do local está fechada desde agosto de 2015.

Na época, a Secretaria de Saúde alegou que não havia gravidade nos atendimentos, portanto, ele poderia ser feito no centro de saúde, para onde transferiu os pediatras. À noite, no entanto, os pais precisam se deslocar para hospitais de outras regiões administrativas para conseguir assistência, o mais próximo é o Hospital Regional do Paranoá (HRPa).

O que aconteceu com a demanda?
Em 2013, a UPA chegou a atender 37.393 crianças. “O que foi feito com essa demanda? Essas crianças simplesmente deixaram de existir? O governo as trata como se fossem invisíveis, obrigando os pais a enfrentarem verdadeiras peregrinações em busca de atendimento para seus filhos. Quando se trata de pediatria, sabemos que um atendimento ágil é crucial. É uma gestão irresponsável que bota em risco a vida de crianças”, critica a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.

A Secretaria de Saúde foi procurada para prestar esclarecimentos, porém não houve resposta até a publicação desta nota.

09/10/2017 - 11:27 Informe Lurian Leles

IHBDF bate na trave mais uma vez

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TJDFT mantém decisão que suspende estatuto do Instituto Hospital de Base; governo está proibido de dispensar licitações e contratar sem concurso público até que regimento seja regularizado.

Rollemberg bem que tenta, mas não foi dessa vez que finalmente conseguiu emplacar o Instituto Hospital de Base (IHBDF), ‘menina dos olhos’ de sua gestão. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve decisão que suspende o estatuto do IHBDF, assim, o GDF está proibido de dispensar licitações e contratar funcionários até que o regulamento seja adequado.

A Corte entendeu que o estatuto é ilegal, não podendo se desvincular dos processos licitatórios e de concurso público. Com isso, o governo não conseguirá contratar empresas e funcionários para o IHBDF.

De acordo com a decisão, ao ser mantido com recursos públicos através de contrato de gestão, o instituto tem que estar sujeito aos mecanismos de controles da administração pública e do Tribunal de Contas do DF (TCDF). A decisão cita o artigo 37 da Constituição de 1988, que fala sobre os fundamentos de “legalidade, moralidade e transparência” na realização de concursos e licitações. Sem submissão ao regime jurídico administrativo, não há legalidade, entende a 5ª Turma Cível do TJDFT.

“Aprovar projetos a todo custo é uma marca desse governo. Vemos isso desde o começo, já com o descumprimento da incorporação da Gata (Gratificação de Atividade Técnico-Administrativa) e das 20 horas, passando pela criação desse instituto nefasto e, por último, com a reforma da nossa previdência. Ao menos a Justiça prova que não está de olhos vendados aos desmandos dessa gestão. Lei é lei, e o governador precisa entender de uma vez que ela é para todos”, avalia a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.