Grupo de trabalho do ACS e AVAS discute abono salarial e regime estatutário

Seg, 31 Out 2011

Representantes da Secretaria de Administração Pública (SEAP/DF) e da Secretaria de Saúde (SES/DF) reuniram-se com os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Vigilância Ambiental (AVAS). Durante a reunião, foram discutidas as questões do abono salarial dos agentes e a viabilidade de inclusão das categorias no regime estatutário. É a segunda reunião do GT, que costuma se reunir às quartas-feiras.
A SEAP/DF informou aos agentes que devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as secretarias de Estado Planejamento e Orçamento (SEPLAG/DF) de Estado de Fazenda não deram resposta sobre prazos e valores referentes ao abono salarial.

Profissionais afastados realizam manifestação em frente à SES/DF

Dom, 30 Out 2011

Os funcionários da atenção primária e de assistência prisional – ligados no passado à Fundação Zerbini – realizaram manifestação em frente à sede da Secretaria de Saúde (SES/DF), na manhã desta terça-feira, 25/10. Eles estão afastados do trabalho desde quarta-feira, 19/10, e reivindicam o retorno às funções. A mobilização teve o apoio do SindSaúde.
Os manifestantes fizeram panelaço e protestaram contra o afastamento dos 300 trabalhadores. “Durante todos esses anos nós fomos capacitados para melhorar a saúde do DF. Nós trabalhamos por mérito nosso, passamos por processo seletivo rigoroso. Nossos empregos não nos foram dados de graça”, falou durante discurso a técnica em enfermagem Clênia Amara Branquinho Santos. “Não tem ninguém trabalhando nos CAPS, o atendimento prisional está parado! Não estamos só preocupados com os nossos empregos, mas também com os pacientes. Cadê a responsabilidade do governo com a saúde pública?”, indagou Virgínia Cruz, psicóloga e membro da comissão dos representantes dos funcionários.

Cerca de 300 profissionais da atenção primária são afastados pelo governo

Qua, 19 Out 2011

Trabalhadores da atenção primária e de assistência prisional foram afastados pela Secretaria de Saúde (SES/DF) nesta quarta-feira, 19/10. A decisão foi tomada sem qualquer aviso prévio e pegou de surpresa cerca de 300 funcionários. Há três anos os profissionais aguardavam uma resolução do governo quanto ao regime em que deveriam atuar na SES/DF.

No Diário Oficial do DF de terça-feira, 18/10, a Secretária de Saúde (SES/DF) convocou os trabalhadores – psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, cirurgiões dentistas, técnicos de higiene dental e auxiliares de consultório dentário - a comparecerem à suas Diretorias Regionais no dia seguinte, alegando apenas que estavam sendo solicitados para tratar de assuntos de interesse deles. O motivo da convocação era para que os profissionais assinassem um documento no qual pedem demissão. “Fomos induzidos a nos desligarmos”, conta a enfermeira do Centro de Saúde N°2 de Itapoã Maria de Fátima, 59 anos.

Categoria aceita proposta do governo e greve da saúde acaba após 15 dias

Qua, 27 Jul 2011

Os servidores da saúde aceitaram a proposta do governo e decidiram acabar com a greve, por maioria absoluta, durante assembleia geral da categoria, realizada na manhã de terça-feira, 12/7, na LBV – Legião da Boa Vontade. A paralisação dos trabalhadores teve início na segunda-feira, 27 de junho.

A proposta aceita é a seguinte:

Reajuste do tíquete alimentação para R$ 304,00 a partir de julho de 2011;
Incorporação total da Gratificação por Apoio Técnico Administrativo (GATA) de modo escalonado: 40% em setembro de 2011, 50% emsetembro de 2012 e 30% em julho de 2013;
Plano de saúde a ser implementado em janeiro de 2012;
Conclusão do Projeto de Lei que dispõe sobre a reestruturação da carreira de Assistência Pública à Saúde - ( que inclui 104 categorias) - no mês de setembro de 2011;
Continuidade do diálogo na Mesa de Negociação

GDF deixou de receber R$ 245 mil por mamografias realizadas

Dom, 29 Nov -0001

Secretaria de Saúde só incluiu no sistema 3 mil exames, mesmo tendo realizado 10, 3 mil

O Governo do Distrito Federal reclama de falta de recursos, mas deixou de receber do Ministério da Saúde, entre julho de 2017 e abril de 2018, R$ 245 mil por realização de mamografias. A falha foi identificada pela Gerência de Processamento de Informações Ambulatoriais e Hospitalares, em documento com data de 14 de junho ao qual o SindSaúde-DF teve acesso.

“Realizamos uma análise em relação ao faturamento e os estabelecimentos deixaram de apresentar 7.273 procedimentos regulados, realizados e confirmados. (…) Estima-se uma perda de faturamento de R$ 245.463.75 em relação aos procedimentos regulados, realizados e confirmados”, diz o documento.

No período apontado no relatório, 10.315 mamografias foram realizadas, mas só 3.042 foram inseridas no Sistema de Informação do Câncer (Siscan), que é do Ministério da Saúde.

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SEQUELAS: Mais de 10% dos leitos de UTI estão bloqueados

Dom, 29 Nov -0001

Nos últimos anos mais de 1,2 mil pessoas morreram aguardando uma vaga

Selo sequelasA conta que o governo Rollemberg deixou para a saúde pública ainda assusta e preocupa os moradores do Distrito Federal. Dos 392 leitos de UTI disponíveis na rede, 10,9% seguem bloqueados* e sem acesso para a população. O motivo para 43 leitos estarem bloqueados é o mesmo: insuficiência de recursos humanos para dar suporte e garantir a abertura do leito.

Os números são da Secretaria de Saúde do DF e preocupam quem precisa de um leito de UTI. Das 4.368 pessoas que entraram na Justiça entre 2015 e julho de 2017 para garantir acesso a UTI, um direito que já deveria ser fornecido pelo governo, 1.261 pacientes morreram à espera de um leito.

Os óbitos por falta de leitos de UTI foram recorrentes ao longo da gestão de Rollemberg. Em 2015, 29,1% (495) dos pacientes que buscaram a Justiça morreram antes de conseguir lugar na terapia intensiva. No ano seguinte, manteve-se percentual similar 28,2% (470 pacientes).

Rede

Em alguns locais da rede pública do DF, o número de leitos bloqueados passa de um terço do total, como é o caso do Hospital Universitário de Brasilia (HUB).